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Cerca de 500 pessoas assistem a palestra de Carlos Carrusca sobre assédio moral no trabalho, no Teatro Francisco Nunes
Foto: Divulgação PBH

Secretaria de Planejamento reúne 500 servidores em palestra sobre assédio moral

13/07/2018 | 20:08 | atualizado em 13/07/2018 | 20:10

Cerca de 500 servidores municipais participaram, na última quinta-feira, 12/7, no teatro Francisco Nunes, da palestra “Assédio Moral no Trabalho: dimensões e mediações”, promovida pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, por meio da Gerência de Saúde do Servidor,  através do Núcleo de Educação em Saúde e Segurança do Trabalho (NESST) e do programa Movimenta PBH.

 

A proposta, explica a integrante do NESST, Cássia Lima, foi tratar sobre esse assunto de maneira didática para contribuir na prevenção, intervenção e correta identificação de tal fato no ambiente corporativo. “A discussão desse tema tem alcançado uma grande amplitude envolvendo diversas instituições públicas e privadas no intuito de buscar ferramentas que possibilitem lidar com as nuances características desta conduta”, disse Érika Sampaio, também integrante do NESST.

 

A palestra foi ministrada pelo pós-doutorando em Psicologia pela PUC Minas, doutor e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do setor de Psicologia do Núcleo de Apoio Psicológico aos Vigilantes Vítimas de Violência no Trabalho (NAPSI), Carlos Carrusca. Ele também é autor de livros, sendo "Traumas no Trabalho - uma nova leitura do Transtorno de Estresse Pós-traumático" o título mais recente.

 

Segundo Carrusca, é importante esclarecer contextos de trabalho para diferenciar conflitos cotidianos de assédio moral. “A definição de assédio moral não é tão simples. Devemos ter cautela para que situações de conflito não sejam caracterizadas como conduta de assédio moral. Ainda é muito normal confundirem conflitos interpessoais e o pensar diferente, com assédio”, destacou.

 

Ele explica que um ambiente de assédio é marcado por uma série de violências produzidas, práticas de indiferença, de isolamento e descrédito da pessoa em relação ao seu trabalho. Carrusca salienta que conflitos persistentes não mediados, fazem parte do contexto favorável a este fenômeno.

 

Uma das participantes, Laura Silva, que é agente de administração no Hospital Odilon Behrens, disse que a palestra foi importante para poder compreender melhor esse universo e para saber como se portar diante de uma situação. “Palestra muita válida para conhecer os meus direitos e deveres”, pontuou.

 

Para o enfermeiro e gerente da unidade de saúde Gentil Gomes, localizada na Região Nordeste, Anar Castilho, compreender melhor sobre o tema e poder se instrumentalizar são imprescindíveis para gestores. “Nós, gerentes, ficamos vulneráveis a essa situação de assédio e, por isso, essa temática é tão instigante. É fundamental sabermos se alguma atitude, alguma ação tem característica de assédio e esse conhecimento facilita nosso trabalho cotidiano”, relata.

 

 

O que é assédio moral no trabalho?

Este tipo de assédio pode ser conceituado como exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada do trabalho e relativa ao exercício de suas funções.  Possui pressupostos conjuntos de repetição, fim discriminatório, temporalidade e agressão dirigida a uma pessoa ou a um grupo determinado.

 

 

Ações preventivas

Para prevenir práticas que podem caracterizar assédio moral e os seus prejuízos é importante a adoção de medidas que busquem resguardar as pessoas envolvidas no processo. Estabelecer diálogo sobre os métodos de organização de trabalho, realizar atividades como seminários, palestras para sensibilização sobre práticas abusivas, estabelecer e aplicar sanções administrativas são algumas das ações que podem ser adotadas.