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Na Praça Sete de Setembro, um grande recipente laranja com grade escrito "Lixômetro" armazena sacos com o lixo recolhido na região.  Pessoas transitam ao lado do lixômetro.
Foto: Jefferson Alexandre

Lixômetro vai medir resíduos da Praça Sete durante quatro dias

06/12/2018 | 17:36 | atualizado em 07/12/2018 | 09:26

Quatro recipientes transparentes, cada um medindo 2m², estarão de volta ao centro da capital para armazenar os resíduos de varrição recolhidos pelos garis. A ação promovida pela Prefeitura, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), começa nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro, na Praça Sete, e se estende até quinta-feira, dia 13. A instalação do Lixômetro busca, mais uma vez, alertar a população sobre o enorme volume de lixo enviado aos aterros sanitários todos os anos, os riscos de alagamentos e doenças, e também sobre o aspecto visual negativo que a sujeira provoca. Diariamente, a gerência regional de Limpeza Urbana Centro-Sul irá monitorar a quantidade de resíduos de varrição depositados no equipamento.

 

Técnicos de Mobilização Social da Superintendência de Limpeza Urbana irão dialogar com os cidadãos na tenda “Conversando com a SLU”, que estará montada das 9 às 17 horas, no quarteirão fechado da rua dos Carijós, próximo à avenida Afonso Pena. No local, haverá exposição com fotos do trabalho dos garis e sensibilização sobre o descarte correto de resíduos. O público-alvo serão os pedestres, motoristas, comerciantes e aqueles que frequentam os condomínios residenciais e hotéis da região.

 

Nos dias 10, 11 e 12/12, entre 12 e 13 horas, uma equipe de mobilizadores e garis realizarão campanha educativa nos semáforos das avenidas Amazonas e Afonso Pena. Haverá também apresentações artísticas do gari Daniel do RAP, do grupo de teatro da SLU e performances dos profissionais da varrição. Antes da realização do evento, será feita a limpeza e desinfecção dos quatro quarteirões da Praça Sete, no domingo, dia 9. As ações educativas do Lixômetro contam com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

 

Histórico

Em 2011, o Lixômetro fez sua estreia na Praça Sete. No mesmo ano, a iniciativa foi estendida para a região da Pampulha, na orla da lagoa, quando o recipiente serviu de abrigo para toneladas de cocos. No ano seguinte, as caixas transparentes foram instaladas na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, para alertar moradores, donos de bares, restaurantes e demais estabelecimentos da região sobre a importância do correto descarte dos resíduos que eles mesmos produziam. Ainda em 2012, o Lixômetro se transformou em Reciclômetro, quando foi colocado na área interna do campus da UFMG, durante o processo de revitalização da coleta seletiva da universidade.

 

Em dezembro do ano passado, durante três dias acumulando todo o lixo descartado no chão dos quatro quarteirões da Praça Sete, o Lixômetro registrou 10 toneladas de resíduos ao final da ação educativa.

 

Para Ana Paula da Costa Assunção, expor os resíduos em praça pública é uma forma de derrubar essa invisibilidade atribuída a eles depois de recolhidos. “Temos a falsa impressão de que o lixo desapareceu por encanto, de que ele nunca foi nosso, de que jamais o produzimos e que, depois, de coletado pelos garis, não somos mais responsáveis por ele”, avalia. “O impacto visual que ele provoca serve para dimensionar a nossa responsabilidade quando não nos preocupamos em racionalizar nosso consumo ou quando, pior, descartamos esse lixo no chão, sem constrangimento algum”, conclui.

 

Limpeza quatro vezes ao dia

Por dia, são três toneladas de resíduos recolhidas do chão da Praça Sete. O quarteirão fechado da praça é limpo pela manhã, próximo ao horário de almoço, à tarde e à noite. Mesmo sendo bem curto o tempo entre uma ação e outra, as equipes da limpeza encontram sempre muito lixo espalhado pelas vias.

 

Boa parte das 60 lixeirinhas instaladas no entorno do Pirulito e quarteirões fechados permanece vazia, enquanto é possível avistar sacos plásticos, papéis e outros resíduos leves sendo levados pelo vento e invadindo a avenida Afonso Pena. Muitas vezes, o lixo acaba indo para as bocas de lobo.

 

Dados da limpeza urbana

Em Belo Horizonte, por dia, os garis da SLU recolhem cerca de 2.800 toneladas de resíduos ou 400 caminhões repletos de lixo.

Desse valor, temos:

 

- 500 toneladas de entulho e terra, por dia (71 caminhões cheios);

- 1.900 toneladas de resíduos domiciliares, por dia (271 caminhões cheios);

- 230 toneladas de resíduos de deposição clandestina, por dia (32 caminhões cheios);

- 50 toneladas de resíduos de varrição, por dia (7 caminhões cheios);

- 120 toneladas em coletas de limpezas diversas, por dia (17 caminhões cheios).

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