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Duas pessoas atravessam a rua em direção à Igrejinha da Pampulha. À frente, escada da Praça Dino Barbieri.
Foto: Andrea Moreira

Praça Dino Barbieri é atração da Orla da Lagoa da Pampulha

08/03/2018 | 16:55 | atualizado em 02/04/2018 | 09:15
Passear na Pampulha faz parte da rotina de muitos moradores de BH. Circular pela orla da Lagoa, seja correndo, caminhando, pedalando ou patinando, é um programa que atrai muita gente. Além dos equipamentos culturais que compõem o Complexo Arquitetônico da Pampulha, as pessoas podem encontrar outros espaços de lazer e diversão na orla.


Um deles é a Praça Dino Barbieri. Situada em uma área de, aproximadamente, 9.500 m², tendo de ao fundo a Igreja de São Francisco de Assis ou Igrejinha da Pampulha, a Praça Dino Barbieri é uma excelente opção para caminhar, pedalar ou simplesmente descansar e contemplar a natureza.


Inaugurada em 1943, junto com a Igrejinha da Pampulha, anteriormente era chamada Praça das Mangueiras devido ao grande número destas árvores concentradas lá. Teve o nome alterado em 2003, conforme a Lei nº 8713 de 27 de novembro de 2003, em homenagem ao Padre Dino Barbieri por sua importante atuação na região da Pampulha.



Paisagismo brasileiro 

Aldragos, agapantos, paineiras vermelhas, abricós de macaco. Pau mulato, sibipirunas, ipês-roxo-de-bola. Entre árvores de médio e grande porte, flores e forrações, estas são algumas das espécies encontradas nos jardins que compõem a Praça Dino Barbieri.


Dona de um paisagismo autenticamente brasileiro com plantas da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica, projetado pelo artista plástico e arquiteto paisagista Roberto Burle Marx, em 2015, a praça passou por uma revitalização. A intervenção restaurou as calçadas, melhorou a acessibilidade com a construção de rampas, instalou nova iluminação e fechou a via de trânsito em frente à Igrejinha, ampliando o espaço para o público ficar mais à vontade. 
  


Esporte, lazer e cultura

A prática de esportes está mais frequente na praça, que se tornou um local tranquilo para andar de bicicleta e patins, pois há espaço para todos! Moradora do Caiçara, a servidora do TRT, Jaqueline Pereira, utiliza a orla da Lagoa há cerca de 12 anos para a prática de corrida. Aproveitando a sombra das árvores, ela faz exercícios de alongamento. “Venho aqui três vezes por semana. O espaço melhorou depois da reforma, principalmente com o fechamento da rua.” Para Jaqueline, esta mudança trouxe qualidade para todos. “Hoje podemos ouvir os passarinhos e ver outros bichinhos por aqui. Trouxe até mais vitalidade para as árvores. Foi ótimo para as famílias, os atletas e para a natureza também”, disse. 


Empresário no ramo de restaurantes, o ex-jogador da seleção brasileira e dos times Atlético e Cruzeiro nas décadas de 70 e 80, Elias Simões Salomão, o Branco, pratica corrida na orla da Lagoa há mais de 20 anos. Ele conta que passa pela praça cinco vezes por semana, sempre pelas manhãs, e acompanhou de perto as mudanças ocorridas. “A reforma ampliou a área da praça. Ficou muito bom. Deu oportunidade para as famílias estarem juntas. Não podemos perder isso.” 


É possível ver por lá casais de noivos posando para seu álbum de fotografias, aproveitando a Igrejinha como cenário e inspirando os mais românticos! Há também escolas municipais e estaduais que realizam excursões e atividades educativas para os estudantes. E tem ainda os diversos turistas que vêm para observar e fotografar principalmente a Igrejinha da Pampulha.


A praça tem sido utilizada também como local de eventos culturais. A artista plástica Estella Cruzmel realizou algumas edições de seu projeto “Santa Leitura – Uma biblioteca a céu aberto”. É um projeto social, democrático e sem fins lucrativos cujo objetivo é despertar e incentivar o maior número de pessoas ao hábito da leitura, além de promover cultura em geral, incentivando a formação de um caráter crítico e cidadão. “Este projeto acontece em meio à natureza, com muitos livros e contação de histórias. Acho muito importante porque proporciona liberdade no contato com o livro, com a natureza e as pessoas”, explicou Estella.


A praça tem proporcionado também novas oportunidades. Há cerca de três anos, o escritor e professor de português e francês Vicente Gonçalves, morador no bairro Ouro Preto, começou a frequentar ali, uma vez por semana, um grupo de Lian Gong em 18 Terapias da Prefeitura de Belo Horizonte. À medida que se enturmou, o pessoal descobriu seu talento para o ensino de francês e não deu outra: formaram uma turma para estudar francês, após os exercícios da prática corporal. Atualmente ele dá aulas de francês para cinco estudantes. “Aqui é muito agradável para estudar. A turma é bastante interessada e todos gostam do espaço, da natureza”, contou. “Importante também dizer que é um lugar muito tranquilo e nunca tivemos problema com assaltos, pois aqui temos o guarda municipal o tempo todo”, ressaltou Miriam, uma de suas alunas.


É muito comum observar famílias em atividades de lazer em toda a área da praça. Morador do bairro Ouro Preto, Heros Júnior gosta de levar o filho Joaquim, 2, para passear por lá pelo menos uma vez na semana. “Aqui é bonito e é bom para o Jojo ter contato com o verde. Ele gosta muito de ver os patinhos na lagoa e os passarinhos nas árvores.” Para o casal José Carlos de Jesus e Arlete Martins, que moram no Saramenha, a caminhada na praça faz bem. “Fazemos caminhada diária. É um privilégio ter um espaço assim.”