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A imagem mostra a área externa de parte do equipamento cultural, revelando uma rampa de acesso pavimentada com blocos de concreto cinza e um edifício térreo pintado em tom terracota.
Rafael Costa

Centros culturais da Pampulha e Venda Nova oferecem programação gratuita e variada em agosto

criado em - atualizado em

Belo Horizonte celebra o Mês do Patrimônio Cultural em agosto com programação gratuita em vários equipamentos públicos geridos pela Fundação Municipal de Cultura. Nas regionais Pampulha e Venda Nova, os centros culturais participam das comemorações com atividades para a valorização da cultura, da memória e dos saberes tradicionais.

Além disso, recebem inscrições para os cursos gratuitos da Escola Livre de Artes Arena da Cultura. Quem tiver interesse pode se candidatar às vagas até dois dias úteis antes do início das aulas pela página da escola ou presencialmente, nos próprios centros culturais.

Confira as atrações de cada unidade:

Centro Cultural Pampulha (CCP)

Dois espetáculos movimentam a programação do mês no CCP. No dia 12 (quarta-feira), das 19h30 às 20h30, a peça “Ô de casa!”, da Cia. Juntaostrem, irá explorar aspectos da cultura mineira, como gastronomia, religiosidade, linguajar, histórias, cantigas e o imaginário dos “causos”, em uma obra autoral, com dramaturgia audiodescrita e elementos sensoriais (olfato, tato e paladar), criando uma experiência imersiva. Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o espetáculo tem classificação livre, mas volta-se especialmente a idosos e pessoas com deficiência visual.

No dia 13 (quinta-feira), às 15h30, haverá o “Sarau da Metamorfose”, que tem como principal objetivo proporcionar um momento de escuta e abstração da vida corrida do dia a dia. É um encontro em que o participante é convidado, a partir da poesia e da fotografia, a relembrar e repensar a própria história e a compartilhar os sentimentos que vierem à tona durante a experiência. A classificação indicativa é livre.

No dia 14 (sexta-feira), a identidade negra estará em destaque com uma oficina de tranças nagô, com a trancista Ana Paula Barbosa, que vai promover a valorização da arte de trançar e também da história e cultura afro-brasileira presentes na origem dessa manifestação, que encarna uma referência estética associada à mulher negra. A atividade tem classificação livre, e as inscrições devem ser feitas no próprio Centro Cultural. Completam a programação do CCP, oficina de roteiro audiovisual, clubinho de leitura, forró, exibição de filmes e muitos mais.

Centro Cultural Venda Nova (CCVN)

“Trilhas da Memória: um novo olhar sobre Venda Nova, a partir da Rua Padre Pedro Pinto” é o nome do projeto do CCVN, que vai propor um percurso pela principal via histórica da região, estimulando os participantes a uma aventura antropológica por locais familiares.

A ideia é finalizar o trajeto com atividades educativas no Centro de Referência da Memória de Venda Nova (Casarão da Rua Boa Vista), que compartilha informações históricas sobre a região, possibilitando vislumbrar o passado e fazer uma comparação com a atual configuração do cenário urbano. Com um máximo de 25 participantes por visita – às terças, quartas e quintas, em horário a combinar –, a atividade tem classificação livre e inscrições pelo e-mail: ccvn.fmc@pbh.gov.br

“Nascença, vivença, sabença, passança” é um monólogo cênico-musical que traz em cena um homem preto do Vale do Jequitinhonha, celebrando a diversidade de saberes a partir de sua terra natal. Com classificação livre, o espetáculo acontece no dia 29 (sábado), às 10h. No mesmo dia, às 9h, “Os Rouxinóis” e o “Sempre Novas” fazem uma apresentação imperdível, que valoriza o brilho e a criatividade da terceira idade.

O primeiro é um grupo musical que resgata obras tradicionais do cancioneiro popular, em formato de seresta, e o outro coletivo é dedicado à dança, trabalhando com coreografias variadas. Ainda em agosto, os usuários do CCVN têm acesso a encontro sobre ervas e raízes, oficinas contínuas e ações de incentivo à leitura.

Sobre os centros culturais

Belo Horizonte conta com 17 centros culturais distribuídos pelas nove regionais da cidade. Esses equipamentos públicos oferecem gratuitamente oficinas, atividades artísticas e iniciativas de valorização da memória e do patrimônio cultural. Também sediam unidades da Rede de Bibliotecas Públicas de BH, reunindo acervo para consulta e empréstimo e programação permanente de incentivo à leitura. Os Centros Culturais funcionam de terça à sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 17h.