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Contêiner verde, escrito "Ponto verde" em amarelo, com tampa cinza clara, em local aberto, durante o dia.
Foto: Divulgação PBH

Novos equipamentos implantados pela Prefeitura modernizam a coleta seletiva

21/10/2019 | 20:27 | atualizado em 01/11/2019 | 09:37

A coleta seletiva ponto a ponto em Belo Horizonte passará por uma grande mudança com a substituição dos atuais Locais de Entrega Voluntária pelos Pontos Verdes. Os primeiros equipamentos serão instalados pela Prefeitura, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), na terça-feira, dia 22 de outubro, na rua Érico Veríssimo, 1.428, bairro Rio Branco, às 10h, dentro da programação da Semana do Lixo Zero, que acontece em todo o Brasil. A equipe de Mobilização Social fará no local uma campanha educativa com os moradores do entorno, apresentando o novo equipamento e orientando como destinar corretamente os recicláveis. O serviço de coleta domiciliar realizado em todas as regiões da cidade não sofrerá alterações.

 

Até o final de 2020 o serviço será ampliado com a instalação de 200 Pontos Verdes, aumentando em mais de três vezes o número atual de Locais de Entrega Voluntária presentes na cidade. Para este ano, serão 77 novos pontos de recebimento, que serão alocados nas regiões atendidas hoje pelos Locais de Entrega Voluntária, em todas as regionais. O processo de recolhimento dos recicláveis também terá modificações, passando a ser feito de forma automática por caminhões específicos. Além disso, o descarte dos recicláveis será facilitado, já que haverá apenas dois dispositivos para o armazenamento: um exclusivo para vidro e outro para os demais recicláveis.

 

Os novos equipamentos possuem uma programação visual reformulada, além de proporcionar mais facilidade para o descarte. Cada contêiner, com capacidade para 3.200 litros, terá sua abertura voltada para o passeio, oferecendo total segurança para o cidadão. Todo o material depositado dentro dos equipamentos só poderá ser retirado pela Superintendência de Limpeza Urbana durante o recolhimento, uma vez que os contêineres são lacrados. Com isso, os recicláveis ficarão bem acondicionados, evitando o espalhamento dos materiais por catadores avulsos.

 

O recolhimento dos recicláveis depositados será feito pela SLU de forma automatizada, por caminhões coletores de carga lateral, possibilitando mais rapidez e eficiência. O processo será realizado pelo próprio motorista que, de sua cabine, acionará os comandos para o encaixe do elevador do caminhão ao contêiner, seu basculamento e o descarregamento no interior do veículo. Cada caminhão tem capacidade para transportar até cinco toneladas.

 

As mudanças foram apresentadas para as comunidades e parceiros da coleta seletiva no dia 24 de setembro, durante um seminário na sede da Prefeitura, que reuniu líderes comunitários, ambientalistas, representantes de associações comunitárias e de cooperativas de recicláveis, entre outros.

 

Para o superintendente de Limpeza Urbana de Belo Horizonte, Genedempsey Bicalho Cruz, a ampliação dos postos de recolhimento torna mais acessível ainda a coleta seletiva na cidade. Além disso, Bicalho destaca que a iniciativa compartilha com o cidadão a responsabilidade da correta separação e destinação dos resíduos sólidos. Ele lembra a importância da participação de cada um no processo para que tenha sucesso. "É importante que cada pessoa dê a sua parcela de contribuição, encaminhando o material para a reciclagem e cuidando dos equipamentos instalados da maneira correta, preservando os locais de recolhimento", diz.

 

 

Outras ações

Essa é a segunda novidade referente à coleta seletiva anunciada pela Superintendência de Limpeza Urbana este ano. No dia 17 de setembro, o serviço porta a porta de recolhimento de recicláveis de Belo Horizonte passou a ser feito pelas associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Elas foram contratadas pela Superintendência e estão sendo remuneradas a preço de mercado pela autarquia, que também cedeu seis caminhões compactadores para a atividade. A SLU continua sendo a responsável pelo planejamento e pela fiscalização do serviço. A mão de obra, que recebeu treinamento, está a cargo das cooperativas. A iniciativa beneficia diretamente cerca de 200 famílias de cooperados.

 

O material recolhido pelas coletas seletivas porta a porta e ponto a ponto, é doado para as seis associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, integrantes do Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte. São elas: Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), Associrecicle (Associação dos Recicladores de Belo Horizonte), Coomarp (Cooperativa dos Trabalhadores com materiais Recicláveis da Pampulha Ltda), Coopemar (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de BH), Coopesol (Cooperativa Solidária de Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste) e Coopersoli (Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região).


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