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Vista aérea da fachada da Prefeitura de Belo Horizonte
Foto: Divulgação PBH

Prefeitura pode economizar cerca de R$ 10 milhões com geração de energia solar

07/05/2020 | 16:53 | atualizado em 15/05/2020 | 09:19

A Usina Fotovoltaica do edifício-sede da Prefeitura de Belo Horizonte entrou em funcionamento nessa quarta-feira, dia 6, – o que representará uma redução de cerca de 20% do consumo do prédio, gerando uma economia mensal estimada em R$ 8 mil. Em 10 anos, essa economia aos cofres públicos pode chegar a cerca de R$ 10 milhões. A troca do medidor foi realizada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Com uma potência instalada de 65 kWp, a usina foi implantada pela Broenergy, empresa mineira que realiza projetos de eficiência energética em todo país. Ela foi selecionada por meio de edital do Fundo Municipal de Defesa Ambiental (FMDA), no valor de R$ 180 mil, e o projeto aprovado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam).

“Entendo que esse projeto se constitui em um importante marco para cidade de Belo Horizonte no que diz respeito à sustentabilidade e a um novo paradigma na substituição de nossa matriz energética e aos objetivos de uma cidade com baixa emissão de carbono”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck.

A usina ocupa uma área de 400 metros quadrados (m²), o equivalente a aproximadamente duas quadras de tênis. Essa área foi baseada levando-se em consideração as medidas do telhado do edifício-sede da prefeitura, um dos símbolos arquitetônicos da capital mineira, construído há quase 100 anos.

Segundo o idealizador do projeto, Humberto Martins Marques, assessor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), órgão gestor do contrato, essa é segunda usina solar instalada em um prédio público municipal.

“A primeira é a usina fotovoltaica do Propam, com 6 kWp e ativa desde dezembro de 2016. A próxima usina prevista é a usina do Parque das Mangabeiras, com 220 kWp, que será instalada em um estacionamento coberto. Nossa expectativa é que a usina entre em operação ainda neste ano. Esperamos com isso estimular também o uso de energia solar por parte dos cidadãos da cidade”.

Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) aponta que o uso de energia solar fotovoltaica no país cresceu 14,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2019. Somente no segmento que inclui o consumidor residencial, o crescimento foi de 21,5%, revelou a entidade. O resultado, porém, ainda não reflete o impacto do Coronavírus no setor.

De acordo com a Broenergy, atualmente existem mais de 2 mil usinas fotovoltaicas na cidade de Belo Horizonte. “A usina fotovoltaica da PBH reduz impactos ao meio ambiente utilizando recursos naturais, no caso a luz solar, de forma inteligente. Tal entrega comprova o alinhamento de Belo Horizonte com o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental, pilares do conceito de sustentabilidade”, afirma um dos sócios da empresa, Thomas Chianca.

Para o secretário-executivo do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência, Dany Silvio Amaral, a instalação da usina fotovoltaica na sede da prefeitura está em consonância com o Plano de Reduções de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Belo Horizonte (PREEGE), cuja meta em Belo Horizonte é reduzir em até 20% as emissões de gases de efeito estufa, até o ano de 2030.

“Por ser uma atividade que gera energia sustentável, avançamos com uma ação de carbono zero, que certamente será um estímulo à mitigação aos efeitos das mudanças climáticas, tanto para o setor público como para o setor privado”, afirma Dany Sílvio.


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