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PBH conclui o trabalho com capivaras existentes na Orla da Lagoa da Pampulha

30/10/2018 | 19:18 | atualizado em 05/11/2018 | 09:45

A Prefeitura de Belo Horizonte concluiu o manejo das capivaras que vivem na Orla da Lagoa da Pampulha. Os roedores foram esterilizados, microchipados, receberam carrapaticidas, passaram por uma série de exames e foram soltos novamente no habitat natural. A ação faz parte de um trabalho das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Saúde e também da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.


Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, a conclusão do trabalho é resultado de um compromisso com a causa ambiental. “Desde que iniciamos os trabalhos, estamos agindo em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e a Fundação de Parques para tratar tando das capivaras e quanto da febre maculosa. Após terminar esse primeiro ano em que esterilizamos os animais existentes, traçamos metas para a continuidade do trabalho para os próximos anos”, disse.


O censo inicial em fevereiro de 2018 mostrou a presença de 65 animais e ao final dos trabalhos foram encontrados 53 roedores manejados. “A população é dinâmica, há mortes naturais ou por doenças e possivelmente por predação de jacarés”, explicou Leonardo Maciel, gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Durante todo o processo de manejo, apenas cinco animais morreram após o procedimento cirúrgico, mas verificou-se após a necropsia que estavam anêmicos e com parasitas internos.

 

Neste primeiro momento foi feito um censo demográfico das capivaras e trabalhos extracampo como pesquisa e reconhecimento da área. Também foi instalado um contêiner onde foram realizados todos os procedimentos cirúrgicos dentro do Parque Ecológico José Lins do Rego (Parque Ecológico da Pampulha): dedetização, instalação de mobiliário, ar-condicionado e limpeza. Logo após, foi feito o treinamento da equipe e a instalação das cevas para captura.

 

O planejamento para os próximos anos prevê o monitoramento constante da área de modo que caso seja observada a chegada de algum novo animal, ele seja esterilizado impedindo o processo de reprodução. Atualmente, essas capivaras estão identificadas e com diagnóstico clínico e laboratorial. Os animais poderão, se necessário, ser avaliados individualmente.

 

A coleta e controle de carrapatos continuam sendo realizados junto com a pesquisa da presença da bactéria causadora da febre maculosa em seu interior. O que se espera é a diminuição tanto do número geral de carrapatos quanto do número de carrapatos contaminados especificamente.

 

Com base nos trabalhos concluídos em 2018, a PBH espera obter um resultado favorável no final de 2020. Como as ações estão apenas no primeiro ano, o risco de contágio com a febre maculosa ainda é real. Uma importante forma de prevenção é que as pessoas procurem carrapatos pelo próprio corpo e pelo corpo das crianças sempre que realizarem atividades ao ar livre em toda a região metropolitana, pois a febre maculosa é endêmica no sudeste do país.

 

Segundo o gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maciel, responsável pelo plano de manejo das capivaras, o processo torna-se um importante marco para o estabelecimento de uma política pública de respeito a todas as formas de vida para benefício da saúde. “Há um tempo, conflitos com animais eram frequentemente resolvidos com retirada e sacrifício, mas atualmente reconhecemos que é necessário promover um convívio pacífico e saudável para o bem de todos” afirma o veterinário.

 

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, os recursos para o desenvolvimento das atividades em 2019 provêm da mesma dotação orçamentária de 2018, ou seja, não haverá necessidade de captação de novos investimentos. “Frente a uma expectativa do encontro de 100 animais, providenciamos uma verba oriunda de compensação ambiental que não se esgotou, uma vez que apenas 65 animais foram computados no último censo. Em época de crise temos que desenvolver bons projetos, economizar e buscar parcerias, como a realizada com a UFMG para exames laboratoriais e a Faculdade Newton de Paiva para diagnóstico anatomopatológico”, concluiu.
 

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