Pular para o conteúdo principal

Quatro líderes de torcida fazendo abertura no chão e uma líder de torcida no alto, fazendo abertura enquanto é carregada por outras duas meninas, todas usando blusa verde amarela do Brasil, em espaço ao ar livre
Divulgação/PBH

Projeto de solo acrobático traz confiança, sociabilidade e engajamento a estudantes de Venda Nova

criado em - atualizado em

Projeto que surgiu com o objetivo de incentivar a participação de estudantes que não estavam inscritas em nenhuma atividade do Programa Escola Integrada, o solo acrobático tem trazido benefícios muito mais amplos do que os esperados na Escola Municipal José Maria Alkmim (Venda Nova). 

Inspirada nas líderes de torcida estadunidenses, a prática usa fundamentos do solo acrobático e das artes circenses, o que permite o desenvolvimento da coordenação motora, disciplina e cooperação entre as participantes. Atualmente, são 20 alunas no projeto.

Giovana Pereira Duarte, 13 anos, é aluna do 8º ano e faz parte da iniciativa desde o início do ano, conduzida dentro da oficina de circo pela monitora Roberta Cristina da Silva Santos. Segundo a aluna, o solo acrobático teve efeitos incríveis em sua vida. “Eu tinha muita crise de ansiedade, e o projeto me ajudou muito a reduzir isso. Embora ainda tenha nervosismo, não é como antes”, conta. Ela diz que o projeto a ajudou, ainda, na sociabilidade

Diferentemente das acrobacias aéreas comuns no circo, como o tecido e a lira, o solo acrobático é realizado inteiramente no chão, facilitando a participação coletiva e a criação de pirâmides humanas que exigem confiança mútua. 

A coordenadora do Programa Escola Integrada (PEI) da escola, Janice Araújo, lembra mais um benefício do engajamento das estudantes na oficina de circo: a participação dos alunos em outras atividades. “O brilho vem chegando, e a timidez vai indo embora. E está funcionando muito bem. Agora, as estudantes participam das outras atividades também”, diz. 

Educação criativa 

Com a implementação de projetos atraentes e criativos, como o solo acrobático, Janice conta que a média de estudantes presentes no PEI quase dobrou, subindo para 100 no turno da manhã. A coordenadora explica que educadores criativos e atividades instigantes são essenciais para chamar a atenção dos estudantes e conseguir mantê-los nos projetos. “A escola integrada tem que ser criativa”, afirma. 

Ela cita outras iniciativas que trazem dinamicidade para o programa, como a oficina de música, que executa diversos ritmos e gêneros, e as oficinas de artes marciais (karatê e jiu-jitsu). Além disso, a escola tem um projeto de Educação Financeira que utiliza a técnica da gamificação para trazer os conceitos de economia na prática.  

“As pessoas me perguntam o que acontece na escola integrada e eu sempre falo que acontece cada coisa maravilhosa”, comenta Ana Vitória, 15 anos, estudante do 9º ano, também aluna do projeto. 

Sobre o PEI 

O Programa Escola Integrada (PEI) está presente atualmente em 177  escolas de ensino fundamental da Rede Municipal de Educação. A iniciativa amplia a jornada escolar diária e oferece experiências educativas para cerca de 50 mil estudantes. 

As atividades do PEI ocorrem no contraturno escolar e abrangem áreas como arte, cultura, esporte, lazer, meio ambiente e acompanhamento pedagógico. São coordenadas por um professor da escola e desenvolvidas por monitores, bolsistas universitários e outros profissionais da rede. 

Na Rede Municipal de Educação são ofertadas 15 oficinas de circo. As oficinas de ginástica são oferecidas em oito turmas na rede.