3 September 2026 -
Coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps-BH), o Programa de Trabalho Formal Protegido já inseriu 609 usuários da rede de saúde mental no mercado formal de trabalho, promovendo autonomia, geração de renda e fortalecimento da autoestima. O programa articula parcerias com o Ministério do Trabalho e Emprego, Senac, Rede Cidadã e 14 empresas para ampliar a inclusão profissional.
O diferencial é combinar a inserção no mercado com o acompanhamento contínuo das equipes de saúde mental, que oferecem suporte aos trabalhadores e às empresas antes e após a contratação. Os participantes são encaminhados pelos nove Centros de Convivência de Belo Horizonte e precisam estar em acompanhamento na rede de saúde mental, apresentar estabilidade clínica e demonstrar interesse em ingressar no mercado de trabalho.
"O trabalho é uma dimensão fundamental na vida das pessoas. Com acompanhamento e cuidado, possibilitamos que os usuários fortaleçam a autonomia e ocupem novos espaços na sociedade", destaca a gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Kelly Nilo.
As empresas são o Mart Minas, Verdemar, SuperNosso, DMA (EPA e Mineirão), Supermercados BH, Tambasa, Sesc, Montreal, Telemont, Drogaria Araújo, Hermes Pardini, Hospital Felício Rocho, Localiza e Tora. Os participantes ingressam como aprendizes, com jornada de quatro horas diárias durante um ano, podendo ser efetivados.
Recomeços que inspiram
Após enfrentar crises de ansiedade, Cláudio Mário Rocha de Almeida, de 31 anos, foi acolhido pela Rede de Atenção Psicossocial, conheceu o programa e foi contratado por uma empresa parceira. Hoje é desenvolvedor web. "Enquanto participava da Rede Cidadã, consegui morar sozinho e, a partir daí, comecei a melhorar", relata.
Farid Michel Nayef Zeina, de 52 anos, procurou a rede pública de saúde após um quadro de depressão. Ingressou no programa em 2018, foi efetivado e atualmente trabalha como auxiliar administrativo. "Voltar ao mercado de trabalho melhorou muito minha autoestima", afirma.
Inclusão construída em parceria
O sucesso do Programa de Trabalho Formal Protegido é resultado da parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, instituições de qualificação profissional e empresas, que atuam em conjunto pela inclusão social e valorização da diversidade no ambiente de trabalho.
Além de oferecer vagas, as empresas recebem suporte das equipes da Rede de Atenção Psicossocial, que acompanham a adaptação dos trabalhadores e orientam quando necessário. O gerente jurídico do Mart Minas, Rafael Lara Rabelo, destaca que esse acompanhamento fortalece a iniciativa. "A parceria com as equipes especializadas traz segurança para as empresas e amplia as possibilidades de inclusão. O resultado é positivo para todos os envolvidos."
