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Mais de kquinze estudantes visitam prédios do Progrma Vila Viva.
Foto: Divulgação PBH

Programa Vila Viva recebe visitantes de universidades de BH

10/11/2017 | 16:50 | atualizado em 25/09/2018 | 10:58

O Programa Vila Viva, coordenado pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), recebe periodicamente visitantes de escolas e governos, nacionais e internacionais, para conhecer as intervenções estruturantes realizadas nas vilas e favelas da capital. O Programa, que tem obras concluídas e outras em andamento, já beneficiou cerca de 170 mil pessoas em 12 comunidades distribuídas por todas as regiões da cidade, além da população do entorno, que também sente os efeitos positivos das aberturas e melhorias viárias.


Um exemplo são os alunos do primeiro período de enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que visitaram as intervenções do programa no Aglomerado Santa Lúcia, na região Centro-Sul, ainda em execução. Segundo a professora Ísis Eloá Machado, na disciplina de Saúde Coletiva os alunos estudam os determinantes sociais de saúde, e é importante que eles entrem em contato com uma realidade diferente da que estão habituados e vejam de perto tudo que impacta na saúde das pessoas.


Coordenadora das intervenções no local, a engenheira Walkyria Moraes conversou com os estudantes sobre o andamento das obras de saneamento e de construção de unidades habitacionais. Walkyria também falou sobre as intervenções para erradicação de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, urbanização de becos e implantação de parques. 


Além das intervenções estruturais, a Urbel também realiza um trabalho social antes, durante e depois da realização das obras. A coordenadora Marina Marques explica que, com a remoção das famílias em função de obra ou risco geológico e o reassentamento de várias delas em apartamentos construídos pelo Vila Viva, os técnicos sociais têm um papel fundamental para adaptação dos moradores ao novo modo de vida. São realizadas ações de desenvolvimento comunitário, educação sanitária e ambiental e criação de alternativas de geração de trabalho e renda. 


Aluna da UFMG, Rafaela Figueiredo ficou impressionada com os resultados das intervenções sociais. “Estou encantada e muito feliz em ver que na prática isso funciona. O conjunto do trabalho social com o físico me chamou muito a atenção. A gente achava que construía os conjuntos e ficava por isso mesmo. Esse acompanhamento faz toda a diferença”. 


Já o que chamou a atenção da aluna Bárbara Barreto foi a ligação do trabalho da Urbel com a saúde das pessoas. “É incrível como mudar a organização da vida das pessoas muda tudo. A casa nova, a ventilação, a entrada de luz, o tratamento de água: tudo isso é promoção de saúde”, ressaltou.


Os interessados em visitar o Programa Vila Viva devem entrar em contato com Ouvidoria da Prefeitura. Na semana do dia 13 de novembro, a equipe do Vila Viva Santa Lúcia receberá os alunos do curso de engenharia da Fumec.

 

 

10/11/2017. Visitas de universitários ao Programa Vila Viva. Fotos: Divulgação/PBH