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BH em Pauta: Economia de água

09/06/2017 | 16:13 | atualizado em 14/06/2017 | 11:42

Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente marcou uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelo planeta diante de temas como o descarte inadequado de lixo, o consumo exagerado de recursos naturais e o desperdício de água, entre outros. Em Belo Horizonte,  escolas da rede municipal, por outro lado, dão um verdadeiro exemplo de preservação ambiental, seja com ações desenvolvidas por elas próprias ou a partir de projetos propostos pela Prefeitura (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed).


As escolas demonstram que é possível economizar água com práticas simples. Um exemplo de criatividade é dado pela Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda, no bairro Regina, regional Barreiro, que capta e reutiliza a água que seria desperdiçada nos bebedouros e pias para outros fins, como abastecimento de descargas. 


Já na Escola Municipal Anne Frank, no bairro Confisco, regional Pampulha, a forma encontrada para evitar o desperdício foi aproveitar a água da chuva. Desde 2007, a escola conta com um sistema de coleta capaz de armazenar até oito mil litros. O coletor de água foi instalado  por meio de uma parceria da PBH com o Projeto Switch, criado em 2005, pela Unesco, para promover a gestão sustentável das águas.


Outra escola municipal que dá exemplo no bom uso das águas é a Francisco Magalhães Gomes. A direção aproveitou uma mina d’água que brota no terreno vizinho para abastecer as hortas, criar um lago dentro da escola e um verdadeiro laboratório ambiental para os estudantes, além de aproveitar essa água para limpeza da escola. Com essa medida, o consumo de água teve uma redução de mais de 65%, segundo o diretor Manoel Pantuzzo, que observa a riqueza envolvida nessa proposta: “Cada escola tem suas especificidades: professores, estudante, local…E este local é muito privilegiado. O que estamos fazendo aqui, hoje? Uma revitalização da escola. Pegamos a mina e estamos transformando isso em saúde. Não estamos só preocupados com o conhecimento acadêmico, ele é importante e somos exigentes, mas nos preocupamos com a pessoa integral, com o cidadão.”


Selo da Prefeitura
    
Práticas inovadoras na área ambiental são reconhecidas pela PBH. Em novembro de 2017, as escolas que conseguirem manter ou atingir uma redução de 30%  do consumo de água, desenvolver projetos efetivos de sustentabilidade e engajar-se nas formações promovidas pelo Programa EcoEscola-BH da Smed serão certificadas  com o selo Boas Práticas de Sustentabilidade Ambiental criado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.


O Programa EcoEscolaBH foi criado para constituir uma política de educação ambiental para a cidade de Belo Horizonte, com ações, formações, parcerias e publicações que atendem às demandas trazidas pelas próprias escolas da rede municipal. 
 


Projetos diferenciados



O EcoEscolaBH busca potencializar projetos que as escolas vão construindo. Dessa forma, por exemplo, em parceria com a Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional, o programa colocou à disposição de professores e monitores do Programa Escola Integrada uma formação sobre horta e compostagem.


“Cada escola tem uma demanda específica, por isso cada uma desenvolverá um projeto diferenciado. Numa escola, a questão a ser trabalhada pode ser a falta d’água, enquanto em outra pode ser a destinação correta do lixo. O programa fomenta a construção de projetos de sustentabilidade ambiental adequados aos diferentes contextos e tempos das escolas”, sintetiza Alcione Caetano, do Núcleo Cidade e Meio Ambiente.


Para organizar informações e potencializar a troca de informações e experiências, foi criado, em 2016, pela equipe do Núcleo Cidade e Meio Ambiente, um sistema de geoprocessamento para diagnóstico de ações socioambientais desenvolvidas pelas instituições municipais de ensino de Belo Horizonte, chamado Ecogeo.