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Linhas com cerol apreendidas pela Gurada-Municipal
Foto: Divulgação PBH

Prefeitura de BH apoia luta contra o uso de cerol e linha chilena

11/12/2020 | 16:25 | atualizado em 11/12/2020 | 18:07

O combate ao uso de linhas com cerol e chilena para soltar pipas continua sendo alvo de atenção da Prefeitura de Belo Horizonte, como forma de coibir essa prática criminosa que provoca acidentes e coloca em risco a vida de motociclistas, pedestres e animais. A campanha Cerol Mata, que desde 2017 é realizada pela Guarda Municipal, consiste na realização de ações integradas para evitar e combater o uso das linhas cortantes na capital. Trata-se de abordagens educativas, além de blitz com orientações para motociclistas e pedestres. Inclui ainda a realização de rondas preventivas dos guardas municipais em toda a cidade.

Neste domingo, dia 13, os agentes da Guarda Municipal irão atuar no monitoramento do trânsito e também para evitar aglomerações, durante a manifestação de motociclistas que a Frente Nacional de Combate ao Uso do Cerol e Linha Chilena irá realizar em Belo Horizonte, com saída às 10h da avenida das Palmeiras, esquina com Antônio Abrahão Caram, atrás do Mineirinho, rumo à Praça do Papa.

Será exigido dos participantes o distanciamento mínimo, bem como o uso de máscaras de proteção. A manifestação será realizada, simultaneamente, em diversas outras cidades do país, com o objetivo de incentivar a aprovação do Projeto de Lei 4.391/2019, que tramita no Senado.

 

Números

Em 2019 foram registradas pela Guarda Municipal nove ocorrências relacionadas ao uso de cerol ou linha chilena na capital, com a apreensão de 22 latas envolvidas em linhas cortantes. Somente de janeiro até o início de julho de 2020, os guardas municipais registaram oito ocorrências relacionadas ao uso de cerol ou linha chilena e apreenderam 125 latas envoltas com linhas cortantes.

As ações da campanha Cerol Mata têm início, tradicionalmente, entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho, período que coincide com as férias escolares e com a incidência de ventos fortes. Este ano, no entanto, os trabalhos começaram a ser executados pelos guardas municipais desde o final de maio, durante as rondas preventivas que têm sido realizadas em toda a cidade, dentro dos trabalhos de contenção de aglomeração de pessoas em espaços públicos.

 

Legislação

A legislação proíbe o uso das linhas cortantes, ficando o responsável sujeito ao pagamento de multas que variam entre R$ 100 e R$ 1,5 mil, podendo haver punição criminal nos casos em que o cerol ou a linha chilena causar vítimas de ferimentos ou de morte. Quem for flagrado usando linhas cortantes e não entregar espontaneamente o material, ao ser abordado por um guarda municipal, poderá ser encaminhado a uma unidade policial.