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Um ano da gestão Álvaro Damião: Desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade em Belo Horizonte
Fabiano Domingues/PBH

Um ano da gestão Álvaro Damião: Desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade em Belo Horizonte

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O balanço dos 12 meses da gestão Álvaro Damião e as primeiras entregas dos 13 Projetos Transformadores foram apresentados nesta sexta-feira (17) durante evento que reuniu o prefeito, secretários, presidentes de órgãos públicos e servidores de todas as áreas do governo no Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal Américo Renée Giannetti. As políticas implementadas pela administração municipal foram pautadas em inovação, inclusão social, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida da população.

"Completamos um ano de mandato e escolhemos esse dia para poder fazer a apresentação do que foi feito, em um pacote de 13 projetos estruturantes que nós montamos em Belo Horizonte. E o que queremos é deixar um legado para as pessoas que estarão aqui daqui há 20, 30 anos", afirmou o prefeito Álvaro Damião.

Entre as marcas da administração municipal estão o retorno dos passeios na Lagoa da Pampulha a bordo do Capivarã. Desde dezembro do ano passado, mais de 4,8 mil pessoas já navegaram na Lagoa em quase 200 passeios gratuitos. Cinco banheiros autolimpantes foram instalados no Hipercentro e já registraram quase 1 milhão de usos.

A municipalização do Anel Rodoviário – no trecho entre o bairro Olhos D’água e a Avenida Cristiano Machado – trouxe melhorias nas condições de circulação e mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres. E por falar em mobilidade, o Catraca Livre já contabiliza 4,5 milhões de passageiros andando de graças nos ônibus aos domingos e feriados. O programa Madrugão levou para as ruas, durante a madrugada, 132 linhas de ônibus.

O lançamento do programa Muralha BH, que combina o videomonitoramento com utilização de inteligência artificial, a convocação de mais de 500 agentes da Guarda Municipal e novas viaturas com compartimentos para o transporte de detidos são algumas das políticas adotadas para a segurança pública.

Na área do bem-estar animal, o SAMUVet já é um sucesso. Na primeira semana de funcionamento, foram atendidos 49 animais: 28 socorros, seis resgates, quatro capturas, nove recolhimentos e dois atendimentos simples com liberação no local.

E as políticas públicas não param por aí: na área social, destaca-se o lançamento do programa Viver de Novo, voltado para a população em situação de rua. Quando o assunto é segurança alimentar, o programa Comida na Mesa atingiu a marca de 6,7 mil famílias atendidas. Os restaurantes populares serviram 2,35 milhões de refeições gratuitas e o Banco e Alimentos distribuiu 363,5 toneladas de alimentos a 39 instituições beneficiárias.

Projetos estratégicos que vão desde a preparação de empresas locais para exportação até a atração de grandes eventos e parcerias internacionais, consolidando Belo Horizonte como referência em negócios, tecnologia e diplomacia econômica foram adotados. Entre as iniciativas em destaque está o lançamento do BH Export, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O projeto atua em duas frentes: capacitação de empresas locais para exportação e criação de um marketplace voltado ao comércio internacional.
 

Obras 

Obras de mobilidade, drenagem e encostas garantem melhorias para população nos últimos meses

Apenas nos últimos 12 meses foram concluídas e entregues para a população uma série de intervenções estratégicas em diferentes regiões da cidade. Foram obras de requalificação de espaços públicos no Hipercentro até intervenções de mobilidade e contenção de encostas e drenagem urbana, com impactos diretos na segurança, na mobilidade e na qualidade de vida da população.

Entre as principais entregas do período estão as intervenções voltadas à requalificação da região Central da capital, que busca valorizar o patrimônio histórico, melhorar a infraestrutura urbana e ampliar os espaços de convivência na região.

Foram concluídas obras de revitalização da Praça Rio Branco, conhecida como Praça da Rodoviária, da rua Sapucaí e da Avenida Bernardo Monteiro. Também foi reconstituída a antiga Praça da Independência, renomeada como Praça Fuad Noman, localizada entre os edifícios Sulacap e Sulamérica, na Avenida Afonso Pena. A intervenção devolveu à cidade um espaço histórico de convivência que havia sido descaracterizado nas décadas anteriores, resgatando a configuração original do conjunto arquitetônico e a perspectiva urbana do Viaduto Santa Tereza.

Obras de contenção de encostas e drenagem urbana

Outra frente importante de atuação nos últimos doze meses foi a execução de obras voltadas à segurança geotécnica e ao controle das águas pluviais, fundamentais para prevenir riscos em áreas urbanas.

Entre as intervenções concluídas está a implantação da Rua dos Custódios, no bairro Beija-Flor, na Região Nordeste. A obra incluiu pavimentação, drenagem, paisagismo e reorganização da infraestrutura urbana, resolvendo problemas históricos de enxurradas, poeira e dificuldade de circulação enfrentados pelos moradores.

No bairro Dom Bosco, na Região Noroeste, a Prefeitura concluiu as obras de contenção, drenagem e pavimentação da rua Tabapuã, corrigindo problemas estruturais da via e reduzindo riscos de erosão e infiltrações em imóveis próximos.

Também foram finalizadas as obras emergenciais de drenagem e estabilização de encosta na Avenida Perimetral, no bairro Vila Pinho, região do Barreiro. A intervenção foi realizada após eventos climáticos extremos que provocaram deslizamentos e danos à infraestrutura da via, garantindo mais segurança para motoristas, pedestres e moradores da região.

Obras de mobilidade

No campo da mobilidade urbana, diversas intervenções estruturais foram entregues para melhorar a circulação de veículos e pedestres em diferentes regiões da cidade.

Entre elas está a abertura e reestruturação da Rua Halley, no bairro Santa Lúcia, que passou a conectar as ruas Laplace e Rigel, ampliando a integração viária da região e garantindo melhores condições de tráfego e acessibilidade.

Outra entrega relevante foi o alargamento da Rua Nízio Torres, no bairro Ouro Preto, na Pampulha. A obra eliminou um ponto crítico de estreitamento da via, além de incluir contenção de encosta, drenagem e nova pavimentação, proporcionando mais segurança para motoristas e pedestres.

Na região do Barreiro, foi inaugurada a nova ponte sobre o córrego Jatobá, ligando as avenidas Aydeé Abras Homssi e Senador Levindo Coelho. A obra incluiu também intervenções de drenagem, urbanização do entorno e melhorias na infraestrutura local, facilitando o deslocamento da população.

Entre as obras de maior porte está ainda o viaduto da interseção da Avenida Waldomiro Lobo, que integra um conjunto de intervenções para melhorar o acesso à estação de metrô da região e reorganizar a circulação viária no entorno.

Programa Ilumina BH

Com foco na ampliação da cobertura, na modernização tecnológica e na valorização dos espaços públicos, o programa Ilumina BH tem contribuído para aumentar a segurança, incentivar o uso noturno de áreas de lazer e qualificar o ambiente urbano em diferentes regiões da capital.

Desde junho de 2025, o Ilumina BH apresenta um conjunto expressivo de intervenções concluídas e em andamento, consolidando-se como uma das principais frentes de investimento em infraestrutura urbana do município. Até o momento, o programa reúne 163 projetos, com a implantação de 990 Unidades de Iluminação Pública (UIPs) e cerca de 2.175 luminárias, totalizando R$ 14,9 milhões em investimentos.

Do total de intervenções, 86 obras já foram concluídas, com a instalação de 342 UIPs e aproximadamente 1.255 luminárias, somando R$ 6,07 milhões investidos. Outras 77 obras seguem em execução, com previsão de implantação de 648 UIPs e cerca de 920 luminárias, representando R$ 8,86 milhões em investimentos.

Entre as frentes do programa, destaca-se o Esporte Iluminado, voltado à qualificação da iluminação em quadras, campos e equipamentos esportivos. A iniciativa reúne 137 UIPs e mais de mil luminárias de alta performance entre obras concluídas e em andamento, garantindo melhores condições para a prática esportiva e ampliando o uso desses espaços no período noturno.

Outro destaque é o Caminhada Iluminada, que tem promovido a requalificação da iluminação em importantes eixos urbanos da cidade. Um dos principais exemplos é a nova iluminação da Avenida José Cândido da Silveira, no Parque Linear da região Nordeste, onde foram instaladas 126 unidades de iluminação, ampliando a segurança e o conforto dos frequentadores da pista de caminhada.

Intervenções no Novo Anel

Já estão em curso duas importantes frentes de trabalho no Novo Anel, municipalizado em junho do ano passado, com foco em melhorar a segurança viária e a mobilidade na capital. Uma das iniciativas em andamento é a elaboração dos projetos para a substituição de três passarelas atualmente existentes ao longo do Novo Anel. Nesta etapa, estão sendo desenvolvidos os estudos e projetos executivos que vão orientar as futuras intervenções.

As passarelas previstas para substituição estão localizadas na Rua Contorno Rodoviário, nº 425, no bairro Madre Gertrudes (Regional Oeste); na Rua Águia Dourada, nº 20, no bairro Bernadete (Regional Barreiro); e nas proximidades do Trevo São Francisco, na Avenida Presidente Antônio Carlos (Regional Pampulha).

