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Com manejo preventivo, parques de BH se destacam pelas tonalidades de verde no fim do ano
Lívia Ansaloni

Com manejo preventivo, parques de BH se destacam pelas tonalidades de verde no fim do ano

criado em - atualizado em

O trabalho executado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) no período de estiagem, de abril a setembro, combinado com a chuva comum no fim do ano, faz com que os parques de BH apresentem uma paisagem muito atrativa, com contrastes de tons de verde e flores de cores variadas. Esse cenário é observado pelos frequentadores dos espaços há cerca de um mês, como no Parque Francisco Lins do Rego (Ecológico da Pampulha), onde há um bosque e uma grande esplanada gramados.

O presidente da FPMZB, Gelson Leite, ressalta que o manejo dos parques é planejado considerando as demandas de cada época do ano. No período de estiagem são intensificadas as irrigações, além das podas e capinas preventivas da vegetação mais seca para conter incêndios. “A chegada da chuva é capaz de restaurar os gramados e recompor a paisagem seca, alternando as cores dos cenários dos nossos parques”, destaca.

A vegetação dos parques de BH é composta por remanescentes de mata atlântica em transição com o cerrado. As variações de clima, portanto, impactam o aspecto da paisagem ao longo do ano. O Ecológico da Pampulha ganha tons amarronzados, típicos da vegetação mais seca, de julho a outubro. A partir de novembro, quase um mês após a chegada do período chuvoso, é possível notar a renovação da paisagem, trazendo à vegetação novos tons verdes.

“Áreas que apresentavam a grama mais seca e até com falhas, o que é natural, considerando o intenso uso do gramado, já estão completamente recuperadas. A irrigação feita com aspersores no período seco ajuda a manter as raízes vivas e contribui para a resiliência das plantas e dos gramados. As primeiras chuvas aceleram a recuperação e o desenvolvimento da vegetação, que rapidamente se transforma de novo. O gramado volta a ser um tapete natural, muito convidativo para um piquenique ou repouso após o passeio”, aponta Conceição Carvalho, gerente do Parque Ecológico da Pampulha.

“Para ajudar na preservação dos parques, é importante que a população entenda essa dinâmica e respeite sempre as normas e orientações permanentes ou temporárias de uso, como as áreas com acesso limitado ou restrito”, acrescenta o presidente da FPMZB.