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Grupo de cerca de dez idosos reunidos sentados em biblioteca
Foto: Kelly Abrantes/PBH

Grupo de estimulação cognitiva aponta resultados positivos na população idosa

criado em 25/09/2018 - atualizado em 01/06/2021 | 15:55
Uma das grandes preocupações quando a idade avança é, com certeza, a memória. Muitas pessoas se sentem deprimidas porque sua capacidade de raciocínio e de memorização já não é mais a mesma.

Conforme dados do IBGE, atualmente, a expectativa de vida subiu para 74 anos. Esse aumento se deve a vários fatores, entre eles, a melhoria da qualidade vida, os avanços tecnológicos e da medicina. Esta nova realidade aponta a necessidade do envolvimento de todos os setores da sociedade e do fomento de políticas públicas voltadas para a pessoa idosa.

O grupo de Estimulação Cognitiva do Centro de Saúde Confisco é uma das atividades ofertadas pelo Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF). O objetivo é preservar e estimular as funções cognitivas, promover a melhoria de desempenho no dia a dia e, consequentemente, na qualidade de vida de adultos com mais de 50 anos e idosos.

Organizado e ministrado pela terapeuta ocupacional Kelly Cristina Lima Rosa Abrantes e por uma estagiária, o grupo tem encontros semanais, com duração de uma hora. A atividade acontece no Centro Cultural Pampulha e é aberta à população.

De acordo com a terapeuta, a intervenção cognitiva ocorre através de dinâmicas e jogos. “O projeto é composto por 12 sessões. Na primeira e última sessão, são feitas aplicações de instrumentos de avaliação como escala de depressão e percepção subjetiva de qualidade de vida para observar melhora no desempenho”, explica a terapeuta.
 

Qualidade de Vida

Aos 75 anos, Carmelita Reis Amaral Freitas estava esquecida. “Minha memória estava muito ruim. Às vezes não lembrava onde colocava as coisas”, conta. A situação estava incomodando tanto Dona Carmelita, que ela tomou uma decisão e há quatro meses passou a frequentar o Grupo de Estimulação Cognitiva do Centro de Saúde Confisco. Com isso, teve uma melhora considerável. “Estou me sentindo muito bem. Minha memória esrtá mais ativa. A terapia é muito boa. Dá para perceber que deu resultados positivos”, comemora Carmelita, que também frequenta as aulas de Lian Gong.

Para a terapeuta Kelly Abrantes, o mais importante é a melhora da qualidade de vida que vem das atividades e das interações sociais que renovam a vontade de viver, empodera os usuários para tomada de decisão sobre o processo de saúde e doença. “Manter ativo, funcional e participativo traz um novo sentido à vida”, afirma.

Moradora do bairro Urca, Eunice Batista dos Santos, 63 anos, conta que andava um pouco deprimida. “Estava muito esquecida. Estou frequentando o grupo há dois meses. Fiz amizades e agora estou mais alerta”, salienta.

Para Maria Aparecida Pinto, 67 anos, que frequenta o grupo há um ano, as atividades e jogos de memória foram fundamentais para fazer sua mente trabalhar melhor. “Minha memória melhorou bastante. É uma atividade muito boa que vai melhorando a mente da gente. Mesmo frequentando uma vez só na semana, observei que estou muito melhor”, conta.
 

NASF’s

Os Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF’s), anteriormente chamados Núcleos de Apoio à Saúde da Família, são equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada, apoiando os profissionais da atenção primária para ampliar a abrangência e qualidade das ações nesse nível de atenção.  A atuação do NASF visa à integralidade do cuidado dos usuários, por meio da ampliação do escopo da atividade clínica. Além dos atendimentos individuais com os usuários, os profissionais também fazem visitas domiciliares, grupos, oficinas e atividades de educação permanente. 

Atualmente, a Pampulha conta com sete equipes do NASF, que contemplam os 14 centros de saúde da região. A oferta de atividades desenvolvidas por cada núcleo varia de acordo com a composição da equipe (número de profissionais e diversidade de categorias profissionais) e de acordo com as características epidemiológicas do território (faixa etária, tipos de enfermidades predominantes, índice de vulnerabilidade).

Os profissionais também realizam Intervenções nas escolas por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvem atividades de educação permanente com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), cuidadores do Programa Maior Cuidado, entre outros.
 

25/09/2018. Grupo de Estimulação Cognitiva na Pampulha. Fotos: Kelly Abrantes/PBH