Após a conclusão da fase de projetos, será iniciada a execução das obras de substituição das estruturas. O investimento da Prefeitura é de R$ 12,5 milhões, com recursos do Fundo de Mobilidade Urbana. A previsão é que todos os trabalhos sejam concluídos no segundo semestre de 2027.

Outra intervenção em andamento supervisionada pela Sudecap é a obra de readequação viária na interseção do Anel Rodoviário com a Via Expressa, com a construção de duas novas alças viárias. O objetivo é melhorar a infraestrutura viária no ligamento da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek (Via Expressa) com o Anel, garantindo mais segurança e fluidez no trânsito em um dos principais acessos da capital.

A Prefeitura está investindo R$ 32,6 milhões nesta intervenção, com recursos próprios. Esta é a primeira grande obra de mobilidade urbana supervisionada pela Sudecap desde a municipalização do Novo Anel. A previsão de conclusão dos trabalhos é para o segundo semestre de 2027. 

Urbel 

Resultados expressivos na redução de risco geológico, regularização fundiária e urbanização de vilas e favelas

A Prefeitura de Belo Horizonte contabiliza resultados expressivos em áreas estratégicas como redução de risco geológico, regularização fundiária, urbanização de vilas e favelas e provisão habitacional. No campo da proteção social, a Prefeitura promoveu o reajuste de 60% no valor do Bolsa Moradia, que passou de R$ 500 para R$ 800, beneficiando mais de 1,5 mil famílias removidas de áreas de risco ou em situação de vulnerabilidade, garantindo suporte temporário até o reassentamento definitivo.

Dentro do Programa Estrutural em Área de Risco (PEAR), foram concluídas 49 obras de eliminação de risco geológico, além da realização de 1.271 vistorias para identificação de níveis de risco. Também foram executadas 74 obras de manutenção e estabilização em infraestruturas já implantadas em vilas e favelas. Para 2026, a meta é ampliar essas ações, com a execução de 60 novas obras de mitigação de risco geológico, 40 obras de manutenção em vilas e outras 20 em conjuntos habitacionais.

As ações de regularização fundiária também avançaram de forma significativa. Foram regularizados 2.414 domicílios em Zonas de Especial Interesse Social (ZEIS), com destaque para o Bairro Novo Aarão Reis, além de 536 unidades habitacionais em conjuntos vinculados à Política Municipal de Habitação. Para este ano, a previsão é regularizar cerca de 5 mil domicílios em ZEIS e 260 unidades habitacionais em conjuntos produzidos pela Prefeitura de BH.

Na área de provisão habitacional, o município segue investindo na ampliação do acesso à moradia digna por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, estão em construção 14 empreendimentos, totalizando 2.386 unidades habitacionais, com previsão de conclusão até 2027. Para viabilizar essas obras, a PBH destinou cerca de R$ 90 milhões, além da doação dos terrenos. A meta para este ano é construir mais 4.468 unidades habitacionais. 

O município também conquistou reconhecimento nacional com a premiação de dois empreendimentos habitacionais no Prêmio Minha Casa, Minha Vida, promovido pelo Ministério das Cidades, entre mais de 180 propostas de todo o país.

As intervenções em vilas e favelas seguem em ritmo consistente. Foram concluídas 19 obras de urbanização e tratamento de encostas, com melhorias que incluem implantação de redes de drenagem, ligações de água e esgoto, alargamento e concretagem de becos, instalação de guarda-corpos, além da construção de passeios e escadarias. Além disso, encontram-se em andamento 57 intervenções e a previsão é de que mais 25 obras sejam iniciadas até o final de 2026. 

Outro destaque é a entrega do novo Centro de Referência Urbana (Creurb) no Aglomerado Santa Lúcia. O equipamento fortalece a presença institucional no território, amplia o diálogo com moradores e lideranças e contribui para uma gestão mais ágil das demandas locais. A iniciativa será expandida para outras vilas e favelas da capital.

 

Educação 

PBH amplia rede física, universaliza educação inclusiva e avança em indicadores de aprendizagem

Um conjunto de entregas na área da Educação combinam expansão da infraestrutura escolar, ampliação do atendimento e avanço consistente nos indicadores de aprendizagem nas escolas da rede municipal.

A ampliação da rede física é um dos principais destaques. Ao longo do primeiro ano de gestão foram entregues três novas unidades de educação infantil: as EMEIs Havaí e Tupã, na Regional Oeste; e a EMEI Parque da Aviação, na Noroeste. 

Paralelamente, a Prefeitura realizou 859 intervenções em 423 escolas, entre redes própria e parceria, com investimento de R$ 74 milhões, incluindo obras já concluídas e em andamento, como construção de salas, reformas estruturais e melhorias nas instalações. 

O plano de expansão segue em andamento, com novas unidades em construção, como a EMEF Milionários (Barreiro) e as EMEIs São José (Pampulha) e Betânia (Oeste), previstas para o primeiro semestre deste ano. Também está prevista para o segundo semestre a entrega da EMEI Parque Cerrado (Norte), além da construção da EMEI Vereador Antônio de Menezes, em Venda Nova, com conclusão estimada para 2027.

Na educação inclusiva, a rede municipal alcançou a universalização do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com a ampliação do número de estudantes atendidos de 3.360 para 10.506. Todas as escolas passaram a contar com salas de recursos — foram implantadas 262 novas estruturas — tornando Belo Horizonte a única rede pública do país a ofertar AEE também na rede parceira. 

O avanço inclui, ainda, a qualificação do acompanhamento dos estudantes: 99,1% das crianças com laudo já possuem relatório biopsicossocial concluído. Como próximo passo, 100% dos alunos atendidos terão seus Planos Educacionais Individualizados (PEI) monitorados em tempo real, com acesso das famílias por aplicativo.

A ampliação do ensino em tempo integral também avançou de forma significativa. Foram criadas 5.042 novas vagas na educação infantil, com investimento de R$ 16,8 milhões, elevando o número de crianças atendidas para 42,6 mil, entre redes própria e parceira. Além disso, houve ampliação de vagas na educação infantil a partir de 14 novos credenciamentos, que resultaram na criação de 858 novas vagas. 

Os avanços também se refletem nos resultados de aprendizagem. Belo Horizonte subiu da 15ª para a 4ª posição entre as capitais brasileiras na avaliação nacional de alfabetização, com crescimento de 10,7 pontos no Inep/Saeb e 98% de participação dos estudantes. O percentual de crianças alfabetizadas avançou de 57% para 67%.

A Prefeitura aderiu ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, do Ministério da Educação. Por meio da iniciativa, 2.637 professores da rede participaram de formação ofertada pela Fundação Getúlio Vargas, com foco na melhoria dos resultados de alfabetização.

A rede também ampliou ações de avaliação e acompanhamento pedagógico, com iniciativas como o Avalia BH, que alcança mais de 35 mil estudantes, além de programas de enfrentamento da infrequência escolar e apoio à aprendizagem.

No campo da ampliação de oportunidades educacionais, 100% dos estudantes do 4º ao 9º ano iniciaram o ano letivo com aulas de inglês em tempo integral. Também está prevista a implantação de 90 salas de informática, garantindo acesso ao pensamento computacional em todas as escolas de ensino fundamental.

Para sustentar a expansão da rede e a ampliação do atendimento, a Prefeitura reforçou o quadro de profissionais. Desde o ano passado, já foram nomeados 768 professores aprovados em concurso, para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, garantindo suporte à ampliação de vagas e ao fortalecimento do atendimento nas escolas.

 

Saúde 

Mais equipes, novos centros de saúde e políticas assistenciais marcam o cuidado com a população na rede SUS-BH

Com o objetivo de aperfeiçoar o cuidado prestado à população na rede SUS-BH, importantes ações foram adotadas ao longo dos últimos 12 meses pela Prefeitura de Belo Horizonte. Para fortalecer os atendimentos, as equipes de Saúde da Família (eSF) tiveram a maior ampliação dos últimos 10 anos. Entre 2015 e 2024, o número de equipes passou de 588 para 597. Somente em 2025, saltou para 639. A cobertura da população atendida atingiu 92%, uma das mais altas do país. 

As melhorias também contemplaram as estruturas das unidades de saúde. Foram entregues à população cinco novos centros de saúde totalmente reconstruídos por meio de Parceria Público-Privada (PPP): Céu Azul, em Venda Nova; Independência, no Barreiro; Conselheiro Valdir Matos de Lima, na Noroeste; Itamarati, na Pampulha; e Alameda dos Ipês, também em Venda Nova.

O projeto de qualificação da Atenção Primária à Saúde da capital tem como objetivo melhorar a infraestrutura das unidades básicas de saúde e proporcionar mais conforto para usuários e trabalhadores. O contrato PPP prevê que as obras e manutenção fique sob responsabilidade da iniciativa privada, enquanto o atendimento é feito pelo SUS. 

Outra importante entrega foi a sede da Central de Material e Esterilização (CME) e do Centro Municipal de Diagnóstico Laboratorial (CMDL), no bairro União. O novo equipamento concentra, em um único espaço, serviços que antes estavam distribuídos pelas regionais da cidade. No local são analisadas cerca de 45 mil amostras coletadas diariamente nas unidades de saúde da cidade, além da esterilização de materiais e instrumentais utilizados nas mais de 200 unidades.

