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Estudantes mostram medalhas e certificado.
Foto: Kátia Gaspar

Estudantes de escolas municipais ganham medalha em Olimpíada

29/12/2017 | 14:50 | atualizado em 03/01/2018 | 13:49
Como identificar campeões da Olimpíada Brasileira de Matemática? Tainá Isabela Drumond, de 12 anos, aluna da Escola Municipal Professora Isaura Santos, medalhista de ouro por dois anos consecutivos, não se encaixa em clichês. Gostar de matemática, no caso dela, não exclui o gosto pela leitura e a convivência com os amigos. “Gosto de ciências e outras matérias, mas a minha preferida é a matemática”, confessa. 


E quem já recebeu quatro medalhas, entre elas três de ouro (em 2014, 2015 e 2017) e uma de bronze (em 2016)? Para Samuel Pedro Fernandes Amorim, 15, aluno da Escola Municipal Vinicius de Moraes, receber medalhas nas Olimpíadas continua sendo uma honra. Ele sente que nasceu com a “matemática na veia”, mas também ressalta que gosta de jogar bola e videogame.

Mas, afinal, qual é a fórmula de sucesso desses alunos? “É só gostar de matemática e se empenhar muito”, ensina Tainá, aluna do sétimo ano da escola localizada no bairro Miramar, região do Barreiro. Samuel conta que é fundamental prestar atenção às aulas e revisar em casa. 


Ambos sempre estudaram na rede pública. Este ano, mesmo com a inclusão de escolas privadas na competição, levaram o nome de suas escolas para o cenário nacional e trouxeram o ouro. Entre os competidores estavam mais de 4.400 alunos de colégios particulares de todo o país. 
 

As provas da primeira e segunda etapas foram em julho e setembro. Realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, a Olimpíada tem o objetivo de estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área. Os estudantes de Minas Gerais conquistaram 129 medalhas de ouro.
 


Homenagem 

Tainá foi homenageada com uma placa pela direção e professores da escola pelo bicampeonato. A diretora Neide Teixeira e a vice-diretora Elizabeth Monken parabenizaram a aluna e desejaram sucesso a ela e aos demais alunos da escola. “Somente o estudo pode propiciar este tipo de conquista”, destacaram.

 

O percurso escolar dos alunos foi marcado pelo empenho. Maria Silvia Araújo, coordenadora da primeira escola que Tainá estudou em Nova Lima, ressalta as qualidades da estudante: “Ela sempre foi uma criança muito atenciosa e focada.”  



Orgulho para os pais

“Ela aprendeu a ler com quatro anos e não parou mais de se interessar pelos estudos”, conta a mãe, Adriene Drumond. “Para mim, é muito gratificante ver o que ela conseguiu com o próprio esforço”, orgulha-se.


Já Samuel encerra um ciclo na Escola Municipal Vinicius de Moraes para trilhar novos caminhos em outra instituição pública. Ele foi selecionado para fazer o curso técnico de informática no Centro Federal de Educação Tecnológica - Cefet. Amâncio Amorim Campos orgulha-se muito do filho: “Agradeço a Deus por essas premiações e por ele ter conseguido muitas vitórias com o estudo”.

 

 

29/12/2017. Alunos de escolas do Barreiro recebem ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Fotos: IsauraSantos/PBH