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Idosas se exercitam ao ar livre
Leila Porto/PBH

Idosos do bairro Tirol participam de atividades de saúde e interação social

13/09/2018 | 17:18 | atualizado em 13/09/2018 | 17:18

Dançar para acalmar a alma e voltar a sorrir. Assim a aposentada Maria Sônia Tomaz, de 64 anos, define os encontros do grupo de dança sênior que faz no Centro de Saúde Tirol, no Barreiro. Há sete meses, Maria Sônia sofria de grave depressão que a impedia de fazer atividades simples, como tomar banho e sair de casa. Com incentivo da família e amigos, ela resolveu lutar contra a depressão e fazer a atividade em grupo.
 

A dança sênior consegue envolver e estimular os participantes. No Centro de Saúde Tirol o grupo conta com cerca de 30 idosos. A dança utiliza movimentos corriqueiros, do dia a dia, para estimular braços e pernas e movimentar todo o corpo. A atividade auxilia na flexibilidade e equilíbrio e é indicado especialmente na prevenção de quedas. No caso da aposentada Maria Sônia, a dança também funciona como uma terapia.“Eu estava desanimada e só queria ficar deitada. Desde que comecei a dançar tudo mudou. Voltei a sorrir”, comemora a aposentada.
 

Além das atividades do grupo de dança sênior, as terças e quintas, o Centro de Saúde Tirol oferece Lian Gong e fisioterapia em grupo para pacientes com dores crônicas, com o objetivo de promover a saúde, estimular o convívio social e o autocuidado. As atividades são realizadas pela equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), equipamento ligado à Secretaria Municipal de Saúde.
 

Elza Campos é fisioterapeuta do NASF do Centro de Saúde Tirol e há mais de três anos conduz os trabalhos com os idosos. Para ela, as atividades em grupo são muito importantes pois, além de trazer benefícios à saúde, estimulam o convívio social. “Os pacientes recebem indicação dos profissionais da unidade para participar dos grupos. A gente percebe uma grande adesão, pois os resultados são alívios nas dores, socialização e firmeza nos movimentos, o que ajuda na prevenção de quedas”.
 

Maria Delfina de Almeida, 72 anos, há três meses participa da fisioterapia em grupo. Ela iniciou as atividades por indicação médica, devido a um desgaste do joelho esquerdo e dores no braço. “Eu sofria com muitas dores e não aguentava pôr a perna em cima da cama. Também tinha dificuldades para caminhar. Agora, já consigo acompanhar as atividades e senti melhoras para fazer as minhas atividades diárias em casa”, conta, sorridente.
 

Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) foram criados pelo Ministério da Saúde para fortalecer a atenção primária, com a inserção de novas categorias profissionais para auxiliar as Equipes de Saúde da Família na resposta às demandas de seus usuários, de todas as idades, pensando desde a promoção da saúde, à prevenção de agravos e tratamento.
 

Em 2018, o NASF de Belo Horizonte foi ampliado com mais 24 equipes, com a contratação pela Prefeitura de mais 157 profissionais.  Ao todo, a capital conta com 82 equipes, composta por mais de 500 trabalhadores, atuando em todas as regionais. A equipe do NASF é composta por assistentes sociais, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos e professores de educação física.