A rede de Urgência e Emergência também está recebendo melhorias. No momento, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Barreiro, Venda Nova e Oeste passam por obras de modernização para oferecer espaços mais amplos e adequados a pacientes e profissionais da rede SUS-BH.

Assistência à Saúde

No último ano, foi lançado o Programa Entrelaçar, com o objetivo de organizar e otimizar o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ampliar o acompanhamento multiprofissional. Com essa estratégia, houve ampliação de 102% no número de atendimentos, passando de 16,8 mil para para 34,1 mil. Recentemente, também foi apresentado para a rede SUS-BH um protocolo de cuidado, voltado para orientar os trabalhadores da saúde e qualificar a assistência prestada a esse grupo.

Como parte das ações do Projeto Viver de Novo, que contempla estratégias voltadas para pessoas em situação de rua, a SMSA contratou mais seis profissionais para o Programa BH de Mãos Dadas Contra a Aids, passando de 18 para 24 profissionais. Considerando essa ampliação, somente no primeiro trimestre as abordagens aumentaram 46,5%, passando de 1.799 em março de 2025 para 2.635 em março de 2026. 

O Consultório na Rua, que faz parte da Rede de Atenção Psicossocial de Belo Horizonte (RAPS-BH), também recebeu reforço de duas equipes, passando de oito para dez. O incremento deve aumentar em cerca de 25% o número de abordagens mensais, passando de uma média de 1,4 mil para cerca de 1,7 mil por mês.

Vigilância em Saúde

As estratégias de prevenção às doenças foram reforçadas com o início da vacinação de gestantes com o imunizante que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. De dezembro de 2025 até o momento, mais de 9 mil doses foram aplicadas.

Ao longo do ano, a SMSA também manteve ações de combate e prevenção ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Também foram ampliadas as estratégias de combate ao mosquito, com a instalação de 3,5 mil estações disseminadoras de larvicidas, que são recipientes com água e tela impregnada com o produto. As estações estão em escolas, imóveis residenciais e centros de saúde.

Já a Vigilância Sanitária (VISA) realizou cerca de 16 mil vistorias para fins de licenciamento, monitoramento e ações de rotina, contribuindo para o controle sanitário e a conformidade dos estabelecimentos. Foram realizadas mais de 7 mil vistorias e retornos, com foco na apuração de irregularidades e na redução de riscos à saúde da população. Com relação à apreensão de alimentos e bebidas impróprios para consumo, foram retiradas do mercado 41 toneladas e 5 mil litros . A principal irregularidade encontrada nessas situações foi o prazo de validade expirado e as más condições de conservação.

 

Segurança 

Tecnologia de ponta e novo modelo de atuação garante mais segurança nas ruas de BH

Investimentos em uso de tecnologia, ampliação do efetivo e novo modelo de atuação da Guarda Civil Municipal integram uma ampla reestruturação do modelo de segurança pública. Como resultado, a Prefeitura de Belo Horizonte contabiliza a ampliação da capacidade de resposta, maior efetividade no atendimento às ocorrências e avanços na percepção de segurança da população.

A rede de videomonitoramento do Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) foi ampliada com a instalação de 374 novos pontos, ultrapassando a marca de 5 mil câmeras para monitoramento em tempo real. O trabalho ganhou o reforço de 43 microcomputadores para ampliar a capacidade de processamento de imagens e agilidade no atendimento das ocorrências. O efetivo destinado ao monitoramento das câmeras aumentou em 100%. 

As Unidades de Segurança Preventiva da Guarda Civil Municipal – posicionadas em pontos estratégicos como referência de segurança para comerciantes, moradores e frequentadores –, passaram a receber imagens das câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento do COP-BH. 

Mais de 500 excedentes do concurso da Guarda Civil Municipal foram convocados para o curso de formação, ampliando o efetivo da Corporação para permitir maior presença ostensiva em centros comerciais, áreas turísticas e regiões de grande fluxo.  A frota ganhou novos veículos, com compartimentos adequados para o transporte de pessoas detidas. Foram adquiridos ainda 545 dispositivos elétricos incapacitantes (Spark), ampliando o uso de tecnologias de menor potencial ofensivo.

Modelos de Atuação

Com a transferência da gestão do Novo Anel para a Prefeitura, a Guarda Municipal mantém atuação 24 horas por dia no local, com fiscalização estratégica voltada à prevenção de acidentes e à melhoria da fluidez do trânsito. Um grupo de 176 agentes foi capacitado para atuação em rodovias, além de participar de curso com a Delegacia de Repressão a Furto de Veículos da Polícia Civil, com o foco na identificação veicular.

A Guarda intensificou o patrulhamento em áreas de grande circulação, com reforço em regiões turísticas como a Feira da Afonso Pena, Mercado Central, entorno da Lagoa da Pampulha e praças da Liberdade e do Papa. Os agentes também orientam o público sobre autoproteção e cuidados com objetos pessoais.

Muralha BH

O Muralha BH é o marco da segurança pública. Atualmente em implantação, a proposta combina videomonitoramento com utilização de inteligência artificial, leitura automática de placas, identificação facial, análise inteligente de imagens e dados em tempo real, ampliando a capacidade de prevenção e resposta qualificada das forças de segurança de forma integrada, tanto em tempo real como em ações investigativas.

Parte do sistema já está em operação assistida, com câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade. A próxima etapa prevê a ampliação da rede, chegando a 12 mil câmeras com inteligência artificial e utilização de softwares de última geração que permitirão análises preditivas, antecipando rotas, padrões e comportamento de criminosos. 
 

Assistência Social 

PBH reforça serviços para apoiar cidadãos a superarem a situação de rua

Em busca de mais dignidade e autonomia à população que hoje vive em situação de rua, a Prefeitura de Belo Horizonte lançou o programa Viver de Novo. A partir da metodologia conhecida como Housing First (moradia primeiro), que entende que a superação da situação de rua é mais eficiente quando começa pela garantia de um teto, foi ampliado o número de vagas do Programa Bolsa Moradia destinadas a esse público. Serão 300 famílias incluídas em 2026, facilitando, por exemplo, o acesso ao mundo do trabalho, a tratamentos de saúde e a educação formal, com a garantia de um endereço.

O município ainda celebrou uma parceria com o governo federal para a execução do projeto Moradia Cidadã, com capacidade de atendimento a 100 famílias. O programa será executado através de parceria com a OSC Pastoral de Rua e prevê apoio especializado no acesso à moradia com atuação de uma equipe interdisciplinar. Há a garantia do mobiliário e auxílio no custeio de despesas como água e energia elétrica. E ainda foram selecionadas 84 pessoas com trajetória de vida nas ruas, beneficiadas pelo Programa Bolsa Moradia, para dar mais um passo na garantia do direito à moradia por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Reforço da atuação nas ruas

Para possibilitar que as equipes cheguem a quem mais precisa, foi ampliado o atendimento móvel em vans do Serviço Especializado de Abordagem Social. Nove veículos estarão nas regionais administrativas da cidade e outras três serão específicas para o Hipercentro. As equipes serão responsáveis por realizar o primeiro atendimento e a identificação das pessoas que utilizam as ruas  como espaço de moradia e sobrevivência. 

Também como parte das ações do Viver de Novo, a Secretaria Municipal de Saúde contratou mais seis profissionais para o programa BH de Mãos Dadas Contra a Aids, totalizando 24 pessoas. O serviço atua em abordagens educativas e preventivas relacionadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), oferecendo orientações sobre saúde sexual, além de ações voltadas à redução do uso abusivo de álcool e outras drogas. 

O Consultório na Rua, que faz parte da Rede de Atenção Psicossocial de Belo Horizonte (RAPS-BH), também recebeu reforço de duas equipes, passando de oito para dez. 

Portas abertas

O horário de funcionamento dos Centros Pop Lagoinha e Centro-Sul também foi ampliado, passando a funcionar todos os dias da semana das 8h às 18h. A inovação representa portas abertas para as demandas da população em situação de rua, possibilitando maior alcance, proteção e encaminhamento das demandas do público atendido: acesso à higiene e alimentação, concessão de passagens para cidades de origem e atualização do Cadastro Único, além de atendimento social.

Estão ainda no projeto Viver de Novo ampliações de vagas em unidades de acolhimento e qualificação do Programa Estamos Juntos, que atua na oferta de vagas para a população em situação de rua. Os serviços devem operar de forma articulada com toda a rede socioassistencial e com as demais políticas setoriais, garantindo continuidade do acompanhamento socioassistencial, alinhamento técnico das intervenções e acesso efetivo a serviços de saúde, educação, trabalho, moradia e demais políticas necessárias à superação da situação de rua.
 

Mobilidade

Mobilidade urbana avança com investimentos, inovação e mais segurança

Investimentos em transporte público, segurança viária, sustentabilidade e ampliação das opções de deslocamento foram algumas das iniciativas adotadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, com foco na redução do tempo de viagem, reforço da segurança no trânsito e melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.

A renovação da frota segue como um dos focos da gestão. Apenas nos três primeiros meses de 2026, 76 novos ônibus foram incorporados ao sistema. Desde 2023, já são 1.410 veículos novos, o que representa mais da metade da frota atual, composta por 2.731 coletivos. Com isso, Belo Horizonte mantém a menor idade média de frota entre as capitais brasileiras, 4 anos e 11 meses, quase dois anos abaixo da média nacional.

