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Vitrine com barquinhos de papel pendurados de várias cores
Veronica Manevy/Aflora Imagem

Vitrine do Teatro Marília recebe a exposição “O Trajeto do Afeto”, de Paloma Parentoni

criado em - atualizado em

A cidade como galeria. É com essa proposta que a artista visual, designer, produtora cultural e curadora musical Paloma Parentoni leva à Vitrine do Teatro Marília a exposição “O Trajeto do Afeto”. Até 30 de setembro, a instalação transforma a fachada do teatro em um espaço de encontro entre arte e cotidiano, convidando quem passar pela Avenida Alfredo Balena a desacelerar por alguns instantes e experimentar uma relação mais sensível com a cidade. A visitação é gratuita e aberta ao público, sem limitação de horário.

A exposição “O Trajeto do Afeto” integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. Mais informações na página do Circuito Municipal de Cultura no Portal Belo Horizonte e no Portal PBH.

“O Trajeto do Afeto” é uma pesquisa artística iniciada por Paloma Parentoni em 2010, que investiga as relações entre memória, pertencimento, deslocamento e espaço urbano. Tendo o barco de papel como símbolo de travessia, cuidado e encontro, o projeto desenvolve intervenções urbanas, instalações e ações participativas que propõem pequenas rupturas no ritmo acelerado da vida cotidiana, criando oportunidades para o afeto emergir no espaço público.

Na vitrine do Teatro Marília, essa pesquisa encontra um novo território. Em vez de conduzir a obra para diferentes pontos da cidade, é a própria cidade que passa a encontrá-la. “A instalação se oferece ao olhar de quem atravessa a calçada, dissolve as fronteiras entre galeria e espaço urbano e transforma o percurso cotidiano em experiência estética. Sem portas, bilheteria ou horário de visitação, a obra permanece disponível ao encontro, reafirmando que a arte também pode acontecer no caminho, no acaso e na pausa”, destaca Paloma Parentoni.

Ao longo de mais de quinze anos de trajetória, “O Trajeto do Afeto” consolidou-se como uma pesquisa contínua sobre as possibilidades de construir vínculos por meio da arte. Contemplado em 2011 pelo 8º Prêmio Funarte de Artes Visuais, o projeto expandiu a circulação para diferentes cidades brasileiras e alcançou outros países por meio de ações colaborativas. Suas intervenções presenciais passaram por Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Fortaleza, Uberlândia, Sete Lagoas e Rio de Janeiro, enquanto seus barcos de papel seguiram viagem para países como França, Tunísia, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.

Além das intervenções urbanas, o projeto desdobrou-se em oficinas de iniciação às artes visuais, instalações permanentes e temporárias, projetos de ambientação, produtos gráficos autorais e ações educativas, mantendo o afeto como eixo poético e político de sua pesquisa. Em 2025, recebeu o Prêmio para Agentes Culturais da Política Nacional Aldir Blanc, reconhecimento que reafirma a consistência de uma trajetória construída de forma contínua ao longo de mais de uma década.

Para Paloma Parentoni, ao ocupar a vitrine do Teatro Marília, “O Trajeto do Afeto” amplia uma investigação que acompanha sua criação desde o início: como a arte pode transformar nossa forma de habitar a cidade. “Em tempos marcados pela velocidade e pela dispersão, a exposição propõe um gesto simples e radical: oferecer tempo para olhar, lembrar, imaginar e reconhecer que pequenos encontros também têm o poder de transformar paisagens, percursos e pessoas”.

Paloma Parentoni é artista visual, designer, produtora cultural e curadora musical. Desenvolve pesquisas que articulam arte contemporânea, cidade, memória e participação, criando projetos que transitam entre intervenções urbanas, instalações, processos educativos e ações colaborativas. A artista investiga o afeto como linguagem artística e como ferramenta de aproximação entre pessoas, territórios e experiências sensíveis.

Sobre o Circuito Municipal de Cultura

O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas dez regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.

Entre dezembro de 2019, quando foi lançado, e dezembro de 2025, o Circuito Municipal de Cultura realizou 1.352 atividades artísticas e culturais, que alcançaram um público estimado de aproximadamente 649 mil pessoas. Incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas, a programação movimentou a contratação de cerca de 9350 artistas e profissionais técnicos da cadeia produtiva da cultura.


Serviço
Circuito Municipal de Cultura
Exposição “O Trajeto do Afeto”, da artista visual Paloma Parentoni

Quando: até 30 de setembro 
Onde: Vitrine do Teatro Marília (Avenida Professor Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
Quanto: aberto ao público
Classificação: livre
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