Pular para o conteúdo principal

Hospital do Barreiro é entregue com capacidade máxima

14/12/2017 | 16:26 | atualizado em 18/12/2017 | 16:17

“Nós transformamos um equipamento para os olhos em um equipamento que vai satisfazer o coração das famílias. Eu tenho orgulho em abrir o segundo maior hospital da terceira maior capital do país e nós vamos continuar governando para quem precisa”. A afirmação foi feita pelo prefeito Alexandre Kalil ao entregar, para a população de Belo Horizonte e de Minas Gerais, o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro funcionando de forma integral e com sua capacidade total.

 

A solenidade que marcou o início do funcionamento pleno do Hospital, que já conta com 460 leitos prontos para atendimento, foi realizada nesta quinta-feira, 14 de dezembro, com a presença do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, do governador Fernando Pimentel, dos secretários municipais de Saúde, Jackson Machado Pinto, e de Fazenda, Fuad Noman, entre outros convidados.

 

Em seu pronunciamento, o prefeito agradeceu a todos os que possibilitaram que, dois anos depois da sua inauguração, o hospital funcionasse com toda a sua capacidade e lembrou que esse foi um dos seus compromissos. “Eu prometi que ia abrir o Hospital do Barreiro na campanha para prefeito de Belo Horizonte. Está aberto. Muito obrigado a todos”, afirmou.

 

De acordo com Kalil, a abertura plena do hospital é o resultado do trabalho de muitas pessoas. “É um momento de muita alegria, foi um trabalho muito duro e de muita gente. O importante é uma palavra que eu tenho falado e repetido: nós queremos fazer obras que o povo de Belo Horizonte sinta. Nós queremos fazer obras para o coração das pessoas”, definiu.

 

Também o secretário de Atenção à Saúde salientou a importância da ação conjunta para concretizar o funcionamento pleno do hospital e reafirmou o compromisso da União na manutenção do trabalho. “Estamos aqui comemorando essa grande data e colocando aquilo que foi pactuado, a responsabilidade da União, a responsabilidade do Estado e a responsabilidade do Município naquilo que são os aportes necessários para mantê-lo de pé” assegurou.

 

O governador Fernando Pimentel destacou a alta qualidade do hospital. “Hoje é um dia de alegria, nós conseguimos, e deve-se a determinação do Kalil, que como disse em seu discurso tão incisivo, prometeu e cumpriu. Nós estamos entregando para a população de Belo Horizonte um hospital de primeiro mundo, de primeira qualidade”, disse. 

 

 

 Melhoria no atendimento

Com o funcionamento total, a capacidade de atendimento mensal do Hospital do Barreiro, como também é conhecido, é de 2.000 internações, sendo cerca de 1.000 cirúrgicas, além de 3.400 consultas de pré e pós-operatório e 20.000 exames.

 

Além dos 460 leitos (220 leitos de clínica médica, 100 leitos cirúrgicos, 80 leitos de CTI, 35 leitos de AVC, 10 leitos de decisão clínica e 15 leitos de Hospital Dia), o Hospital conta com 16 salas cirúrgicas e uma moderna e completa estrutura para exames de média e alta complexidade. São eles: angiotomografia, biópsia guiada por imagem, colonoscopia, endoscopia, gastrostomia, CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica), Ecocardiografia, Raio-X e Tomografia.

 

A iniciativa de ampliar o número de leitos do Hospital Metropolitano já refletiu na melhora da assistência hospitalar em todo o Sistema Único de Saúde (SUS-BH). Segundo o secretário municipal de Saúde isso representa uma diminuição de cerca de 36% no tempo que uma pessoa espera em uma UPA para poder ser internado.

 

“Nesta semana, se compararmos com o primeiro semestre deste ano, nós temos cerca de 80% menos pessoas esperando uma internação em nossas UPAs. Uma diminuição de 80% do número de pessoas sofrendo, aguardando uma internação. Temos que deixar o nosso agradecimento à sensibilidade e à determinação do nosso prefeito”, disse.

 

A importância do hospital para a melhoria da saúde e a qualidade da estrutura e do atendimento são apontados também pelos pacientes. “ É um hospital bom e novo. O pessoal é muito bem treinado e sabe atender direitinho. Não esperava encontrar um hospital tão bom como esse. O belo-horizontino é bem cuidado aqui”, considerou Pedro Rodrigues, um dos pacientes atualmente no hospital.

 

Para Maria Faustina de Moura, o hospital é maravilhoso. “Os médicos são muito bons, as enfermeiras muito boas. Estou apaixonada com esse hospital. Já fiquei internada em todos os hospitais, mas igual a esse aqui eu nunca vi na vida”, garantiu.

 

A enfermeira Rafaela Justiniana, que começou a trabalhar no Hospital recentemente, salienta o alto nível da assistência oferecida. “Aqui estamos vendo como a assistência pelo SUS é possível e existe com qualidade. O hospital é uma resposta para a população, oferece um serviço de alta qualidade, compatível com hospitais privados”, relatou.  

 

Além de aumentar o acesso a internações, o Hospital Metropolitano Célio de Castro também oferece serviços de excelência e passou a ser referência no atendimento do Acidente Vascular Cerebral (AVC), juntamente com o Hospital Metropolitano Odilon Behrens, o Hospital Risoleta Neves e o Hospital das Clínicas da UFMG. 

 

 Histórico 

Inaugurado de forma parcial em 12 de dezembro de 2015, o Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro funcionou com 47 leitos (39 de observação, seis de CTI e dois de emergência) até setembro de 2016. A partir de setembro do ano passado, chegou a 90 leitos em funcionamento, sendo 10 de CTI.

 

Em agosto de 2017, mais 100 leitos foram abertos: 20 leitos de CTI, 15 de AVC, 10 leitos de decisão clínica, 25 leitos cirúrgicos, 15 leitos de Hospital Dia e 15 leitos de clínica médica.

 

Dessa forma, o Hospital passou a funcionar com 190 leitos: 80 de clínica médica, 30 leitos de CTI, 40 leitos cirúrgicos, 15 leitos de AVC, 10 leitos de Unidade de Decisão Clínica, 15 leitos de Hospital Dia, além de seis salas de cirurgia.


Agora, com 460 leitos e na capacidade total, o custo mensal do hospital é de aproximadamente R$ 21,8 milhões. O financiamento se dará com 50% de recursos vindos do Ministério da Saúde, 25% do Governo de Minas e 25% da Prefeitura de Belo Horizonte.