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Escolas municipais vão levar estudantes a museus, parques e viagens
Divulgação/PBH

Escolas municipais vão levar estudantes a museus, parques e viagens

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Escolas municipais de ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) já podem planejar e selecionar atividades externas que levarão os estudantes a museus, parques, cidades históricas e outros espaços ao longo de 2026. Por meio de um sistema online, as escolas podem fazer as solicitações no Catálogo de Vivências Pedagógicas, até a próxima terça-feira, 31 de março.

As vivências são organizadas de acordo com os conteúdos de cada etapa de ensino e seguem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O catálogo reúne dezenas de opções em Belo Horizonte, além de viagens para outras cidades e estados. As atividades são organizadas pelas escolas, sem custos para os estudantes com transporte, lanche ou ingressos.

“O catálogo foi criado para organizar e qualificar as vivências pedagógicas na rede, garantindo que todos os estudantes tenham acesso a experiências diversificadas ao longo da trajetória escolar. Quando o estudante ocupa a cidade, ele passa a vivenciar, na prática, o que aprende em sala, o que torna o aprendizado mais significativo”, explica a diretora de Ensino Fundamental da Smed, Sâmara de Araújo.

Para o 1º ano, há atividades em parques, zoológico, brinquedotecas, bibliotecas e teatros. Já no 5º ano, as opções incluem visitas a cidades históricas como Sabará, Congonhas, Ouro Preto e Diamantina, além de espaços como o Mercado Central, Planetários e a Serra do Rola-Moça.

Nos anos finais do ensino fundamental, as vivências se ampliam para experiências científicas e institucionais. Além de museus, cinemas e festivais, estudantes do 6º ao 9º ano podem visitar instituições públicas e espaços como o Tribunal Regional Eleitoral, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o Instituto Inhotim, e cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. 

A iniciativa busca ampliar o repertório dos mais de 115 mil estudantes do ensino fundamental na rede municipal e evitar a repetição de visitas aos mesmos espaços ao longo da trajetória escolar. Além disso, visa fortalecer o aprendizado em outros ambientes para além da sala de aula.

Sâmara de Araújo ressalta que as experiências também contribuem para democratizar o acesso ao conhecimento. “A escola passa a garantir que todos os estudantes conheçam e ocupem espaços da cidade que, muitas vezes, não fariam parte da sua realidade”, diz. Segundo ela, a circulação pelo território urbano torna o aprendizado mais próximo do cotidiano e fortalece o sentimento de pertencimento.