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Dois garis colocam lixo no lixômetro do centro de BH, que atingiram 10 toneladas em três dias.
Foto: Divulgação PBH

Lixômetro alcança 10 toneladas de resíduos armazenados

14/12/2017 | 15:44 | atualizado em 14/12/2017 | 15:56

Durante três dias acumulando todo o lixo descartado no chão dos quatro quarteirões da Praça Sete, o Lixômetro instalado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) registrou 10 toneladas de resíduos ao final da ação educativa. As caixas transparentes medindo cada uma 2m² ficaram expostas no canteiro central da Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte, de segunda-feira (11/12) até a noite dessa quarta-feira (13/12). O gerente regional de Limpeza Urbana Centro-Sul, Denilson Pereira de Freitas, informou que os recipientes foram esvaziados em dois caminhões e retirados por volta das 22h. “Encontramos muito papel, embalagens plásticas de alimentos, pontas de cigarro, chinelos, sombrinhas, bolsas, cobertores, garrafas de vidro, restos de alimentos e estruturas de madeira como caixotes”, descreve.

 

Em setembro de 2011, ao longo de sete dias, o Lixômetro amontoou 10 toneladas de resíduos retiradas na Praça Sete. A SLU observou que o lixo tem aumentado na praça nos últimos dois anos. A média diária de resíduos jogados no chão daquela área era de até duas toneladas por dia. Agora esse número saltou para três toneladas diárias.

 

Como possíveis causas do aumento do lixo na região, as equipes de Operação da SLU apontam o aumento da circulação de pessoas, o crescimento significativo do número de manifestações na praça e de outros grupos que se reúnem no local. “O aumento de oferta de alimentos e lanches rápidos com excesso de embalagens gera uma produção exagerada de copos, caixinhas de papelão e canudinhos”, explica o gerente.

Outro fator que agrava a situação da quantidade de lixo no chão pode ser a crescente distribuição de propaganda realizada por meio de folhetos. Somente na região Centro-Sul da capital, são coletados diariamente, em média, 1.500 panfletos que vão parar no chão e nas bocas de lobo.

 

Verdadeiro batalhão

Em Belo Horizonte, por dia, os garis da SLU recolhem cerca de 2.800 toneladas de resíduos, o que corresponde a 400 caminhões repletos de lixo, se considerarmos a capacidade unitária de sete toneladas de resíduos de cada um desses veículos. Aproximadamente 230 toneladas de deposições clandestinas ou 32 caminhões cheios são contabilizados todos os dias pela SLU.

 

Somente de varrição são 50 toneladas de resíduos diariamente ou sete caminhões lotados. Ao todo, são 85 mil toneladas de lixo por ano em deposições clandestinas, o que corresponde a 12.142 caminhões cheios de entulho. Na região central, cerca de 300 funcionários, entre garis, motoristas, encarregados e equipes de apoio da limpeza urbana se empenham na remoção desses resíduos.

 

Denilson Pereira de Freitas esclarece que a área compreendida entre as avenidas dos Andradas, Alfredo Balena, Augusto de Lima, Olegário Maciel e Contorno recebem o serviço de varrição de segunda a sábado, três vezes por dia: pela manhã, à tarde e à noite, com plantões de varrição aos domingos e feriados. Além disso, todo o Hipercentro, incluindo a Praça Sete, é varrido quatro vezes por dia. “É uma frequência considerada suficiente, por isso não se justifica encontrar um único papel de bala no chão”, observa.

 

O gerente lamenta que áreas como a Praça da Rodoviária, bem no centro da capital, ainda recebam, de forma indevida, restos de obras, móveis velhos e outros materiais volumosos. “Resíduos como esses”, enfatiza, “deveriam ir para as Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, as URPVs”. O serviço é gratuito e os endereços dos equipamentos estão disponíveis em www.pbh.gov.br/slu.