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cinco idosas praticando exercícios físicos erguendo pesos
Foto: Marcelo Machado/PBH

Vida Ativa faz atividades físicas e recreativas específicas para idosos

06/08/2018 | 17:34 | atualizado em 06/08/2018 | 17:41
A aposentada Edith Gomes, de 86 anos, não quer saber de tédio. Dinâmica, ela tem uma vida social movimentada, sai para fazer as compras rotineiras, mantém a casa sempre arrumada e ainda tem energia para pilotar um fogão e preparar caldos e torremos deliciosos para as visitas.
 
"Faço tudo em casa. Não preciso ter empregada nem diarista”, afirma ela, revelando um dos segredos para tamanha disposição. “Não fosse pelo Vida Ativa, eu não estaria caminhando nem saindo de casa”, diz, elogiando o programa da Prefeitura de Belo Horizonte, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel) e oferecido aos adultos com idade superior a 50 anos.
 
Para Edith, a boa forma dela é resultado das atividades físicas e recreativas aplicadas pelo programa municipal. “Há 15 anos fraturei o meu tornozelo direito e pensei que mal poderia andar novamente. Com o Vida Ativa, porém, melhorei muito o meu equilíbrio e ganhei confiança”, relata a aposentada, que frequenta as aulas de terça e quinta-feira, das 8h30 às 9h30, na Paróquia de Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte.
 
Responsável pelas aulas no local e também em outros três núcleos, a educadora física Giselle Alves de Moura afirma que as atividades do Vida Ativa consistem em exercícios adaptados para idosos, como alongamentos, trabalhos com halteres, entre outros. “Trabalhamos para melhorar a flexibilidade, o equilíbrio, a marcha, a força, a coordenação motora”, explica Giselle.
 
Segundo a educadora física, em função dos limites fisiológicos que acometem os idosos, como diminuição da força muscular e comprometimento da mobilidade articular, além de doenças como diabetes e hipertensão, as atividades do Vida Ativa são, sobretudo, uma questão de saúde. 
 
“Nosso objetivo maior é manter a autonomia do idoso, fazê-lo vivenciar as atividades do cotidiano com segurança: sair de casa, atravessar a rua, tomar banho, usar transporte público. Também é um trabalho preventivo para se evitar quedas, um dos maiores dramas e causa de mortes de idosos”, observa Giselle, pontuando que alguns exercícios simulam subir degraus de ônibus e outros visam aumentar a amplitude das passadas.
 
Tais atividades foram fundamentais para a evolução de Clecy Murta Dallaria, de 83 anos, que fraturou o fêmur da perna esquerda em 2016. “Graças aos exercícios, a mamãe, agora, está com a musculatura mais forte e ganhou confiança”, conta a filha Nádia, de 56 anos, que, a exemplo da irmã Nereida, de 57 anos, frequenta o Vida Ativa e leva a mãe para as aulas de terças e quintas na Paróquia de Santa Tereza.    
 

Vida Ativa

O programa busca estimular a vivência de práticas corporais diversas e, por meio das atividades desenvolvidas, colaborar para a promoção da saúde, da autonomia e da integração social dos participantes. 
 
As principais formas de atuação do programa são por meio de atendimento semanal a 42 núcleos regionalizados, com a realização de aulas coletivas de ginásticas, jogos, brincadeiras e danças. As atividades são planejadas e orientadas por profissionais e estagiários de educação física, atendendo a aproximadamente 2.800 alunos por mês.
 
O Vida Ativa também presta atendimento a cinco Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), com a realização semanal de atividades físicas e recreativas adaptadas, além de passeios externos com programação em cinemas, teatros e shows.  
 

06/08/2018. Vida Ativa.Exercícios de vida. Fotos: Marcelo Machado/PBH