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#PARATODOSVEREM: Grupo de estudantes caminha por uma trilha ao lado de um curso d’água em uma área de mata. Alguns alunos observam o ambiente, enquanto outros utilizam celulares. Ao fundo, há árvores altas e uma pequena queda d’água cercada por pedras.
Acervo EMEF Maria da Assunção de Marco

Escola participa de desafio mundial da biodiversidade

criado em - atualizado em

A EMEF Maria da Assunção de Marco, na regional Nordeste, entre os dias 24 e 27 de abril de 2026, marcou presença em um dos maiores eventos de ciência cidadã do mundo, o Desafio Mundial da Natureza Urbana, focado no registro da biodiversidade em Belo Horizonte. Criado originalmente em 2016 pela Academia de Ciências da Califórnia e pelo Museu de História Natural do Condado de Los Angeles, o projeto mobiliza pessoas globalmente para observar e fotografar a flora e a fauna das cidades.

 

No total, cerca de 45 estudantes participaram da dinâmica, com idades entre 10 e 12 anos. Durante a atividade, eles se tornaram exploradores da biodiversidade e seguiram um roteiro de verdadeiros pesquisadores. Após uma introdução sobre a importância da ciência cidadã, os jovens receberam orientações técnicas para utilizar o aplicativo iNaturalist. Munidos de tablets e muita curiosidade, os alunos participaram de uma caminhada exploratória, na qual registraram diversas espécies de plantas, animais e fungos. Esses registros foram enviados para uma base de dados global utilizada por cientistas de todo o mundo para compreender melhor a vida selvagem nas áreas urbanas.

 

Na edição de 2025, Belo Horizonte alcançou o primeiro lugar no Brasil em número de participantes e a terceira colocação em espécies registradas. Ao participar desta expedição, os 45 jovens cientistas não apenas aprenderam sobre ecologia de forma prática, mas também contribuíram para ampliar o conhecimento sobre as espécies que vivem na cidade, gerar dados que apoiam ações de conservação e fortalecer a educação ambiental dentro e fora da sala de aula.

 

Para Miguel Lucas Vieira de Souza, estudante do 4º ano, “foi muito legal ser um explorador da natureza. Vimos várias borboletas azuis na trilha que fizemos”. O evento reforça que, para ser um cientista e ajudar o planeta, basta ter um olhar atento e o desejo de proteger a natureza que nos cerca.