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Reunião on-line
Foto: Divulgação/PBH

Prefeitura discute inovação aberta durante fórum do governo de São Paulo

01/04/2021 | 09:03 | atualizado em 09/04/2021 | 15:34

A Prefeitura de Belo Horizonte foi convida a participar do 1º Fórum de Inovação em Governo IdeiaGov, promovido pelo governo de São Paulo. Os encontros virtuais aconteceram na quinta-feira (25), e reuniram especialistas do sistema de ciência, tecnologia e inovação, do ecossistema de modernização em governo e de impacto social em rodas de conversas para compartilhar aprendizados, conhecimentos e práticas nacionais e internacionais. 

 

O secretário adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão e subsecretário de Modernização da Gestão, Jean Mattos, representou a Prefeitura na Mesa 4 de debates, que teve como tema “Como a inovação aberta pode contribuir para a inovação em governos locais?”. A Inovação Aberta visa incentivar a colaboração entre a sociedade e órgãos públicos para implementar soluções tecnológicas e resolver os desafios encontrados pelas administrações públicas. Participaram da mesa, além de Jean Mattos, Vanderleia Radaelli, do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, Paulo Cabral, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae e Felipe Maruyama, do IdeiaGov de São Paulo. 

 

Jean falou sobre os desafios que a Prefeitura enfrenta para que a Inovação Aberta seja adotada pelo poder público como estratégia para resolução de problemas no município. “O primeiro passo para vencer estes desafios é que a administração pública deve fazer uma autocrítica e reconhecer que não é capaz de saber tudo. A prefeitura não pode achar que um mero documento publicado num diário oficial seja capaz de gerar um movimento de mercado em prol de uma solução para determinado problema. A sociedade vem trazendo uma maior cobrança de respostas para a administração pública na medida em que se amplia o acesso à informação, e as redes sociais ajudam muito nisto. “Temos tido experiências em BH que têm funcionado em alguma medida e que partem de uma política de cidade inteligente, que dialoga com abertura de dados e laboratório aberto para a inovação”, explicou. 

 

“A inovação tem o poder catalisar soluções para os desafios que a administração pública precisa resolver e também tem o papel de fomento, quando a administração oportuniza que empresas locais e regionais apresentem seus projetos e os desenvolvam em colaboração do poder público. A ideia de premiação de projetos por concurso também é boa, pois é um dinheiro a ser investido num teste-piloto. Temos editais de laboratórios abertos de cocriação com a Prefeitura e de doações de soluções que possam ser utilizadas neste contexto de recuperação econômica”, comentou Jean.