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Foto de uma sala de aula em que o clube se reúne para jogar partidas de xadrez. crianças e adultos jogam juntos
Foto: Janete Ribeiro/PBH

Clube de Xadrez, em Venda Nova, promove integração com a comunidade

03/01/2019 | 15:16 | atualizado em 24/05/2019 | 14:17

 A Escola Municipal José Maria Alkmim mantém um Clube de Xadrez com encontros toda segunda e quarta-feira, de 17h30 às 18h30. No clube, qualquer interessado pode participar e aprender as técnicas dessa modalidade esportiva. O responsável é o professor de Geografia Luis Marcos de Oliveira, que, junto com outros professores da região, implantou o Clube de Xadrez de Venda Nova, com o objetivo de potencializar a concentração e o aprendizado dos alunos, além de promover a melhora do ambiente escolar. Nos dias de funcionamento do clube, alunos de todas as idades da escola, localizada no bairro Serra Verde, em Venda Nova, e de outras escolas do entorno, além da comunidade, aproveitam o momento para aprender e jogar.


A pequena Sophia Cristal Bastos Pinheiro, 8 anos, conta que o xadrez é um jogo muito diferente dos que está acostumada. “As regras são diferentes, tem que prestar muita atenção no que o professor ensina, no valor das peças e no movimento do outro. Se não pensar bem, posso mexer a peça errada e meu oponente me vence”, contou a aluna do 2º ano, admitindo que não costuma vencer muito.


O professor Luis Marcos acompanha cada dupla, orientando sobre as regras e estratégias do jogo. Às vezes, ele joga com algum aluno para demonstrar como fazer as jogadas na prática. Outras, troca os oponentes para promover entrosamento e fazer com que os jogadores habituem-se às mudanças. “O tabuleiro de xadrez se transforma num ímã, que tanto catalisa, quanto potencializa as habilidades pessoais de uso focado da atenção, concentração, memória, interação, na perspectiva do desenvolvimento do aprendizado escolar e esportivo, além do exercício qualificado da cidadania. O xadrez escolar configura-se como mecanismo estratégico para o burilamento pessoal dos valores éticos, morais e sociais do cidadão em formação”, disse o professor. 


O cubano Adrian de La Torre Sánchez, 25 anos, faz parte do grupo de professores do Clube de Xadrez. Ele alcançou 2170 pontos pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE), pontuação que lhe confere o título de mestre. 


Exemplo de superação


Luiz Marcos defende o ensino da modalidade nas escolas, como estratégia para promover a interação entre as abordagens curriculares da sala de aula e a formação de cidadãos conscientes e futuros profissionais. Um ex-aluno da Escola Municipal José Maria Alkmim, hoje com 27 anos, é o empresário Walter Godinho, que foi campeão mineiro estudantil e vice-campeão brasileiro estudantil.


Godinho é um exemplo do que o xadrez pode fazer na vida de um estudante. “Eu era um jovem indisciplinado, rebelde e sem concentração, era da pior sala da escola. O xadrez me ensinou a ter disciplina, concentração, distinguir o certo do errado, analisar e antecipar situações. Pelo meu desempenho, consegui uma bolsa para fazer o Ensino Médio. O xadrez é uma ótima disciplina para ser ensinada nas escolas para todas as crianças”, disse.