10 July 2026 -
Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da Prefeitura de Belo Horizonte promovem, durante este mês, arraiás que reúnem usuários de diferentes serviços socioassistenciais em atividades lúdicas, apresentações culturais, brincadeiras e momentos de convivência. Mais do que celebrar as tradições populares, os encontros fortalecem os vínculos familiares e comunitários, aproximam a população da política de assistência social e ampliam o acesso aos serviços ofertados nas unidades.
As atividades criam oportunidades de integração entre crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas, fortalecem o sentimento de pertencimento ao território e incentivam a participação das famílias nas ações da rede socioassistencial.
De acordo com a subsecretária de Assistência Social, Luana Souza, às atividades lúdicas desenvolvidas nos CRAS são importantes ferramentas de aproximação entre a população e a política pública. "Os arraiás criam um ambiente acolhedor que fortalece os vínculos entre as famílias, a comunidade e as equipes das unidades. Ao mesmo tempo em que valorizam a cultura popular, esses momentos ampliam o acesso aos serviços socioassistenciais e incentivam a participação das pessoas nas ações desenvolvidas ao longo de todo o ano", afirma.
No CRAS Vila São José, na região da Pampulha, a programação também marcou os 20 anos de atuação da unidade. O evento reuniu pessoas acompanhadas pelo Programa Maior Cuidado, crianças e adolescentes atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), além de famílias referenciadas pelo CRAS. As atividades lúdicas favorecem o encontro entre diferentes gerações por meio de brincadeiras, apresentações culturais e outras ações típicas do período, fortalecendo a convivência comunitária, a troca de experiências e o sentimento de pertencimento entre os participantes.
O CRAS Granja de Freitas também realizou o arraiá, reunindo usuários, famílias e trabalhadores da unidade em uma programação com comidas típicas, apresentações culturais e atividades recreativas. Assim como nas demais unidades, atividades lúdicas foram utilizadas como estratégia para fortalecer a convivência, ampliar a participação da comunidade e aproximar as famílias dos serviços ofertados pelo CRAS.
Para Antônia Mendes, de 78 anos, frequentadora do equipamento, a unidade se tornou um espaço de aprendizado, convivência e transformação. "Quando o CRAS chegou ao aqui foi uma bênção para nós. Já participei de cursos de culinária, bijuteria e de muitas outras atividades. Faço parte da horta comunitária, onde a gente planta, colhe, divide os alimentos e fortalece nossa amizade. Foi através do CRAS que tive coragem de voltar a estudar e descobrir que nunca é tarde para aprender. Uma receita minha de angu a baiana foi publicada em um livro de culinária do “Grupo Meninas de Sinhá”, e isso me enche de orgulho. Sempre convido outras pessoas para participarem, porque aqui a gente se sente acolhida e pode transformar a própria vida", conta.
