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Prefeitura lança programa de obras para reduzir riscos geológicos na capital

criado em 08/06/2022 - atualizado em 09/06/2022 | 16:44

O prefeito Fuad Noman lançou nesta quarta-feira (8) o Programa de Gestão de Risco Geológico-Geotécnico de Belo Horizonte – conjunto de mais de 200 obras emergenciais para mitigar os riscos geológicos na capital, beneficiando cerca de 245 mil pessoas. Pelo menos 70 intervenções serão finalizadas ainda em 2022. Desse número, 30 estão prontas ou em finalização, 15 em andamento e 25 serão iniciadas. O investimento é de R$ 118 milhões em até 18 meses.

 

“São obras mais fáceis e outras mais complexas. Nós vamos começar, logicamente, pelas mais fáceis para poder avançar rapidamente. Vamos atingir toda a cidade”, afirmou o prefeito. Ainda segundo Fuad Noman, as intervenções inicialmente definidas são importantes para evitar que a população fique exposta às situações de risco, mas os trabalhos não ficarão restritos a elas. “Continuamos mapeando, avaliando e estudando quais são as áreas que precisam ser atendidas. Mas estamos dando um grande passo hoje, com o início desse programa, para evitar o risco, evitar mortes, evitar desabamentos e uma série de situações ruins em que a Defesa Civil tem que se virar para não deixar as pessoas morrerem”, destacou.

 

Técnicos da Prefeitura vão intensificar o mapeamento e diagnóstico de risco em todas as nove regionais da cidade, o que tornará possível o planejamento específico e captação de recursos financeiros para erradicar o problema que atinge significativamente Belo Horizonte no período chuvoso.

 

Para se ter uma ideia, em 2020 – ano em que a cidade foi castigada por fortes chuvas -, foram demandadas 4.820 vistorias de avaliação de risco geológico, 70% a mais em relação aos cinco anos anteriores. Também em 2020 foram removidas 1.050 famílias, número bem superior à média anual de 30 famílias no período de 2015 a 2019.

 

O Programa de Gestão de Risco Geológico-Geotécnico de Belo Horizonte terá duas etapas: a primeira, de curto prazo, prevê a execução de obras já elencadas e projetos. Na segunda etapa haverá a licitação do diagnóstico de risco ampliado (no médio prazo) e viabilização e captação de recursos para obras de reassentamento (a longo prazo).

 

Serão feitas intervenções em pés de encostas, estabilização dos morros, além de esgotamento e drenagem, para evitar que a água não escorra e desestabilize os barrancos.

 

Confira aqui  os pontos onde ocorrerão as obras previstas no Programa de Gestão de Risco Geológico-Geotécnico de Belo Horizonte.