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Protocolo de cuidado para pessoas com TEA é lançado na capital
Rodrigo Clemente/PBH

Protocolo de cuidado para pessoas com TEA é lançado na capital

criado em - atualizado em

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) contam, agora, com um protocolo de cuidado, estruturado para orientar os trabalhadores da saúde e qualificar a assistência prestada. O documento foi apresentado nesta segunda-feira (30) aos profissionais do SUS-BH, rede parceira e representantes da sociedade civil, o que reforça o compromisso do município com o cuidado integral desse grupo. O  lançamento do protocolo celebra o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado em 2 de abril.

O documento elenca os pontos de cuidado às pessoas com suspeita ou diagnóstico de TEA e organiza a articulação entre os diferentes serviços, garantindo uma assistência contínua e integrada às necessidades de cada paciente. No ano passado foram realizados mais de 34 mil atendimentos a pessoas com TEA na rede SUS-BH. Já em 2026, até o momento, foram aproximadamente 3,6 mil, considerando todos os locais de assistência.

O protocolo é mais uma ação do Programa Entrelaçar, lançado pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2025, com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento da rede. “Esse documento representa um avanço importante para a saúde pública de Belo Horizonte, ao fortalecer o cuidado multiprofissional e garantir assistência integral para todos os usuários”, destacou o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto.

O documento está disponível no portal da Prefeitura.

Assistência integral

Para o atendimento de pessoas com TEA, o município conta com 153 Centros de Saúde, cinco Centros de Referência em Reabilitação (CREABs), 639 equipes de Saúde da Família e 83 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF-AB), compostos por profissionais como nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Há ainda duas clínicas conveniadas ao município, quatro ambulatórios especializados em neuropediatria, nove Equipes Complementares de Saúde Mental e 11 Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs e CERSAMIs), que atendem os públicos adulto e infantojuvenil. Além disso, como parte dessa estratégia de cuidado, a capital conta também com uma unidade na Santa Casa BH, que oferece assistência multiprofissional a crianças e adolescentes com TEA.

A porta de entrada para o atendimento são os centros de saúde. Quando o caso exige acompanhamento especializado, a equipe de regulação da Secretaria Municipal de Saúde avalia e encaminha o paciente para o ponto mais indicado para o cuidado.