31 July 2026 -
Pela qualidade da assistência prestada aos pacientes, a Rede Municipal de Saúde de Belo Horizonte acaba de receber mais um importante reconhecimento internacional. A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB), gerido pela Prefeitura, conquistou a certificação Diamond da iniciativa Angels Awards, uma das mais relevantes concedidas mundialmente a serviços especializados neste tipo de atendimento.
A conquista representa um novo patamar de excelência para a unidade, que evoluiu da categoria Platinum para Diamond, refletindo o aperfeiçoamento contínuo dos processos assistenciais e o compromisso permanente da PBH para oferecer assistência cada vez mais qualificada, segura e resolutiva à população. O reconhecimento internacional é resultado do trabalho integrado das equipes multiprofissionais da unidade de Saúde, que atuam diariamente para garantir atendimento ágil, seguro e baseado em evidências científicas, colocando o paciente no centro do cuidado.
A certificação é concedida a instituições que adotam protocolos assistenciais baseados em evidências científicas, monitoram indicadores de desempenho e promovem a melhoria contínua da qualidade do atendimento ao AVC. Na prática, o reconhecimento atesta que os pacientes atendidos no Odilon Behrens contam com um serviço alinhado às melhores práticas internacionais, aumentando as chances de recuperação, reduzindo sequelas e contribuindo para melhores desfechos clínicos.
Referência no atendimento ao AVC em Minas Gerais, o hospital mantém há mais de duas décadas uma unidade especializada dedicada ao diagnóstico e tratamento da doença. O serviço conta com 23 leitos e recebe pacientes de Belo Horizonte e vários municípios da região metropolitana, oferecendo assistência multiprofissional e atendimento em tempo oportuno, fator determinante para preservar vidas e ampliar as possibilidades de recuperação.
Em 2025, a Unidade de AVC atendeu 793 pacientes com diagnóstico da doença: 391 mulheres (49%) e 402 homens (51%), com idade média de 67,7 anos. Os dados reforçam a importância de uma rede pública preparada para responder rapidamente aos casos.
Cerca de 73,3% dos pacientes atendidos tinham 60 anos ou mais, sendo que as faixas etárias de 60 a 69 anos (26,7%) e de 70 a 79 anos (24,6%) concentraram mais da metade dos casos registrados. Ao mesmo tempo, o levantamento demonstra que a doença também pode acometer adultos mais jovens. Os pacientes tinham entre 18 e 102 anos, e 10,2% dos casos ocorreram em pessoas com menos de 50 anos.
Atendimento eficiente salva vidas
O Acidente Vascular Cerebral pode ser do tipo isquêmico ou hemorrágico e exige atendimento imediato. Os principais sinais de alerta são dificuldade para falar, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo, desvio da rima labial, alterações na visão, tontura, perda do equilíbrio e dor de cabeça intensa de início súbito.
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de urgência. Quanto mais rápido o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas, reforçando a importância de uma rede pública preparada para oferecer atendimento especializado no momento em que cada minuto faz a diferença.
