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Expedições do Patrimônio debate a história e a cultura afro-brasileira em BH
Foto: Ricardo Laf

"Expedições do Patrimônio" debate a história e a cultura afro-brasileira em BH

criado em 29/11/2021 - atualizado em 29/11/2021 | 15:56

A Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura promovem no dia 7 de dezembro, a partir das 14h, a 7ª edição do projeto “Expedições do Patrimônio”. O encontro acontece no formato virtual. Nesta edição, o projeto faz parte da programação da 11ª edição do Festival de Arte Negra (FAN BH) e realizará uma análise sobre a história e a cultura afro-brasileira presentes no patrimônio cultural imaterial de Belo Horizonte. 

A atividade é destinada a estudantes de graduação, professores de todos os níveis da educação básica das redes pública e privada, diretores escolares, gestores educacionais e de centros culturais, mediadores de aprendizagem em museus e centros culturais e estudiosos, além de pessoas interessadas nos debates sobre o patrimônio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Portal da Prefeitura. As vagas são limitadas. 

Com o tema “Patrimônio Cultural afro-brasileiro na história de Belo Horizonte”, o encontro proporcionará aos participantes uma viagem panorâmica pela rica, diversificada e pujante história dos bens representativos da cultura negra belo-horizontina que já obtiveram o registro pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte como patrimônio cultural imaterial na cidade. São eles: as Festas de Iemanjá e dos Pretos Velhos; os quilombos Manzo Ngunzo Kaiango, Luízes, Mangueiras e Souza; o Terreiro Ilê Wopo Olojukan; e a Irmandade Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. 

Será abordada a relevância destes bens como referência identitária, cultural e histórica para os moradores das mais diversas gerações. Também serão apresentados os avanços, limites e possibilidades das políticas de salvaguarda implementadas nos últimos anos na capital. Por fim, o encontro promoverá uma reflexão sobre o papel destacado do patrimônio cultural imaterial na educação. 

O encontro será conduzido por Marco Antônio Silva, historiador e doutor em Educação, coordenador do setor educativo da Diretoria de Patrimônio Cultural e Arquivo Público da Fundação Municipal de Cultura, e terá como convidado Alan Oziel, historiador e coordenador do setor de Patrimônio Imaterial da Diretoria de Patrimônio Cultural e Arquivo Público. Também participa do debate Arminda Aparecida de Oliveira, professora e mestre em Educação, da Diretoria de Desenvolvimento e Articulação Institucional da Secretaria Municipal de Cultura. Os participantes do encontro receberão um certificado. 

O projeto 

Desenvolvido desde 2019, o “Expedições do Patrimônio” é uma ação educativa da Diretoria de Patrimônio Cultural e Arquivo Público da FMC. A proposta é permitir que, a cada edição, os participantes possam aprofundar o conhecimento e vivência dos bens materiais e imateriais do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. 

Em sua primeira edição, o projeto proporcionou um encontro formativo sobre o Ofício dos Lambe-lambes, primeiro bem a receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Belo Horizonte. O encontro aconteceu em 2019, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, território que abriga os fotógrafos que exercem há décadas a profissão na capital. Na segunda edição, o encontro mostrou a importância histórica, simbólica, afetiva e arquitetônica da Praça da Estação para Belo Horizonte e Minas Gerais. A região da Pampulha foi o tema da terceira edição que abordou a história de ocupação desta região, o Conjunto Moderno e as Festas de Iemanjá que acontecem no entorno da Lagoa. 

A quarta edição abordou o bairro Santa Tereza, marcado por uma particularidade nos modos de vida e relações de sociabilidade resistentes às relações impessoais e influenciadas pela lógica de mercado nas grandes metrópoles. Em setembro, o encontro debateu a história, tradição e diversidade do bairro Lagoinha, região marcada pela vida boêmia, o samba, o carnaval e a religiosidade. Na última edição, em outubro, o tema debatido foi a história de formação e ocupação da região central de Belo Horizonte.