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#paratodosverem: Canto expositivo sobre cultura indígena, com paredes forradas de papel pardo. Há artesanatos pendurados, cestos, colares e utensílios no chão sobre esteira. Ao centro, maquete de ocas. À direita, desenhos e fotos de alunos, além de um grande cartaz com grafismos.
Acervo CRECHE CENTRO COMUNITARIO DE EDUCACAO LAGOINHA

Raízes que começam na infância

criado em - atualizado em

Na Creche Centro Comunitário de Educação Lagoinha, em Venda Nova, o projeto Raízes Ancestrais tem transformado o cotidiano das crianças ao aproximá-las, desde cedo, das culturas dos povos originários. A iniciativa nasce do compromisso de promover vivências que ampliem o olhar para a diversidade cultural dos estudantes.

 

O contato direto com a natureza foi parte fundamental das vivências. Terra, folhas, sementes e água se tornaram ferramentas de descoberta, incentivando a curiosidade e o cuidado com o meio ambiente. O grafismo indígena foi apresentado como linguagem visual, inspirando traços livres e expressivos.

 

Na culinária, as crianças tiveram contato com alimentos de origem indígena, experimentando sabores, aromas e texturas em momentos coletivos. Já no artesanato, utilizaram elementos naturais para criar produções próprias, respeitando seus tempos e formas de expressão.

 

A música e a dança ampliaram ainda mais as formas de comunicação, com experimentações corporais e sonoras que estimularam o ritmo, a interação e a criatividade.

 

A creche realizou também uma Mostra Cultural organizada em territórios de experiências. As famílias foram convidadas a percorrer os espaços, conhecer as produções das crianças e compartilhar dos processos vividos, em um momento de encontro e valorização das infâncias.

 

Para a coordenadora pedagógica Aline Rocha, trabalhar a temática desde a infância é um compromisso educativo. “Trazer a cultura dos povos originários para o cotidiano das crianças é recontar a história com mais respeito e sensibilidade. É plantar sementes de consciência e pertencimento que podem transformar a sociedade”, afirma.