Pular para o conteúdo principal

Gota d'água em destaque em imagem de água límpida

BH em Pauta: Economia de Água

27/06/2017 | 17:38 | atualizado em 30/06/2017 | 13:11

A média de consumo para cada servidor público é de 28 a 40 litros de água por dia, de acordo com uma pesquisa de alcance nacional sobre o uso de água em prédios públicos brasileiros, realizada pela Companhia de Água e Saneamento de São Paulo (Sabesp). No edifício da Secretaria de Meio Ambiente de Belo Horizonte, a média é de 19,8 litros por funcionário.
 

O projeto “Ambientação – educação ambiental em prédios públicos”, da Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), em parceria com a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), vem mudando os hábitos dos servidores em relação ao consumo consciente e estimulando a mudança de comportamento com respeito a práticas sustentáveis e qualidade de vida.
 

Os números verificados na SMMA podem cair ainda mais. Com o objetivo de reduzir a produção de resíduos, o desperdício de água, energia e copos descartáveis, os funcionários estão empenhados em diminuir mais 5% do consumo de água no prédio.
 

“A média de consumo aqui na Secretaria é muito boa em relação aos prédios públicos de todo o Brasil. Queremos mostrar os benefícios desse projeto e ampliar para todas as secretarias municipais de Belo Horizonte. Com isso, diminuir ainda mais o consumo nos prédios públicos”, afirma Afonso Fraga, da Gerência de Gestão Ambiental.

 

Um edifício sustentável

Além da consciência e empenho dos servidores em consumir menos, outro fator auxilia para que a Secretaria tenha bons resultados em relação ao uso sustentável dos recursos naturais. “Nós estamos localizados em um prédio totalmente sustentável. Em 2010, ele passou por uma reforma e, desde então, tem iluminação de LED, elevadores inteligentes, reaproveitamento da água e outras práticas sustentáveis que reduzem a conta no fim do mês”, observa Afonso Fraga.
 

O edifício com 15 andares e 5,4 mil metros quadrados fica à Avenida Álvares Cabral, 217, no Centro. Além da Secretaria de Meio Ambiente, o prédio abriga ainda a Secretaria de Regulação Urbana da Prefeitura de Belo Horizonte e conta com 413 funcionários, no total.

 

Elevadores inteligentes

Os dois elevadores que ligam os 15 andares do edifício produzem energia limpa. Ou seja, enquanto estão descendo, ambos geram energia que é consumida na subida. Os elevadores não necessitam de lubrificação adicional, eliminando a necessidade de armazenamento, limpeza e descarte de resíduos perigosos. Eles redirecionam o excesso de energia para o edifício através da rede elétrica utilizando a tecnologia regenerativa. Uma economia de até 75% de energia.
 

Ar condicionado

A reutilização da água produzida pelo ar condicionado é outra iniciativa que ajuda na economia. A estrutura conta com um moderno sistema que capta a água gerada no sistema de refrigeração. Além disso, a captação da água da chuva é feita e essa água utilizada nas descargas dos banheiros.
 

Bacia sanitária – descarga econômica

A descarga ecológica utiliza sistema com tecnologia Duo, com dois botões: descarga completa, de 6 litros (limpeza total), e descarga com volume reduzido, de 3 litros (troca de líquidos). Economia de até 60% de água.
 

Mictórios

No banheiro masculino, a economia é com o mictório que possui lavatório integrado. O acionamento é manual e o fechamento é automático temporizado, liberando apenas a quantidade necessária para cada uso. Economia de até 50% de água.

 

Placa fotovoltaica

O sistema de compensação de energia “On-Grid” é capaz de gerar 2.000 kWh/mês; conversão de energia superior a 40% nas células fotovoltaicas. É uma fonte de energia limpa. No fim da vida útil dos equipamentos usados para produzir painéis solares fotovoltaicos, os materiais podem ser reutilizados.

 

Iluminação de LED

Isso gera uma redução de 40% no consumo de energia. A vida útil dessa iluminação é superior a 50 mil horas, 50 vezes a de uma fluorescente. Não apresenta mercúrio em sua composição e não emite raios UV e infravermelhos. Iluminação pública no Brasil equivale a 3% do consumo total do país. São 10 bilhões de kWh por ano.

 

Iluminação e refrigeração natural

Todas as janelas do prédio são do “modelo abre e tomba”, com venezianas elétricas, permitindo aberturas em diferentes ângulos e posições e facilitando a entrada de luz e ar natural. A geometria do edifício foi utilizada para criar salas e espaços nos quais não só a luz natural como também o fluxo de ar possam ser utilizados para conforto e economia de recursos.
 

“Dentro do projeto, além da redução no consumo esperada, o programa busca estimular a reflexão e participação dos servidores na construção de uma sociedade sustentável, criando novas formas de ser e estar no mundo”, conclui Afonso Fraga.

27/06/2017. Edifício sustentável. Fotos: Divulgação/EMC