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Alunos em hemodiálise no Hospital São Francisco concluem o ensino fundamental na rede municipal
Divulgação/PBH

Alunos em hemodiálise no Hospital São Francisco concluem o ensino fundamental na rede municipal

criado em - atualizado em

A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Hospital São Francisco, promove nesta sexta-feira (19) a certificação no ensino fundamental da segunda turma de pacientes que fazem hemodiálise na instituição de saúde localizada no Bairro Concórdia, região Nordeste. Os 14 alunos são da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). O evento será às 14h na Escola Municipal Hugo Pinheiro Soares (Rua Jundiaí, 567), colaboradora da iniciativa.

Também localizada no Concórdia, a Hugo Pinheiro Soares disponibiliza quatro professores para atuarem na instituição hospitalar. O projeto atende 40 alunos, entre eles os 14 formandos, de 36 a 77 anos. As atividades educacionais acontecem durante as sessões de hemodiálise, respeitando as condições clínicas e o tempo de cada paciente.

A certificação significa a conclusão do ensino fundamental. Agora, os alunos ficam aptos a seguir para o ensino médio, que pode ser na EJA ou em escola regular.

As aulas no Hospital São Francisco são do projeto Linhas que dão vida, criado em 2024, uma parceria entre a instituição e a Secretaria Municipal de Educação (Smed). A proposta é ressignificar as longas horas de tratamento, com estímulo cognitivo, social e emocional. As aulas são realizadas duas vezes por semana, nos três turnos, com conteúdo que focado na alfabetização e desenvolvimento de competências básicas. 

Coordenadora do projeto, Selma Pereira de Macedo destaca que o início foi desafiador, mas se tornou viável graças ao envolvimento da equipe escolar. A superintendente de Serviços Hospitalares, Adriana Melo, afirma que a iniciativa tem contribuído com a autoestima dos pacientes. “Estudar durante o tratamento faz com que eles retomem sonhos, objetivos e se sintam protagonistas de suas histórias, mesmo em um momento tão delicado”.

Integrante da gerência da EJA na Smed, Flavia Renata Guimarães Moreira ressalta que o São Francisco foi o segundo dos cinco hospitais de BH que já aderiram à proposta. “Os resultados são a aprendizagem da leitura e da escrita, melhor compreensão do processo de tratamento de saúde, retomada de sonhos e projetos de vida”.