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Tamanduá bandeira macho está em um campizal, ao lado de um barranco, com árvores no fundo.
Suziane Brugnara

Animais do Cerrado são tema de atividade educativa no Zoológico deste domingo (13)

criado em - atualizado em

O Zoológico de BH recebe os visitantes neste final de semana com atividade educativa para homenagear o Dia Nacional do Cerrado, comemorado em 11 de setembro. Neste domingo (13), quem visitar o espaço poderá participar do “Zoo em foco – animais do Cerrado”, das 10h às 13h, atividade que vai apresentar os animais típicos deste importante bioma que estão sob cuidados do espaço, como tamanduá-bandeira, veado-catingueiro, anta, ema e cutias.

 

Após o bate-papo sobre as espécies, os visitantes poderão participar de um jogo da memória, quando terá a oportunidade de conhecer algumas árvores típicas do Cerrado. A atividade é gratuita e indicada para todas as idades, mas para acesso ao Zoo de BH é necessário comprar ingresso. Consulte valores, horário de funcionamento e mais informações no “preços e horários”.

 

A atividade é promovida próximo ao recinto do Zoológico de BH, na Praça Nacional, onde alguns animais do Cerrado convivem no mesmo espaço, como seria na natureza. Trata- se do recinto misto, que busca recriar a complexidade das interações ecológicas observadas na natureza, onde diferentes animais compartilham recursos, espaço e território, provando que também no meio animal a harmonia e o equilíbrio podem sustentar boas relações.

 

Berço das águas

 

O Dia Nacional do Cerrado foi instituído com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a importância da conservação do segundo maior bioma do Brasil. Ocupa cerca de 23% do território nacional e é conhecido como o "berço das águas", pois abriga importantes bacias hidrográficas do país, como a do Rio São Francisco.

 

O Cerrado também se destaca em relevância por guardar cerca de 5% de todas as espécies do planeta, sendo, ainda, o lar de aproximadamente 30 milhões de pessoas, incluindo várias comunidades tradicionais, como os quilombolas e indígenas. Por outro lado, é um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo, já tendo perdido mais de metade da vegetação original para o avanço da agropecuária, queimadas e desmatamento.