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Prefeitura lança aplicativo de combate à dengue

27/12/2017 | 10:38 | atualizado em 29/12/2017 | 16:25

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lançou nesta quarta-feira, dia 27 de dezembro, o aplicativo “BH sem Mosquito”, uma ferramenta que avisa ao usuário quando e onde deve ser feita uma vistoria, eliminando água para evitar possíveis focos do mosquito – transmissor da dengue, zika e chikungunya. 


Por meio do “BH sem Mosquito”, o usuário pode escolher o dia e horário em que o aplicativo emite um alerta, para ser lembrado de fazer uma pequena ronda em casa ou empresa para verificar se há acúmulo de água em algum local. “Levantamento recente realizado pela Prefeitura mostra que 87% dos focos estão nas casas. Isto vem crescendo ao longo dos anos. Por isso a importância desse aplicativo, que é uma forma simples que o cidadão tem para contribuir neste combate ao mosquito”, explica o subsecretário de Promoção e Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, Fabiano Pimenta.


O aplicativo “BH sem Mosquito” disponibiliza ainda o mapa de ações, no qual é possível verificar a localização por regional e o número de pessoas utilizando o app. Este mapa reúne as contribuições dos usuários e pode ser utilizado para nortear as ações do poder público, pois é possível filtrar os itens que estão sendo mais trabalhados pela população e também em quais regiões. 


O aplicativo conta com informações sobre o Aedes aegypti, como ciclo de vida, características do mosquito e forma de contágio. É possível também verificar as doenças que podem ser transmitidas, sintomas e tratamentos. “O aplicativo possibilita verificar no seu entorno quantas pessoas estão fazendo o check list semanal. Ou seja, ao ver que na minha rua tem pouca adesão, posso ir ao vizinho e mostrar a ferramenta e falar da importância da ação de cada um. Em 2016, foram 61 mortes por dengue. Cada pessoa que não faz a sua parte pode estar contribuindo para a morte de um familiar ou de um vizinho” alerta o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, enfatizando a gravidade da doença. 


O “BH sem Mosquito” está disponível gratuitamente para os sistemas Android e IOS. As informações coletadas por ele são utilizadas de maneira privada pela Prefeitura, sendo anônima a participação dos usuários. O aplicativo é uma importante ferramenta colaborativa que pode ser utilizada associada a outras ações desenvolvidas pela PBH no combate ao vetor, como as vistorias dos Agentes de Combate a Endemias e ações de Mobilização Social. 

 

Redução de casos

Os casos de dengue em Belo Horizonte tiveram em 2017 uma queda de 99,4% em relação ao mesmo período do ano passado. São 905 casos confirmados contra 154.897 em 2016. Mesmo com a redução, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) intensifica as ações de combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, buscando proporcionar as condições para a sustentabilidade da situação e do baixo número de casos de doenças.
 

Como recomendam a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, a PBH executa uma série de medidas integradas para o combate ao Aedes aegypti. Até o fim de novembro deste ano, os Agentes de Combate a Endemias e os Agentes Comunitários de Saúde realizaram cerca de cinco milhões de vistorias em imóveis, a fim de eliminar os possíveis focos do mosquito e orientar a população sobre as formas de prevenção.
 

Além da visitas dos agentes aos imóveis, em 2017 foram realizadas ações de Ultra Baixo Volume (UBV) na capital em 81 raios, abrangendo 707 quarteirões, totalizando 27.242 imóveis beneficiados. O UBV é um produto químico aplicado por meio de equipamentos costais motorizados. A aplicação é indicada para matar o Aedes aegypti já na fase adulta (mosquito), ou seja, a fase na qual a fêmea do mosquito transmite a doença.
 

Diante do risco de casos de microcefalia associados a mães que tiveram contato com o zika vírus, a PBH também já instalou mais de 1.280 telas impregnadas com inseticidas em casas de gestantes. A prioridade é para grávidas que moram em locais com circulação do zika vírus e que estejam no primeiro ou no segundo trimestre de gestação. As telas também foram instaladas em hospitais e nas nove Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da capital.
 

A tela oferece dupla proteção por representar obstáculo de barreira física e química ao Aedes aegypti. O equipamento consiste em uma tela de malha fechada impregnada por produto inseticida que contém cipermetrina e polietileno não inflamável. Este produto é aprovado pela Organização Mundial da Saúde.

 

Para 2018, além da manutenção das atividades já desenvolvidas pela PBH e das parcerias com a sociedade civil organizada e setor privado, o objetivo é ampliar esses trabalhos e avançar em projetos atualmente desenvolvidos em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde, com vistas à sua implantação em larga escala, destacando-se projetos como Wolbachia, Armadilhas dispersoras de larvicidas e Arbo-Alvo.