Todos os novos ônibus são equipados com ar-condicionado, suspensão a ar e elevadores de acessibilidade, garantindo mais conforto e inclusão para os passageiros. Além disso, os veículos seguem o padrão ambiental Euro 6, tecnologia que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes, contribuindo para uma mobilidade urbana mais sustentável.

A prioridade ao transporte coletivo também foi ampliada com a assinatura de financiamento de R$ 139,4 milhões junto ao Governo Federal, por meio do Novo PAC - Mobilidade Urbana Sustentável. Os recursos vão viabilizar a implantação de 64,3 km de novas faixas exclusivas e preferenciais para ônibus e a ampliação de 51,34 km de infraestrutura cicloviária, já com projetos executivos concluídos.

Já foram entregues intervenções nas avenidas João Pinheiro e Cristóvão Colombo, além da região da Praça da Liberdade, somando 2,17 km de melhorias que contribuem para reduzir o tempo de viagem e aumentar a eficiência do sistema.

A oferta de viagens também foi ampliada. Em 2025, foram incorporadas mais de 100 viagens diárias aos quadros de horários e, em 2026, cerca de 80 novas viagens já foram acrescentadas, aumentando a oferta e reduzindo o tempo de espera dos usuários.  Só nos três primeiros meses de 2026, foram criadas seis novas linhas (3151, 6150, 5350, 1031, 8251 e 109), que se somam a outras duas criadas em 2025 (343 e 407), além de melhorias em 37 linhas, ampliando a cobertura e fortalecendo a integração entre bairros e regiões da cidade.

A reestruturação da rede de transporte aos domingos e feriados, com a implantação do programa Catraca Livre, ampliou o acesso da população ao lazer e aos equipamentos urbanos. Foram criadas novas conexões diretas entre bairros e áreas como parques, praças e centros culturais, e também entre estações do sistema BHBUS e destinos como o Zoológico e o Parque das Mangabeiras, facilitando o deslocamento da população. Além disso, a frota que opera aos domingos e feriados foi redimensionada. A iniciativa resultou em aumento médio de 36% no número de passageiros, com destaque para o crescimento de 53% no domingo de Carnaval, o maior desde a criação do programa. 

O Programa Madrugão representou um avanço na mobilidade fora do horário comercial. A iniciativa foi baseada em pesquisa origem-destino realizada entre julho e agosto de 2025, com trabalhadores e empresários dos setores de comércio e serviços. A nova rede noturna, implantada em dezembro de 2025, conta com a criação da linha 10 (Circular Noturno) e a operação de 132 linhas durante a madrugada, com aumento da frequência, redução do tempo de espera e ampliação da cobertura em áreas de maior demanda.

Patinetes elétricos

Belo Horizonte também ampliou as alternativas de deslocamento com a retomada do serviço de patinetes elétricos compartilhados. Atualmente, são 1,5 mil equipamentos em operação, sendo 1,1 mil na região central e 400 na Regional Oeste. O serviço não gera custos para o município e fortalece a mobilidade em trajetos curtos, com integração ao transporte coletivo. 

A retomada do serviço foi acompanhada de novas regras de segurança e operação, definidas a partir de testes realizados entre julho e agosto de 2025 em diferentes regiões da cidade. Os equipamentos são mais modernos, estáveis e seguros, e a operação segue critérios estabelecidos em termo de credenciamento, com exigências para circulação em vias adequadas, controle de velocidade e orientação aos usuários.

Remoção de veículos em estado de abandono

As ações de remoção de veículos em estado de abandono também foram intensificadas. Somente nos três primeiros meses de 2026, 217 veículos foram retirados das ruas. A operação mantém média de mais de 14 veículos por semana, com atuação integrada da BHTrans.  Além de melhorar a fluidez do trânsito e liberar vagas de estacionamento, a medida contribui diretamente para o combate à dengue, zika e chikungunya, ao eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, já que veículos abandonados frequentemente acumulam água parada.

Ônibus elétricos 

Um dos principais destaques é o projeto de eletrificação da frota de ônibus. A Prefeitura garantiu financiamento de R$ 317 milhões, por meio do PAC Seleções, para a aquisição de 100 ônibus elétricos e 27 carregadores. O contrato de financiamento já foi assinado, e o edital de licitação para compra dos veículos foi publicado na terça-feira (14). Os veículos serão adquiridos pelo município e repassados às concessionárias em regime de comodato, com retorno previsto para 2028. A entrega será feita de forma gradual, em cinco lotes de 20 veículos.

O projeto de eletrificação da frota também foi selecionado no Mutirão Brasil, iniciativa das redes globais C40 Cities e do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), com apoio da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP), que apoia governos locais na estruturação de projetos de ação climática. Além de contribuir para a redução da emissão de poluentes e melhoria da qualidade do ar, a iniciativa representa um avanço na transição energética do transporte público, com ganhos ambientais, operacionais e de conforto para os usuários.
 

Belotur 

Passeios na Lagoa da Pampulha e novo slogan marcam o turismo em BH

O turismo em Belo Horizonte registrou crescimento dos índices de ocupação hoteleira,  fortalecimento dos setores de bares e restaurantes, ampliação do fluxo turístico e consolidação da cidade como um dos principais destinos urbanos do país.  A capital ganhou inclusive uma nova marca: “Te Encontro em BH”. O posicionamento vem sendo utilizado para valorizar e fortalecer o turismo da cidade, além de orientar as estratégias de marketing e promoção de Belo Horizonte nos mercados nacional e internacionalmente.

A retomada da navegação turística na Pampulha é um marco da gestão. O primeiro passeio do Capivarã aconteceu em dezembro do ano passado. Desde então, já foram realizadas quase 200 viagens, que atenderam mais de 4,8 mil passageiros gratuitamente, consolidando a iniciativa como um importante marco para a valorização do Conjunto Moderno da Pampulha.

E mais uma vez o Carnaval se consolidou como um dos melhores do Brasil. A edição de 2026 apresentou números históricos: recorde de foliões nas ruas, alto nível de segurança, expressiva movimentação econômica, alta taxa de ocupação hoteleira e investimentos ampliados para os atores que constroem a festa. Os 23 dias de programação e 457 desfiles de blocos de rua atraíram 6,6 milhões de foliões, dos quais 349 mil turistas. A movimentação financeira foi estimada em R$1,4 bilhão.

A avaliação média geral do evento foi de 8,6, índice que se manteve em relação ao ano anterior, evidenciando a consolidação da festa como uma experiência positiva para o público. Ao todo, 74,9% dos foliões tiveram suas expectativas plenamente atendidas ou superadas.

Arraial de Belô

A 46ª edição do Arraial de Belô consolidou a festa como uma celebração segura, organizada e diversa. Ao longo do período de festas juninas, as ações promovidas pela Belotur, como os cinco dias de evento no Mineirinho, o Cortejo Junino, as Blitzen Juninas e o Concurso do Prato Junino mobilizaram diferentes regiões da capital e atraíram cerca de 83 mil pessoas – crescimento de 12% a mais em relação a 2024. O evento recebeu nota média de 9,2 na pesquisa de satisfação junto aos participantes.

Realizada em novembro de 2025, 2ª edição da Bienal da Gastronomia reafirmou a capital mineira como polo turístico gastronômico e referência em políticas públicas de segurança alimentar e agroecologia. A cidade recebeu diversas atrações que celebraram a culinária belo-horizontina em toda a sua diversidade — com oficinas, feiras, debates e experiências que conectam sabor, cultura alimentar, inovação e sustentabilidade. A iniciativa teve a correalização do Sebrae Minas.

O aniversário da capital, no dia 12 de dezembro, movimentou a cidade. A programação privada, com apoio institucional da PBH, levou 20 mil pessoas para a Praça da Estação em um show gratuito da banda Sorriso Maroto e do cantor Nattan. A celebração foi avaliada com excelência pelo público. De acordo com a pesquisa de satisfação realizada pela Belotur, por meio do Observatório do Turismo de Belo Horizonte, a avaliação geral do evento foi de 9,1, em uma escala de 0 a 10.

 

Política Urbana 

Avanços da Secretaria Municipal de Política Urbana transformam a cidade

Ações adotadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, via Secretaria Municipal de Política Urbana, refletem um modelo de gestão orientado para resultados, com foco na modernização dos processos, requalificação de espaços e fortalecimento da economia local.  Um dos destaques foi a implantação dos banheiros públicos autolimpantes na região central. Em um ano, os cinco equipamentos em operação já registraram quase 1 milhão de usos, com atendimento médio diário superior a 2,8 mil pessoas. 

No planejamento urbano, o Programa Somos Centro projeta uma transformação estrutural da região central. A proposta prevê a isenção de IPTU para cerca de 4,6 mil imóveis de baixa renda, além de potencial para movimentar aproximadamente R$ 8 bilhões em investimentos privados na próxima década. A iniciativa também estimula o aproveitamento de cerca de 1,2 mil galpões subutilizados, contribuindo para reduzir deslocamentos, o trânsito e a emissão de poluentes, ao mesmo tempo em que fortalece a ocupação qualificada do centro.

