Pular para o conteúdo principal

Mais de vinte pessoas, entre membros da Prefeitura e do ICLEI, no mirannte do Mangabeiras. Ao fundo, a Serra do Curral.
Foto: Raquel Bernardes/PBH

PBH e ICLEI abrem os trabalhos do projeto INTERACT-Bio

05/09/2017 | 14:22 | atualizado em 11/09/2017 | 08:04

A Prefeitura de Belo Horizonte se reuniu na tarde de segunda-feira,  dia 4 de setembro, com o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade para discutir o projeto INTERACT-Bio. Uma visita ao Mirante do Parque das Mangabeiras abriu a reunião de trabalho com a participação das prefeituras de Belo Horizonte, Betim e Contagem, representantes do Governo de Minas Gerais e da Universidade Federal de Minas Gerais. Entre os órgãos da administração municipal envolvidos na iniciativa estão às secretarias municipais de Meio Ambiente, Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Política Urbana, Desenvolvimento Econômico, por meio da Diretoria de Relações Internacionais e a Fundação de Parques Municipais e Zoo-Botânica.
 

Após a visita ao mirante, a reunião prosseguiu no Centro de Educação Ambiental, com a abertura do secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, seguida da apresentação do secretário-executivo do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo. O vice-prefeito e secretário de Governo, Paulo Lamac, também esteve no local para saudar o grupo.
 

“Eu participo do CB27, que é o encontro dos secretários municipais de meio ambiente de todo o país, e sempre Belo Horizonte é citada como cidade referência, inteligente. A capital venceu esse concurso para fazer parte desse projeto do ICLEI, o INTERACT-Bio. Foi um edital, onde várias regiões metropolitanas se inscreveram. Vejo isso com muito bons olhos, da qualidade técnica que a prefeitura tem para participar de concursos internacionais. Agora, é trabalhar para que esses recursos sejam bem empregados nos próximos quatro anos”, disse Mário Werneck, Secretario Municipal de Meio Ambiente.

 

INTERACT-Bio

O INTERACT-Bio selecionou três regiões metropolitanas em três países: Brasil, Índia e Tanzânia. No Brasil, Campinas (SP) foi eleita como cidade modelo. As regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Londrina foram escolhidas como cidades parceiras dentro do país. O programa é financiado pelo Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB), por meio de sua Iniciativa Climática Internacional (IKI).

 

“A região metropolitana de Belo Horizonte reúne as melhores condições para que o projeto possa ser implementado da maneira satisfatória. A população desses municípios será beneficiada principalmente com a informação qualificada de que a biodiversidade interfere na qualidade de vida da população, na saúde, estamos falando que qualidade do ar, interfere na temperatura local, quando tem ondas de calor são os parques as áreas verdes que ajudam a segurar essa temperatura, interfere nas questões das enchentes, respeitar os rios, as matas ciliares, tudo isso contribuem para que as enchentes aconteçam de forma menos impactante no meio urbano”, disse Rodrigo Perpétuo, Secretario Executivo do ICLEI.

 

No período de quatro anos, as cidades vão desenvolver um projeto de desenvolvimento urbano integrado à biodiversidade, envolvendo planejamento territorial, a gestão do uso do solo, o desenvolvimento econômico local e projetos de infraestrutura. A iniciativa apoiará as regiões metropolitanas a compreenderem o potencial da natureza, principalmente em relação ao fornecimento de serviços essenciais para o dia a dia das cidades e, ao mesmo tempo, a melhorarem a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas, gerando novas ou melhores oportunidades econômicas.