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Senhor negro segura a mão de uma criança negra na Comunidade dos Arturos.
Foto: Fernando Diniz

Museu da Moda relata a história da Comunidade dos Arturos

17/11/2017 | 10:16 | atualizado em 22/11/2017 | 15:31

A Fundação Municipal de Cultura abre ao público na próxima quarta-feira, dia 22 de novembro, no Museu da Moda de Belo Horizonte, a exposição fotográfica “Um Olhar sobre os Arturos”. A mostra apresenta a história e a vida da Comunidade dos Arturos, localizada em Contagem/MG, cujos membros, descendentes de quilombolas, ainda preservam grande parte dos costumes e tradições originários da época da escravidão. A exposição pode ser visitada até o dia 14 de janeiro de 2018, de terça a sexta, das 9h às 21h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. A entrada é gratuita.

 

A mostra “Um Olhar sobre os Arturos” tem curadoria do conceituado fotógrafo Weber Pádua e acontece em comemoração ao Dia da Consciência Negra (20/11). A exposição traz cerca de 20 obras do fotógrafo Fernando Diniz, resultado da imersão da empresária e ex-modelo Camila Chiari na comunidade, para a implementação do projeto de capacitação em costura, que visa à geração de renda e sustentabilidade para os aprendizes e suas famílias. “A mostra tem o propósito de dar visibilidade a esta comunidade, destacando a beleza e a riqueza cultural dos descendentes diretos daqueles que, com muito suor e trabalho, tiveram grande importância na formação de nosso país”, destaca o curador Weber Pádua.

 

 

Comunidade dos Arturos

A comunidade quilombola dos Arturos é patrimônio cultural da cidade de Contagem. Ela é formada por centenas de descendentes diretos de Camilo Silvério da Silva, que foi trazido da Angola para o Brasil para trabalhar como escravo, no século 19. Vendido para trabalhar na Mata do Macuco, hoje município de Esmeraldas, casou-se com uma escrava alforriada e teve seis filhos. Um deles era Artur, que, nascido após a “Lei do Ventre Livre”, não foi oficialmente um escravo, mas era muito maltratado pelos seus patrões. Ao insistir para ir ao sepultamento do pai, foi agredido pelo patrão, e fez uma promessa a si mesmo: seus filhos viveriam sempre juntos.

 

E assim Artur passou a morar na área que se tornou a Comunidade dos Arturos. Ele e sua esposa, Carmelinda, tiveram 11 filhos, dos quais nove já faleceram. Hoje, Mário, benzedeiro da comunidade, e Antônio, ainda vivem lá, juntamente com cerca de 90 famílias.

 

 

Exposição "Um Olhar sobre os Arturos"

De 22/11 a 14/01 | terça a sexta, das 9h às 21h, sábados e domingos, das 10h às 14h

Museu da Moda de Belo Horizonte (Rua da Bahia, 1.141, Centro)

ENTRADA GRATUITA

Informações para o público: (31) 3277-9248