A gestão também avançou na construção de soluções pactuadas com a sociedade, por meio do programa Papo Aberto. Medidas como o acordo para funcionamento de estabelecimentos na região da Guarapari até as 2h da manhã e a definição de horários no Carnaval, com fechamento até 1h na Savassi e na Rua Sapucaí, demonstram o compromisso em equilibrar desenvolvimento econômico, segurança e o direito ao sossego da população.

A requalificação de espaços urbanos foi outro eixo prioritário. Destacam-se o plantio de cerca de 2 mil mudas na Estrada do Sanatório, associado a ações educativas contra o descarte irregular de resíduos, e a implantação de jardins de chuva no Barreiro e no Hipercentro. Essas intervenções reforçam a agenda ambiental e contribuem para a drenagem urbana, redução de alagamentos e melhoria do microclima.

No âmbito da regularização e desburocratização, a Prefeitura simplificou o processo de licenciamento, com emissão imediata de alvarás por meio da integração ao portal Redesim, reduzindo o tempo médio de abertura de empresas para cerca de 7 horas. Também foram entregues mais de 200 títulos de propriedade a famílias em áreas de interesse social, garantindo segurança jurídica e direito à moradia. Medidas como a regularização de “parte de lote” de forma gratuita, o licenciamento do primeiro retrofit da cidade (Edifício Maranhão) e a revisão do Código de Edificações reforçam o compromisso com a modernização da legislação urbana.

Outras ações importantes incluem a ampliação e o fortalecimento das feiras livres, a regularização de atividades econômicas, como a de lavadores de carros, e a adoção de medidas para coibir práticas irregulares, como a limitação do horário de funcionamento de ferros-velhos, contribuindo para o combate à receptação de materiais furtados.

A cidade ganhou reconhecimento internacional. Belo Horizonte foi selecionada em iniciativas como o Cities Finance Facility (C40), com o Projeto Veredas, voltado à infraestrutura verde-azul e adaptação climática, e em programas nacionais de desenvolvimento urbano integrado e redução de riscos. Além disso, foram implantados refúgios climáticos e ampliadas as ações do programa Adoro BH, que já contabiliza mais de 500 espaços públicos adotados em parceria com a sociedade.

Na fiscalização urbana e ambiental, foram registradas 39.902 demandas e realizadas 85.914 vistorias, resultando em mais de 39 mil autos emitidos. Entre os principais focos estão o combate à poluição sonora e ao descarte irregular de resíduos, além da fiscalização de lotes vagos e obras irregulares. Paralelamente, o Programa Fiscalizar e Educar ampliou ações preventivas e educativas junto à população, fortalecendo a cultura de cuidado com a cidade.

A gestão investiu na transformação digital e na melhoria do ambiente de negócios, com iniciativas como o BH SIM – Projeto Transformador, que moderniza os processos de licenciamento de obras e eventos, tornando-os mais ágeis, transparentes e alinhados às demandas contemporâneas.

 

SLU

Um ano de avanços para a limpeza urbana em Belo Horizonte

A limpeza urbana em Belo Horizonte contou com importantes avanços nos últimos 12 meses: implantação do projeto de conteinerização no Hipercentro, a ampliação de serviços de limpeza em toda a cidade e investimentos na modernização das cooperativas de reciclagem.

Para evitar o acúmulo de sacos de lixo nas calçadas durante o dia  e oferecer uma alternativa adequada para o descarte fora do horário regular da coleta, foram instalados 50 contêineres com tampa, distribuídos em 22 pontos estratégicos do Hipercentro. A iniciativa melhora as condições sanitárias, reduz odores e proporciona maior organização do espaço urbano.

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) também ampliou significativamente os serviços de limpeza. Desde junho de 2025, a capina em sarjetas e passeios passou de quatro para cinco vezes ao ano em toda a cidade, chegando a seis vezes anuais nos principais corredores viários.

A frequência da varrição foi ampliada na avenida do Contorno, no trecho entre a avenida Barbacena e a rua Sapucaí, passando de uma vez para três vezes por dia. Parte das ruas do Barro Preto passaram a duas varrições diárias. A mesma frequência foi adotada na Praça da Assembleia e seu entorno e na Praça do Papa. As ruas Itambé, Aquiles Lobo, Geraldo Teixeira da Costa e Conselheiro Rocha, que eram varridas três vezes por semana, passaram a ter varrição diária.

O reforço operacional incluiu ainda a criação de cinco novas equipes de serviços complementares, sendo duas voltadas ao Hipercentro e à Lagoinha, com atuação em pontos críticos de descarte irregular, além da implantação de três equipes de lavação de vias.

No mês passado, a lavagem de vias na região central foi ampliada em 40%, com a inclusão de mais três caminhões-pipa, totalizando 11 veículos em operação. O serviço passou a atender cerca de 140 pontos críticos diariamente, em três turnos.

A limpeza da Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades de Belo Horizonte, a Feira Hippie, também foi reforçada, passando a contar com uma equipe atuando durante o evento e não apenas após o encerramento, além do aumento no número de contêineres para descarte de lixo de 80 para 100 unidades.

Outra importante ação foi a ampliação da coleta domiciliar porta a porta na Comunidade Dandara. O serviço passou a atender novas vias pavimentadas pela Prefeitura, com frequência de três vezes por semana.

Coleta seletiva

A coleta seletiva ganhou esteiras de triagem horizontal em quatro galpões de cooperativas de catadores: Coopesol Leste, Coopersoli Barreiro, Asmare (Unidade II) e Coomarp. Com cerca de 15 metros de comprimento, as esteiras tornam mais ágil o processo de separação de materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal, além de melhorar as condições de trabalho dos catadores.

Os galpões passaram por reformas para a melhoria no piso, construção de fosso e ajustes no sistema elétrico, além da instalação de equipamentos auxiliares, como moegas, dutos de triagem, funis para rejeitos e carrinhos para bags.

Em atendimento a uma demanda de catadores e da população, a PBH disponibilizou galpão no bairro Floresta para trabalhadores que antes utilizavam a Praça João Pessoa para a triagem de materiais recicláveis. O novo local trouxe melhores condições de segurança, higiene e conforto.  A desocupação da praça, solicitada por moradores e comerciantes da região, foi previamente acordada com os catadores, com mediação de equipes da SLU e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Prodabel 

Um ano de inovação: BH avança com transformação digital e eficiência pública

Belo Horizonte consolida uma trajetória marcada pela modernização administrativa e pela democratização do acesso à tecnologia no último ano. Com foco em transformação digital, transparência e cuidado com o cidadão, a Prefeitura de Belo Horizonte dedicou-se a entregas que melhorassem a qualidade de vida do cidadão belo-horizontino a partir de ferramentas tecnológicas, garantindo maior eficiência, agilidade e acessibilidade.

Nas ruas, a Unidade Móvel de Inclusão Digital garantiu que o letramento digital e o acesso à internet chegassem a todas as dez regionais. Percorrendo a cidade, levando oficinas para as escolas da rede pública municipal e para o Movimento BH + Feliz, a Unidade provou que a inclusão digital é a porta de entrada para o exercício de uma cidadania mais plena e conectada.

Essa mesma mentalidade de conexão pautou também a relação entre a PBH e o setor produtivo, garantindo processos menos burocráticos e uma comunicação mais clara e simples entre as partes. Com a simplificação do Alvará de Localização e Funcionamento (ALF) imediato, agora centralizado no Portal da Redesim, cerca de 95% das novas empresas obtêm seu licenciamento de forma instantânea e totalmente digital.

O fim da necessidade de acessar múltiplos sistemas dialoga diretamente com o novo Sistema de Vistoria de Obras (SIVOB), que substituiu documentos físicos por tablets e projetos digitais, permitindo a emissão de laudos no próprio local da obra. Juntas, essas entregas garantem rapidez, transparência e previsibilidade para quem investe e constrói na capital.

A agilidade nos processos também alcançou a mobilidade urbana, o projeto Vistoria Ágil descentralizou as vistorias veiculares da BHTrans para empresas credenciadas, reduzindo o tempo de espera e as filas presenciais. Paralelamente, a gestão do tráfego ganhou robustez com a migração para o BH10 Web, uma ferramenta que unifica a gestão de acidentes e se integra ao moderno BHMap. O novo visualizador de mapas, agora totalmente responsivo para dispositivos móveis, disponibiliza dados inéditos sobre a origem e destino dos usuários de transporte público, permitindo que tanto a PBH quanto o cidadão analisem o fluxo da cidade com precisão mensal.

A tecnologia também se tornou uma aliada fundamental na proteção dos direitos e na segurança das mulheres. A nova versão do sistema de combate à importunação sexual, integrada ao PBH APP/BH Sim e ao Centro de Operações, agora permite um mapeamento estatístico para ações repressivas mais eficazes. Esse compromisso com a integridade se estende ao ambiente de trabalho público com o lançamento do canal exclusivo para denúncias de assédio moral e sexual via BH Digital, garantindo sigilo absoluto e rapidez nas apurações, reforçando a ética e a equidade dentro da administração municipal.

