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Programação educativa marca comemoração do aniversário do Parque Ecológico da Pampulha
Foto: Sergio Domingues

Programação educativa marca comemoração do aniversário do Parque Ecológico da Pampulha

criado em - atualizado em

O Parque Ecológico Francisco Lins do Rego (Ecológico da Pampulha) completa 22 anos no próximo dia 21 e, para comemorar a data, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, gestora do espaço, vai oferecer atividades culturais e de educação ambiental gratuitas ao longo do dia, abertas a toda a população. A proposta é incentivar o contato responsável com a natureza e a sensibilização ambiental dos visitantes. 

Na programação estão previstas trilhas ecológicas guiadas, oficina de plantio de mudas existentes no parque e exposições:  fotos sobre o parque e sua biodiversidade,  história de recuperação ambiental e sobre o serviço comunitário prestado por meio de projeto de reintegração social que ajuda a transformar o parque há quase 10 anos. 

Haverá ainda uma exposição artística “ECO ALA – conexões poéticas com a natureza”.  Desenvolvida pelo coletivo Arte Livre Ambulante e nascida de pesquisa em arte ambiental realizada em parques municipais de Belo Horizonte, a exposição convida o olhar a desacelerar e escutar o que vive nas coisas miúdas: folhas, galhos, sementes, terras, fibras e flores. 

Também na programação, o visitante poderá contemplar toda a beleza do parque por meio da exposição “Um parque no coração da Lagoa”, de autoria da jornalista Suziane Brugnara, reunindo imagens fotográficas dos principais atrativos e elementos naturais do Parque Ecológico Francisco Lins do Rêgo, tais como: Bosque, Esplanada, Administração, trilhas e lago.  A exposição também apresenta a beleza e  as características de algumas espécies da flora e da fauna brasileiras, como, por exemplo, ipê, pata-de-vaca, quaresmeira, mulungu, sibipiruna, coruja-buraqueira, quero-quero, garça-branca, capivara, entre outras. 

As trilhas ecológicas abordarão aspectos históricos, ambientais e de preservação do território, promovendo reflexões sobre a importância das áreas verdes urbanas para a qualidade de vida e para a conservação ambiental. A proposta incentiva a observação da natureza e o desenvolvimento da educação ambiental em espaços não formais. Já a oficina de plantio proporcionará aos participantes experiências práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à relação entre sociedade e natureza.

A programação especial em comemoração aos 22 anos do Parque Ecológico da Pampulha também dialoga com duas importantes datas do calendário ambiental mundial: o Dia Mundial das Abelhas, celebrado em 20 de maio, e o Dia Internacional da Biodiversidade, comemorado em 22 de maio. Instituídas pela Organização das Nações Unidas (ONU), as datas têm como objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação da biodiversidade, dos ecossistemas e dos polinizadores para a manutenção da vida no planeta. 

As atividades comemorativas reforçam o papel do Parque Ecológico da Pampulha como espaço de convivência, aprendizagem e preservação ambiental, aproximando a população das questões ecológicas e incentivando o uso consciente dos espaços públicos da cidade.

Programação no dia 21 de maio

8h30 às 11h30 / 13h30 às 15h30 - Exposição de fotos sobre a história, biodiversidade e Projeto Revitalizar.

9h – Saída da trilha para grupos escolares (necessário inscrição prévia pelo e-mail educaparques@pbh.gov.br. Ponto de encontro: Portaria 2 - Av. Otacílio Negrão de Lima, 7.111 - Toca da Raposa)

9h às 16h - Exposição artística: ECO ALA – conexões poéticas com a natureza.

9h30 às 11h30 / 13h30 às 15h -  Oficina de plantio

14h – Saída da trilha para cidadãos, em geral (necessário inscrição prévia pelo e-mail educaparques@pbh.gov.br. Ponto de encontro: Portaria 2 - Av. Otacílio Negrão de Lima, 7.111 - Toca da Raposa)

O Parque e sua história

Inaugurado em 2004, o Parque Ecológico da Pampulha possui uma área de mais de 300 mil metros quadrados. Construído no local antes chamado de Ilha da Ressaca, o Parque é hoje símbolo de preservação e educação ambiental. O espaço começou a ser transformado em 1997, quando foram plantadas 3 mil árvores representantes dos ecossistemas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, dando origem ao atual Bosque.

Planejado para ser um espaço para contemplação da natureza, aliando lazer, esporte e cultura, o Parque foi projeto para ser composto de cinco áreas internas delimitadas, oferecendo à população diferentes opções de descanso e diversão. A Esplanada é o local destinado a apresentações culturais, shows e eventos. Neste espaço, também é frequente a prática de esportes e uso de pipas.

O Bosque, que conta com a representação de três biomas, é um espaço para caminhadas, piqueniques e descanso, tendo um coreto como divisor dos biomas. O Centro de Apoio é o espaço administrativo, com espelho d'água, vestiários, banheiros e auditório. As áreas Silvestre e de Proteção Ambiental são locais destinados à preservação da flora e da fauna encontradas no local. Atrás do lago está, ainda, o SlackParque, espaço reservado para a prática do slackline.

Além disso, no Parque está localizada a Unidade de Tratamento das Águas e Córregos Ressaca e Sarandi que entrou em operação no final de 2002 e é responsável pela interceptação e tratamento de efluentes líquidos desses dois cursos d’água, que são os maiores poluidores da lagoa. 

Quem visita o Parque Ecológico percebe a harmonia do complexo arquitetônico, assinado pelos arquitetos Gustavo Pena e Álvaro Hardy. O projeto foi todo concebido de acordo com a paisagem e a urbanização da orla, conforme o projeto original de Oscar Niemeyer. 

Ao longo de sua história, o parque se consolidou como referência para atividades culturais, caminhadas, passeios de bicicleta, prática de esportes, piqueniques e momentos de convivência e descanso em meio à natureza.

Fauna e Flora

A fauna presente na área do Parque é representada por mamíferos como gambá, capivara, furão, mico-estrela e aves como a garça-branca-grande, o martim-pescador-grande e o biguá. Como exemplos de répteis e anfíbios, encontram-se iguana, camaleãozinho, jacaré-do-papo-amarelo, sapo, rã, além de peixes como traíra e cascudo. 

No que diz respeito à flora, ela é composta por espécies pioneiras e colonizadoras como a jetirana, mamona, angiquinho e vários tipos de capins (colonião, braquiária etc.), além de milhares de árvores nativas, entre elas jacarandá-de-minas, mulungu, manacá-da-serra e ipês de diversas cores.