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Palestrante diante de auditório cheio de estagiários.
Divulgação/PBH

Projeto de vida e empreendedorismo foram temas do Dia do Estagiário na PBH

21/08/2018 | 14:42 | atualizado em 21/08/2018 | 14:42

Cerca de 400 estagiários dos níveis Médio e Superior da Prefeitura de Belo Horizonte marcaram presença no evento “Dia do Estagiário”. Realizado pelo programa Movimenta PBH da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, em parceria com a Diretoria de Políticas para Juventudes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, o encontro aconteceu no Centro de Referência da Juventude, localizado no Centro da capital.


De acordo com a coordenadora do Movimenta PBH, Andréa Lages, encontros como esse são importantes porque, além do aprendizado, a iniciativa gera interação entre os jovens. “É por meio desses momentos que o estagiário sente sua importância na dinâmica do trabalho”, relata.


Para a diretora de Políticas para as Juventudes, Paola Abreu, o trabalho intersetorial é mais um meio para a escuta e para a formação das juventudes. “Um assunto novo para a gestão pública e, por isso, uma de nossas metas, é a expansão de espaços como esse, de diálogo e participação. Para isso, buscamos utilizar uma metodologia mais popular e uma linguagem mais próxima e compatível com a realidade desse público”, explica Paola.


Para dialogar com as juventudes e apresentar o universo do empreendedorismo com base nas favelas e em outras comunidades da periferia, o convidado foi João Paulo Oliveira Souza. Ele é presidente e idealizador do Fundo de Aceleração para o Desenvolvimento Vela (FA.VELA), organização sem fins lucrativos criada no ano de 2014 para promover a transformação social dos moradores, inicialmente, do Morro do Papagaio, localizado na Zona Sul de Belo Horizonte.


Na apresentação, João destacou o programa “Corre Criativo”, desenvolvido pela entidade e voltado ao público entre 18 e 29 anos. Por meio da atividade, é desenvolvido um trabalho, com o uso de tecnologia, para incentivar os jovens negros a desenvolver projetos e negócios para geração de renda dentro da própria comunidade. “A lógica é fazer frente às oportunidades que surgem dentro da favela, ganhando uma grana honesta empreendendo”, explica o presidente.


Na mensagem deixada aos estagiários, ele destacou a importância dos estudos nesse processo. “Acreditem e invistam no potencial de vocês. Façam cursos técnicos, cursos de aperfeiçoamento, participem de processos seletivos na área que vocês tenham interesse. Gosta de fazer bolos, inscreva-se em um curso de confeitaria e faça um planejamento para vender bolos”, exemplificou o palestrante.


A outra conversa foi com o psicólogo Giovanni Alberto da Silva, que fez uma abordagem sobre projeto de vida na juventude e instigou uma reflexão junto aos estagiários sobre a maneira como planejamos a vida a curto, médio e longo prazo.


Apresentação artística


Uma intervenção poética das jovens Ayana Omi Amorim e Larissa Pires Martins marcou o encontro. Elas emocionaram os participantes ao levantarem questões sobre o racismo, o preconceito e sobre as mulheres pobres e negras. Thamires Ferreira, de 19 anos, faz estágio na Escola Municipal Paulo Mendes Campos, na região Centro-Sul, e aprovou o evento. “Adorei essa interação com outros jovens e a poesia foi de arrepiar. Espero por outros encontros”, contou.


Gabriel Mattos, de 27 anos, que é estudante do curso de Gestão Pública da UFMG e faz estágio na Secretaria Municipal de Assistência Social, destacou a relevância do evento. “Hoje pude absorver informações e orientações para me planejar melhor e para empreender. Toques básicos que vão me auxiliar em decisões cotidianas”, relatou.