Na área da saúde e bem-estar, a inovação chegou aos Centros de Saúde por meio da utilização de Inteligência Artificial para análise de sentimentos. Ao processar as opiniões dos usuários, a IA fornece subsídios valiosos para a tomada de decisões em pontos sensíveis do atendimento. Essa atenção aos detalhes também é vista no cuidado com a causa animal, onde o Sistema de Identificação e Esterilização (SIEA) foi modernizado com acesso exclusivo via gov.br e melhorias na usabilidade, garantindo segurança total aos dados dos tutores e maior controle sobre as políticas de zoonoses.

No monitoramento do território, em 2025 drones realizaram 78 voos, cobrindo 48 km² para imageamento estratégico, incluindo áreas complexas, como o Anel Rodoviário. Essa vigilância aérea é complementada em terra pela reescrita do Sistema de Fiscalização (SIF) e pela modernização do Sistema de Cadastro Territorial Multifinalitário (SisCTM), que agora facilita a vistoria de "bota-foras" e oferece uma visão integrada da gestão rodoviária, permitindo um controle urbano muito mais ágil e preventivo.

Toda essa evolução estrutural é amparada por uma gestão financeira e participativa transparente. O novo sistema de captação de recursos garante que Belo Horizonte não perca oportunidades de financiamento federal ou estadual, enquanto a plataforma BH + Participativa convida o cidadão a ser protagonista nas decisões do administrativo através de enquetes e consultas públicas.

Esse ciclo de transparência foi coroado com o Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública, reconhecimento que coloca Belo Horizonte no topo do ranking nacional de acesso a dados públicos e reafirma o compromisso desta gestão com um governo aberto, moderno e humano.

Meio Ambiente 

Política ambiental, climática e de bem-estar animal marcam a gestão

A Semana do Meio Ambiente, em junho de 2025, marcou o lançamento de um documento essencial para o futuro ambiental de Belo Horizonte. Construído em parceria com a sociedade civil, o Plano Municipal de Arborização Urbana norteia tecnicamente e articula ações intersetoriais, colocando a capital na vanguarda de políticas públicas de sustentabilidade.

O documento também se soma ao Plano Local de Ação Climática (PLAC), à posse em 2026 do Comclima (Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas) e às 50 mil novas mudas plantadas em 2025, com manutenção da meta para 2026, fortalecendo a resiliência de BH frente à emergência climática.

Belo Horizonte recebeu o reconhecimento internacional de Cidade Árvore do Mundo recebido pelo terceiro ano consecutivo, com certificado de Tree City of The World, concedido pela ONU pelas diversas ações ambientais adotadas no município nos últimos anos. Dentre elas, o programa Escola Verde, realização das secretarias de Meio Ambiente e Educação. Em 2025, ações de educação ambiental foram apresentadas a cerca de 650 crianças, como plantios e instalação de meliponários.

Outro ponto importante de articulação internacional é a candidatura em curso  do Parque das Mangabeiras a Geoparque Global da Unesco, reiterando o valor geológico, ambiental e de ações de sustentabilidade empreendidos em BH. Esse diálogo com entes públicos e agências internacionais passou pelo Seminário Internacional Águas para o Futuro, realizado no Museu de Arte da Pampulha com apoio institucional da SMMA, ampliando o reconhecimento e compromissos articulados do poder público e sociedade para a gestão hídrica e do patrimônio do complexo da Pampulha.

A gestão hídrica também é um compromisso efetivo da atual gestão. O programa Renascente vem ampliando o mapeamento e recuperação de nascentes, córregos e brejos na capital mineira através de plantios e educação ambiental. Atualmente já são 1.172 nascentes cadastradas, com dados no BH Maps. A preservação do patrimônio hídrico de Belo Horizonte é essencial para o equilíbrio ambiental da cidade, banhada pelas bacias dos Ribeirões Arruda, Onça, Isidoro e Velhas.

Bem-estar animal e desburocratização a bons empreendedores

A política de bem-estar animal teve um grande avanço, com o início do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias no dia 6 de abril, com atendimento 24 horas e seis ambulâncias para resgate. O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte (CPV) será ampliado com a integração de três unidades de serviços distintos. O sistema será composto, além do SAMUVET, pelo Complexo Médico Veterinário e Unidade Básica de Saúde, com novas unidades entregues ainda no primeiro semestre de 2026.

Em 2026 também entrou em vigor a lei de proibição de circulação de veículos de tração animal. Além do compromisso com o bem-estar animal, a PBH vem implementando programa de transição para benefícios aos carroceiros, tais como apoio para aposentadoria social, concessão de triciclo elétrico e cursos para reinserção profissional.  

Essas ações fazem parte das entregas da Subsecretaria de Bem-Estar Animal, que tem como um de seus principais programas o AdotaBH. A plataforma de estímulo e facilitação de adoção responsável promoveu 221 adoções pelo site e 24 em eventos.

O último ano também contou com a aprovação pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de nova regra que agiliza renovação de licença ambiental para atividade de baixo e médio risco. A medida irá agilizar o licenciamento ambiental em Belo Horizonte, uma vez que a chamada Renovação Expressa da Licença Ambiental permite aos empreendedores em dia com as obrigações ambientais fazer o procedimento de forma mais rápida e desburocratizada.

 

Desenvolvimento Econômico 

Atração de investimentos e estímulo ao empreendedorismo pautaram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais (SMDE) pautou seu trabalho na atração de investimentos, estímulo da atividade econômica empreendedora, melhoria do ambiente de negócios, qualificação profissional, defesa do consumidor e promoção da capital junto a representantes de dezenas de países.

O Estatuto do Desenvolvimento Econômico tornou-se fundamental para fortalecer a segurança jurídica e a liberdade econômica no âmbito municipal, ao estabelecer regras claras para a atuação do poder público como agente normativo, regulador e fiscalizador. Ao simplificar procedimentos, fixar prazos para respostas administrativas e prever mecanismos como a aprovação tácita para atividades de baixo risco, o Estatuto reduz a burocracia e os custos de conformidade para empresas e empreendedores.

Com a estratégia, Belo Horizonte fortalece sua capacidade de atrair investimentos, estimula a atividade empreendedora e fomenta o desenvolvimento sustentável ao equilibrar o crescimento econômico com a proteção ao meio ambiente, à saúde pública e à ordem urbana.

Uma Comissão Permanente de Melhoria do Ambiente de Negócios em Belo Horizonte (COPMAN) – composta por todos os órgãos e entidades do poder público municipal que atuam na abertura, licenciamento, regularização e manutenção de empresas com sede no município –, foi criada para atuar na regulamentação e implementação do Estatuto do Desenvolvimento Econômico.

O Programa Melhoria do Ambiente de Negócios reúne ações para desburocratizar, simplificar e digitalizar a relação dos empreendedores com a Prefeitura e promover um ambiente de negócios mais eficiente, previsível e favorável ao desenvolvimento econômico de Belo Horizonte. O programa busca monitorar e reduzir exigências e prazos associados à abertura, manutenção e regularização de empresas, reconhecendo o papel central da atividade empreendedora na geração de empregos, renda e dinamismo econômico na cidade.

Inovação e tecnologia

A segunda etapa do programa PBH Inova está em execução com as oitos startups selecionadas na primeira edição do projeto e o investimento total da Prefeitura é de R$ 1,5 milhão. As startups trabalham para a solução de cinco desafios propostos pelo município, relacionados a melhorias dos serviços oferecidos aos cidadãos como saúde, segurança e gestão. Cada uma poderá receber até R$225 mil por desafio.

Destaque internacional

Com o apoio da Diretoria de Relações Internacionais da SMDE, Belo Horizonte foi selecionada como uma das Cidades-Sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. No último ano, a SMDE apoiou quatro missões internacionais do prefeito Álvaro Damião em Lima (BID PPPs Américas), na Alemanha, Israel, e China, além de promover, na sede da Prefeitura, o Café Consular com as representações consulares de Belo Horizonte. Desde agosto, Belo Horizonte passou a integrar o grupo de 80 cidades, de 12 países, do City Data Alliance, programa financiado pela Bloomberg Philantropies e voltado à eficiência da gestão pública.

Empreendedorismo e parcerias

Em parceria com o Sebrae-MG, a SMDE desenvolve o Programa Cidade Empreendedora, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento socioeconômico do município com foco em pequenas empresas. Na Sala Mineira do Empreendedor, a Prefeitura realizou, neste último ano, cerca de 17 mil atendimentos, entre orientações, formalizações e suporte a empreendedores locais. E formalizou aproximadamente 300 novos negócios na capital.

A SMDE celebrou, em 2025, parcerias com 17 OSCs, que possuem atividades em execução e/ou em fase final de ajustes nos respectivos planos de trabalho, promovendo ações de capacitação profissional, empreendedorismo, inclusão digital e gastronomia.

Qualificação e geração de empregos

A SMDE reforçou diversas ações estratégicas voltadas à qualificação profissional e à inserção produtiva com foco na ampliação de parcerias com o setor empresarial da capital. As iniciativas são planejadas e executadas majoritariamente em cooperação com entidades representativas do setor produtivo, como Fecomércio MG, por meio do SENAC, FIEMG, por meio do SENAI, SEBRAE Minas e SINDUSCON-MG.

Além dessas parcerias estruturantes, a PBH fomenta a qualificação profissional em cooperação com organizações da sociedade civil. No último ano, 549 pessoas foram certificadas em áreas como Instalador de Placas de Energia Solar Fotovoltaica, Auxiliar de Solda, Cabeleireiro Masculino, Feminino e Básico, Cuidador de Idoso, e Cozinheiros, Doceiros e Salgadeiras.

