17 September 2026 -
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) comunica, com pesar, o falecimento do chimpanzé Serafim, 38 anos. Diante da irreversibilidade do quadro clínico e da impossibilidade de controle das possíveis dores, foi tomada a decisão de interromper o sofrimento do animal de forma humanitária, sob orientação e acompanhamento veterinário. O procedimento foi realizado na tarde desta quinta-feira (17), de maneira tranquila e sem sofrimento, após avaliação de uma comissão técnica composta por membros da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Escola de Veterinária da UFMG, além da equipe do Zoo.
Serafim era diagnosticado com diabetes tipo 2, doença crônica para a qual o animal vinha sendo tratado diariamente desde 2016 e, portanto, dependente de insulina, condição que não é incomum em primatas não-humanos. Serafim também convivia com vasculopatia, um comprometimento vascular decorrente do diabetes que fragiliza a saúde de maneira geral.
Após os exames necroscópicos necessários, o corpo de Serafim será destinado ao Museu de História Natural da PUC Minas para fins de educação ambiental e incentivo à pesquisa, premissas da atuação do Zoo de BH juntamente com a conservação de espécies.
História de Serafim no Zoo de BH
Serafim nasceu no Zoológico de Barcelona e, em 28 de janeiro de 2000, foi transferido para o Zoo de BH. Devido ao diagnóstico da diabetes, em 2016, os cuidados diários com o chimpanzé foram intensificados, com o estabelecimento de um meticuloso plano de manejo. Desde então, Serafim era submetido diariamente a medição de nível de glicose logo pela manhã e, quando necessário, à aplicação de insulina e medicações para controle e estabilização.
Além disso, a dieta dele era adaptada e personalizada para a condição. Alimentos com alto índice glicêmico, como bananas maduras e melancia, eram oferecidos com moderação ou combinados com fontes de fibra, gordura ou proteína, para ajudar a modular a absorção de açúcar. Os alimentos favoritos eram manga, banana, tomate, alface, taioba, beterraba, cenoura e milho verde cozidos, ofertados regularmente, de forma estratégica, respeitando suas preferências e necessidades específicas.
Serafim, além de muito querido por todos os funcionários, foi um símbolo de como o cuidado e a dedicação contribuem para uma vida longeva (a expectativa de vida na natureza é de 30 anos, em média, podendo passar de 40 anos sob cuidados humanos) e com qualidade, mesmo diante de uma condição de saúde crônica.
