Pular para o conteúdo principal

Mesa com seis pratos onde estudantes se alimentam.
Foto: Divulgação/PBH

Estações do ano influenciam no cardápio da Rede Municipal de Educação

21/06/2018 | 15:55 | atualizado em 21/06/2018 | 15:55
Alimentos frescos, acompanhando as safras disponíveis, e preparos mais adequados para as temperaturas de cada época do ano. Além de todo o cuidado que envolve a oferta de uma alimentação escolar de qualidade para os estudantes da Rede Municipal de Educação, também as estações do ano são levadas em conta, pela Prefeitura de Belo Horizonte, para garantir que os alunos tenham refeições saborosas e saudáveis. 
 
A escolha dos alimentos é orientada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), informa a nutricionista e coordenadora de elaboração de cardápios da Secretaria Municipal de Assistência, Segurança Alimentar e Cidadania, Mirna Trindade.  “São priorizados alimentos frescos e in natura, como frutas, verduras, legumes e alimentos não perecíveis minimamente processados. Com isso são frequentemente selecionados alimentos da época”, explica. 
 
E, a mudança de clima influencia no que será servido aos alunos, salienta. “Em dias mais frios optamos pela preparação de alimentos como caldos e pratos quentes. No período junino, é comum encontrar canjica como sobremesa”, exemplifica. 
 
O programa aborda as necessidades nutricionais dos estudantes e é seguido à risca pela equipe municipal envolvida no trabalho. “Quem fica nas escolas em período integral têm acesso a três refeições diárias. O PNAE orienta que no mínimo 70% das necessidades nutricionais desses alunos sejam atendidas. Estudantes que permanecem em período parcial, fazendo uma refeição na escola, devem ter 20% das necessidades supridas. Também há aqueles que consomem duas refeições. Eles devem ser atendidos em 30%”, detalha a nutricionista. 
 
Em 2017, 79.448.360 refeições, respeitando esses percentuais, foram oferecidas para 213.789 crianças e adolescentes.
 

Acompanhamento nutricional 

Atualmente, as escolas do município contam com a presença de uma nutricionista, quinzenalmente, que atua na orientação das profissionais que trabalham na cantina, para a correta manipulação dos alimentos, armazenamento e preparação das refeições previstas nos cardápios. 
 
Danielle Breves compõe o quadro de nutricionistas. Ela ressalta que o aperfeiçoamento dos cardápios é discutido com frequência. “Nós fazemos estudos e testamos novas receitas em grupos de trabalho, com o objetivo de variar o uso de alimentos e as refeições diárias”, relata. 
 
A capacitação das cantineiras também faz parte do trabalho, já que essas profissionais são parte fundamental na execução do preparo das refeições. Cursos são oferecidos para cada nova profissional que ingressa na rede. Além disso, as cantineiras que já atuam nas escolas participam regularmente de atividades de reciclagem com noções de higiene, cardápio, recebimento de mercadoria, entre outros temas.  
 
Cantineira na Escola Municipal Carlos Lacerda há 30 anos, Miriam Lopes Costa destaca a importância da qualificação das profissionais que atuam nas escolas. “Aprimorar o trabalho é fundamental, isso torna as refeições mais saborosas e bem-feitas. Os cursos que nós fazemos são ótimos e auxiliam nosso dia a dia de trabalho, para que tudo seja feito da maneira correta e de acordo com as orientações das nutricionistas”, avalia.
 

21/06/2018. Alimentação Escolar. Fotos: PBH/Divulgação