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Ecoescola BH: Biofábrica de Joaninhas é incorporada a disciplinas nas escolas municipais
Foto: Divulgação/PBH

Ecoescola BH: Biofábrica de Joaninhas é incorporada a disciplinas nas escolas

criado em 06/10/2022 - atualizado em 06/10/2022 | 16:25

Alunos da rede municipal de Belo Horizonte têm aprendido na prática que as joaninhas são muito mais que insetos bonitinhos para trazer sorte. Por meio de palestras nas escolas e visitas técnicas à Biofábrica da Prefeitura, elas descobrem o importante papel no controle biológico e equilíbrio ecossistêmico que esses animais desempenham. 

A estratégia tem dado tão certo que está sendo incorporada às ações do Ecoescola BH, Programa de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação. Por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, educadores municipais e líderes ambientais das instituições passaram por um encontro de formação sobre o tema, que será proposto nas aulas de ciências e biologia em sala de aula. Até o fim do ano, mais 20 escolas municipais visitarão o espaço para atividades de campo. 

Criado em 2016, o programa tem o objetivo de fortalecer, incentivar, certificar e divulgar ações de Educação Socioambiental das escolas municipais de Belo Horizonte. Por meio do desenvolvimento de diversas ações em promoção ao cuidado com o meio ambiente, as unidades recebem o Selo de Boas Práticas de Sustentabilidade, certificação às instituições que apresentam ações relevantes em prol do meio ambiente. 

Dentre as propostas curriculares, está o desenvolvimento de oficinas em hortas nas escolas, onde a classe aprende sobre a estrutura dos animais invertebrados, suas formas de alimentação, reprodução e sobrevivência - incluindo a eliminação de pragas nas hortaliças. 

As joaninhas e crisopídeos são insetos que podem combater, de forma natural, populações de organismos indesejáveis em hortas, jardins, pomares e arborizações. Quando dispensados nesses espaços, os insetos contribuem para o equilíbrio ambiental, o desenvolvimento sustentável e a redução no uso de agrotóxicos ou pesticidas nas plantações. 

De acordo com o diretor de gestão ambiental da SMMA, Dany Amaral, a visita à Casa Amarela promove um intercâmbio de ações, uma vez que as atividades desenvolvidas entregam um panorama de possibilidades para o aprofundamento de estudos. 

"Trazer esse assunto para as escolas é importante para que as turmas conheçam os benefícios gerados por esses insetos e como isso é possível. Esta é uma estratégia que traz muitos resultados positivos, sobretudo para os que queiram reproduzir, em suas casas, técnicas de manejo ecológico de insetos”, afirma.