Nos últimos doze meses, o GO BH (Geração de Oportunidades), portal que disponibiliza vagas de emprego, cursos de qualificação e cadastro de profissionais autônomos, registrou aproximadamente 9 mil atendimentos. Nas duas unidades do SINE Municipal, a Prefeitura realizou mais de 13 mil atendimentos e encaminhamentos para vagas de emprego e ofertou cerca de 36 mil oportunidades.

Voltado à inclusão produtiva da população em situação de rua, o Programa Estamos Juntos já atendeu, até o momento, mais de 1,1 mil pessoas. Os participantes desenvolvem atividades para a Prefeitura e muitos já foram contratados no mercado formal de trabalho.

Defesa do consumidor

Através do trabalho das unidades do Procon BH, a Prefeitura realizou, neste último ano, 31 mil atendimentos a consumidores de BH e intermediou 3,5 mil processos administrativos junto a consumidores e empresas. O órgão também atua em fiscalizações de lojas, comércios, bares, restaurantes, postos de combustíveis, entre outros estabelecimentos ligados diretamente ao consumo. No período, o Procon BH participou de mais de 1.250 fiscalizações.

Em 2025, o Núcleo Integrado de Atendimento ao Consumidor (NIACon) foi premiado na 13ª edição do Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ficando em 2º lugar na categoria “Atuação Administrativa III - Gestão e Governança”. O NIACon é um órgão criado pela PBH em parceria com o MPMG e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Fundação de Parques

Fundação de Parques avança em conservação, modernização de equipamentos e educação ambiental em BH

A ampliação e qualificação dos parques foi um dos destaques do primeiro ano da gestão Álvaro Damião. E a cidade ainda ganhou o Parque Municipal Coqueiros, na Regional Noroeste, ampliando a oferta de áreas verdes e consolidando o espaço como referência de preservação ambiental e uso público. Nove parques passaram por reformas e melhorias, com intervenções em infraestrutura, áreas de convivência e equipamentos públicos.

Entre os destaques estão a revitalização do Parque Monsenhor Expedito D’Ávila, a reforma de espaços no Parque Lagoa do Nado, melhorias no Parque do Brejinho (inclusive com a instalação de brinquedos infantis na área do playground)  e a implantação de ParCão nos parques Padre Alfredo Sabetta e Juscelino Kubistcheck.

O acesso ao Parque Municipal Américo Renné Giannetti ficou ainda mais fácil, com a reabertura de três portarias que estavam fechadas ao público há mais de 3 anos. Uma parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais garantiu R$ 14 milhões para a requalificação do Parque Municipal e do Teatro Francisco Nunes.

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZ) realizou plantios de mais de 27 mil mudas de árvores nativas em 27 parques, e implantou áreas de brincar inclusivas, com espaços acessíveis e sensoriais voltados ao desenvolvimento infantil. Um exemplo é o Parque Girassol, dentro do Parque Municipal.

O Zoológico de Belo Horizonte conquistou a certificação em bem-estar animal concedida pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), reconhecimento que atesta a qualidade do manejo e dos cuidados com a fauna silvestre. A sinalização viária foi revitalizada com pintura das pistas e implantação de novas placas de trânsito ao longo das vias internas do Zoológico.

O Jardim Botânico ampliou sua capacidade produtiva, com aumento de 27,8% na produção de mudas em relação a 2024, alcançando 152.840 unidades. As mudas foram destinadas a 236 locais da capital, fortalecendo as ações de arborização urbana e consolidando o espaço como um importante polo de fomento ambiental do município.

Na área ambiental, a Fundação de Parques registrou resultados expressivos na prevenção de incêndios florestais, com redução de 77% no número de ocorrências e queda de 89% na área atingida em comparação com o ano anterior. As ações também renderam reconhecimento institucional, com o Prêmio Campainha Azul, concedido pela ONG Ecoavis, e menção especial no Prêmio Pacto de Milão 2025, na categoria “Produção de Alimentos”, destacando iniciativas voltadas à sustentabilidade urbana.

As ações de educação ambiental também foram ampliadas. A Fundação atendeu 845 instituições, totalizando mais de 10 mil estudantes em atividades educativas. No campo da ciência cidadã, Belo Horizonte conquistou o 3º lugar no Brasil no Desafio Mundial da Natureza Urbana, iniciativa que mobiliza a população para o registro da biodiversidade por meio do aplicativo iNaturalist.

Relações Institucionais 

PBH fortalece agenda de negócios, investimentos e relações internacionais

A Secretaria Municipal de Relações Institucionais implementou projetos estratégicos que vão desde a preparação de empresas locais para exportação até a atração de grandes eventos e parcerias internacionais, consolidando Belo Horizonte como referência em negócios, tecnologia e diplomacia econômica.

Entre as iniciativas em destaque está o lançamento do BH Export, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O projeto atua em duas frentes: capacitação de empresas locais para exportação e criação de um marketplace voltado ao comércio internacional.

A Secretaria também estreitou laços com a Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas) e iniciou a produção de um vídeo institucional para atrair investidores. Em paralelo, estão em andamento o mapeamento de empresas locais, a articulação dos hubs de inovação urbanos (CREURBs), a implantação de eletropostos para veículos elétricos em parceria com a Easy Volt e PBH Ativos, além da triagem do programa BH Digital.

Atração de investimentos

A Prefeitura intensificou a promoção de Belo Horizonte como destino de grandes eventos, com reuniões realizadas com GL Events, multinacional francesa com atuação global na organização de feiras, congressos, convenções e eventos culturais.  E ainda com a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) e organizadores do Imagineland, festival de cultura pop e tecnologia. Também houve aproximação com entidades empresariais locais.

Entre os projetos em andamento estão o financiamento do Anel Rodoviário junto ao Banco do BRICS (NDB) e a prospecção de empresas estrangeiras, especialmente chinesas. Até junho, a meta realizar um roadshow com entidades empresariais, captar ao menos um grande evento nacional ou internacional e intensificar a prospecção de investimentos estrangeiros.

Relações internacionais

No campo das relações internacionais, a Secretaria promoveu reuniões com a ABRIG (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG) e com o Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV) para fortalecer práticas institucionais e atendeu demandas do corpo consular.

Está em curso o projeto de capacitação com o BID, a Imersão BID, que apoiará a estruturação da nova Secretaria de Relações Internacionais e qualificará a equipe em diplomacia econômica e atração de investimentos.

 

Segurança Alimentar 

BH se consolida como referência no combate à fome e promoção de uma alimentação saudável, acessível e democrática

Na área da Segurança Alimentar e Nutricional, a Prefeitura de Belo Horizonte aumentou o número de famílias atendidas no Comida na Mesa, criou novos pontos de feiras de alimentos, ampliou a produção de alimentos com a instalação de novas Unidades Produtivas e instituiu projeto inédito de escuta da comunidade para a construção dos cardápios da alimentação escolar. Juntas, as ações reforçam o Plano de Combate à Fome da capital e a busca por uma alimentação adequada para a população. O Programa Comida na Mesa, por exemplo, já atende mais de 6,7 mil famílias e deve chegar a 7,5 mil até o final do semestre.

Lançado para famílias em extrema pobreza cadastradas no CadÚnico – com prioridade para lares com crianças, idosos, pessoas com deficiência ou chefiados por mulheres – o Programa oferece R$ 600 por família ao longo de seis meses (R$100 mensais), com possibilidade de prorrogação. O valor é creditado em cartão-benefício para compra de alimentos em estabelecimentos próximos às residências.

A Segurança Alimentar também expandiu os pontos de comercialização de alimentos saudáveis. Em setembro de 2025, foi implantada uma feira de Agricultura Urbana na Estação de transbordo São Gabriel, voltada especialmente para moradores de “desertos alimentares” – áreas com pouco acesso a alimentos in natura. Em agosto do mesmo ano, entrou em operação a feira da Rua Sapucaí, que comercializa hortaliças agroecológicas, mudas ornamentais, composto orgânico e artesanato.

Já o Programa Direto da Roça ganhou quatro novos pontos de venda nas regiões do Barreiro, Padre Eustáquio e Estação São Gabriel, além de uma nova barraca da Feira Livre no bairro Buritis. Com a ampliação, Belo Horizonte soma 94 endereços ativos e 312 barracas de feiras distribuídas por todas as regionais, incentivando a alimentação adequada para a população.

Em uma iniciativa inédita, Belo Horizonte lançou no final de 2025 o projeto “Nossa Voz no Prato” para a construção de forma participativa dos cardápios alimentares nas escolas. Ao todo, 1.888 pessoas, entre estudantes, famílias, educadores, cantineiras, gestores e conselheiros do Conselho de Alimentação Escolar (CAE-BH) responderam formulários sobre a alimentação escolar.

Na área da alimentação escolar, BH atingiu o marco obrigatório de 30% de aquisição de produtos da agricultura familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A cidade aplica 30,89% dos recursos na compra destes produtos que são destinados a escolas e creches da educação básica.

