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#paratodosverem: Um grupo de visitantes no Palácio da Liberdade observa uma grande pintura mural à esquerda, que retrata um busto branco em um nicho ornamentado. As pessoas, em sua maioria mulheres, estão distribuídas entre o piso inferior e os degraus de uma imponente escadaria de ferro trabalhado à direita. O ambiente possui arquitetura clássica com arcos, colunas e teto decorado.
Acervo Emplo

Turma de EJA realiza visita à Praça da Liberdade

criado em - atualizado em

Você gosta quando as aulas fogem do cotidiano? A turma de EJA Externa do Hospital Baleia realizou um passeio pela Praça da Liberdade e conheceu mais sobre o local. A atividade foi organizada por Georgia Nunes Rocha de Faria e Ana Mary Martins dos Santos, professora municipal e coordenadora pedagógica da EJA, respectivamente.

 

O objetivo principal, segundo a equipe, foi a promoção de experiências educativas, culturais e artísticas além do ambiente hospitalar, o que permite ampliar o repertório cultural dos estudantes e fortalecer o acesso à cidade como espaço de aprendizagem, convivência e exercício da cidadania.

 

A atividade foi realizada em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e contemplou visita mediada ao Prédio Verde, sede da instituição, recentemente restaurado e reaberto ao público. Os participantes conheceram a história da Praça da Liberdade, aspectos arquitetônicos e históricos do edifício, além da exposição permanente “Corpos que Constroem – Técnicas Construtivas Tradicionais”, que aborda técnicas como adobe, taipa e pau-a-pique.

 

Eva Luciene da Silva, estudante da EJA e paciente em tratamento de hemodiálise, comenta que a exposição foi o que mais a marcou porque a fez relembrar a sua infância e sua família. “Foi uma visita muito significativa, que me permitiu aprender coisas novas, recordar momentos importantes da minha vida e vivenciar uma experiência diferente da rotina do tratamento. Espero que possamos participar de outros passeios como esse”.

 

A visita foi conduzida pela historiadora e educadora Ana Carolina Ministério, gerente de Difusão e Educação do Iepha, em uma abordagem dialógica e participativa, permitindo que os estudantes compartilhassem memórias, experiências e reflexões relacionadas à história, à cultura e ao patrimônio.

 

Considerando que a maioria dos estudantes é composta por pacientes em tratamento contínuo de saúde, a hemodiálise, a atividade representou uma importante oportunidade de inclusão cultural, fortalecimento da autoestima, ampliação dos vínculos sociais e valorização das histórias de vida dos participantes.