24 December 2025 -
O trabalho executado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) no período de estiagem, de abril a setembro, combinado com a chuva comum no fim do ano, faz com que os parques de BH apresentem uma paisagem muito atrativa, com contrastes de tons de verde e flores de cores variadas. Esse cenário é observado pelos frequentadores dos espaços há cerca de um mês, como no Parque Francisco Lins do Rego (Ecológico da Pampulha), onde há um bosque e uma grande esplanada gramados.
O presidente da FPMZB, Gelson Leite, ressalta que o manejo dos parques é planejado considerando as demandas de cada época do ano. No período de estiagem são intensificadas as irrigações, além das podas e capinas preventivas da vegetação mais seca para conter incêndios. “A chegada da chuva é capaz de restaurar os gramados e recompor a paisagem seca, alternando as cores dos cenários dos nossos parques”, destaca.
A vegetação dos parques de BH é composta por remanescentes de mata atlântica em transição com o cerrado. As variações de clima, portanto, impactam o aspecto da paisagem ao longo do ano. O Ecológico da Pampulha ganha tons amarronzados, típicos da vegetação mais seca, de julho a outubro. A partir de novembro, quase um mês após a chegada do período chuvoso, é possível notar a renovação da paisagem, trazendo à vegetação novos tons verdes.
“Áreas que apresentavam a grama mais seca e até com falhas, o que é natural, considerando o intenso uso do gramado, já estão completamente recuperadas. A irrigação feita com aspersores no período seco ajuda a manter as raízes vivas e contribui para a resiliência das plantas e dos gramados. As primeiras chuvas aceleram a recuperação e o desenvolvimento da vegetação, que rapidamente se transforma de novo. O gramado volta a ser um tapete natural, muito convidativo para um piquenique ou repouso após o passeio”, aponta Conceição Carvalho, gerente do Parque Ecológico da Pampulha.
“Para ajudar na preservação dos parques, é importante que a população entenda essa dinâmica e respeite sempre as normas e orientações permanentes ou temporárias de uso, como as áreas com acesso limitado ou restrito”, acrescenta o presidente da FPMZB.