Na agricultura urbana, em 2025 foram implantadas 04 novas Unidades Produtivas comunitárias: Horta Agroecológica Semear, Projeto Horta Nossa, Horta Comunitária Lavoura do Mirante e Horta da Pontinha.  As Unidades Produtivas, comumente conhecidas como hortas, são espaços de cultivo para a produção de alimentos saudáveis, a geração de renda e o desenvolvimento local sustentável, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional da população e para potencializar a geração de renda nas comunidades. Estes espaços podem ter diversos tipos de cultivos, como hortaliças, frutíferas, sistemas agroflorestais, plantas medicinais, aromáticas, condimentares, flores, compostagem, criação de animais, dentre outros.

 

Cultura 

 BH fortalece cultura com políticas, novos espaços e valorização da memória

Mais de dois milhões de pessoas participaram de cerca de 30 mil atividades realizadas por toda a capital e nos 33 equipamentos da Fundação Municipal de Cultura - entre centros culturais, teatros, cinema, espaços de referência, museus e bibliotecas em rede - distribuídos nas 10 regionais de Belo Horizonte. Com programação diversa e contínua, a rede reafirma o compromisso com a ampliação do acesso à cultura e o atendimento a públicos plurais em toda a cidade.

A política de descentralização estrutura a atuação cultural do município: cerca de 80% das atividades foram desenvolvidas por equipamentos descentralizados, ampliando o acesso à cultura nos territórios e assegurando ações permanentes voltadas à promoção dos direitos culturais.

Desde o início da atual gestão, a cidade vem acumulando conquistas importantes na área da cultura, com iniciativas voltadas ao fomento, à formação, à difusão artística e à valorização da memória. Ao longo do período, foram implementadas políticas públicas em diferentes frentes, ampliando o alcance das ações culturais e consolidando uma atuação integrada no setor.

Entre os destaques estão a implantação do Centro de Referência das Culturas Urbanas (CRCURB), a nova sede da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte e o avanço das obras de restauração do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Também ganham relevância as celebrações de equipamentos culturais que se consolidaram como referências na cidade, como o Cine Santa Tereza e o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado, que completam 10 anos em 2026.

Celebrações e promoção das artes

A Fundação Municipal de Cultura (FMC) celebrou 20 anos de atuação na formulação e execução das políticas culturais de Belo Horizonte, com programação construída por servidores, incluindo publicações, encontros e ações comemorativas. A agenda também marcou aniversários de equipamentos culturais, como os 60 anos do Teatro Marília e os 75 anos do Teatro Francisco Nunes (com programação iniciada em 2025 e estendida em 2026).

Neste ano, o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado e o Cine Santa Tereza completam 10 anos, reforçando seu papel na difusão cultural e na formação de público.

A FMC participa ainda da implantação do Espaço Cultural Lô Borges, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. Com investimento estimado em cerca de R$ 21 milhões e 41,7% das obras executadas, o equipamento contará com teatro ao ar livre, auditório e espaço multiuso. A previsão de funcionamento será definida após a conclusão das obras e a estruturação do modelo de operação.

Promoção dos direitos culturais

A política de promoção dos direitos culturais se organiza em 42 unidades nas regionais da cidade, incluindo 17 centros culturais e 22 bibliotecas — entre elas a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte —, além de espaços como o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, o Centro de Referência das Culturas Urbanas (CRC URB) e o Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (NUFAC).

Uma das conquistas de 2025 foi a melhoria na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, que passou a funcionar em nova sede, com ampliação de área, melhorias de acessibilidade e espaços mais acolhedores. Neste ano, o equipamento celebra 35 anos de existência. Também foi implementado o CRC URB, no Viaduto Santa Tereza, voltado ao fortalecimento das culturas urbanas. Na formação, o ciclo de capoeira em parceria com a rede municipal de educação contribui para a valorização desse patrimônio cultural.

Festivais

A Virada Cultural de Belo Horizonte realizou sua 10ª edição em 2025, com mais de 24 horas de programação, cerca de 300 atrações em seis palcos e 17 espaços culturais, além de 50 parcerias, mobilizando aproximadamente 3.500 profissionais e 25 estabelecimentos no Viradão Gastronômico.

O calendário de 2025 incluiu, ainda, o FLI BH, com atividades descentralizadas, e o Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, iniciado em novembro e com programação até maio de 2026. Para este ano, estão previstas novas edições do FIT BH e do FIQ BH, além da continuidade da Virada Cultural.

Fomento à cultura

Foram investidos cerca de R$ 45 milhões por meio de editais da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), contemplando aproximadamente 770 projetos e premiações. A participação de agentes culturais cresceu cerca de 50%, e o Incentivo Fiscal atingiu pela primeira vez o teto de renúncia.

Para 2026, o Calendário de Fomento reúne novamente cerca de R$ 45 milhões, com editais como Pontos de Cultura e Ações Continuadas (PNAB) e iniciativas como Multilinguagens, BH nas Telas, Descentra e Zona Cultural Praça da Estação. O Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural inclui o Prêmio Mestras e Mestres da Cultura Popular, e o BH nas Telas Arranjos Regionais integra o Plano Bianual 2026–2027.

 

Esportes 

BH amplia acesso a programas de esporte e lazer para diferentes púbicos da capital

Uma série de avanços na promoção do esporte, do lazer e da inclusão social na capital foram consolidados nos últimos meses. Os resultados refletem na ampliação do acesso da população às políticas públicas e o fortalecimento de programas estruturantes que atendem diferentes públicos.

Uma das competições mais tradicionais da cidade, realizada desde 1997, a Copa Centenário de Futebol Amador Wadson Lima apresentou crescimento no número de equipes participantes, passando de 294 em 2024 para 312 em 2025, o que representa aumento de 6,1%.

Em 2025, a competição reuniu 10.926 participantes e contou com a realização de 465 jogos. A edição foi marcada pela ampliação de quase 30% no torneio, pelo aumento da participação feminina e pela transmissão ao vivo da final, ampliando o alcance da competição.

O investimento total foi de R$ 705.252,00, com custo médio de R$ 64,55 por participante. A distribuição por gênero foi de 92% masculino e 8% feminino, com 236 equipes masculinas, 48 mistas e 28 femininas.

Programa A Rua é Nossa

O programa A Rua é Nossa promove o fechamento de vias urbanas aos domingos para a prática de atividades físicas, esportivas e de lazer, com uso orientado e também livre pela população. A iniciativa é estruturada em dois formatos: unidades com oferta de oficinas e atividades conduzidas pela SMEL e unidades destinadas à ocupação espontânea dos espaços.

Em 2025, foram realizadas 620 edições. No total, o programa registrou 75.737 atendimentos em 2025, frente a 67.934 em 2024, o que representa crescimento de 11,5%.

Programa Superar

Voltado à inclusão de pessoas com deficiência, o Programa Superar promove a prática de atividades físicas, culturais e esportivas para cerca de mil alunos com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, múltipla e autismo. São ofertadas 17 modalidades, em articulação com instituições do paradesporto.

Com 30 anos de existência, o programa conta com nove núcleos regionalizados e um Centro de Referência, o CREPPD, atualmente em expansão. Entre as ações realizadas ao longo do ano estão eventos como a 26ª Corrida Rústica para Pessoas com Deficiência e o Festival de Dança Superar.

Jogos Escolares de Belo Horizonte (JEBH)

Principal competição estudantil da capital, o JEBH promove a integração entre esporte e educação e funciona como etapa classificatória para os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), envolvendo estudantes das redes pública, privada e instituições do paradesporto. O programa conta com 18 modalidades esportivas e 14 paradesportivas, consolidando-se como uma das principais políticas de formação esportiva da cidade.

Em 2025, o número de escolas inscritas chegou a 186, com 154 participantes, 14 modalidades realizadas e 4.521 estudantes. Na comparação com 2024, houve crescimento de 30,5% no número de escolas participantes e 31,1% no total de estudantes-atleta, evidenciando a expansão do programa.

Defesa Civil 

O lançamento do Sistema Municipal de Defesa Civil (Simdec) e a renovação do convênio entre a Defesa Civil da capital e o Crea-MG são alguns dos destaques do primeiro ano de gestão Álvaro Damião. As ações foram anunciadas em 19 de setembro do ano passado, data em que a cidade celebrou, pela primeira vez, o Dia Municipal da Proteção e Defesa Civil.

O sistema digital da Defesa Civil de Belo Horizonte (Simdec) tornou mais rápidos e eficientes os atendimentos em situações de alagamentos, deslizamentos, desabamentos e demais ocorrências provocadas pelas chuvas.

O sistema permite que as equipes realizem vistorias técnicas com registro em tempo real, geolocalização das áreas atingidas e acompanhamento das ações de assistência à população, como a distribuição de cestas básicas, colchões, cobertores e kits de higiene. A ferramenta já reduziu o tempo de resposta e ampliou o controle das operações realizadas pela Defesa Civil durante o período chuvoso.

A renovação do convênio entre a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte e o CREA-MG, por cinco anos, reforça a fiscalização de obras e o monitoramento de imóveis e áreas com risco geológico ou estrutural. A Defesa Civil compartilha dados coletados em campo, enquanto o Crea-MG fornece informações sobre profissionais habilitados, Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e empreendimentos em execução. A integração já facilita a identificação de obras irregulares, amplia a fiscalização e contribui para prevenir acidentes graves.