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Carnaval de Belo Horizonte atinge recordes históricos em 2026
Foto: Júnia Garrido/PBH

Carnaval de Belo Horizonte atinge recordes históricos em 2026

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A edição de 2026 do Carnaval de Belo Horizonte chegou ao fim com números históricos: recorde de foliões nas ruas, alto nível de segurança, expressiva movimentação econômica, alta taxa de ocupação hoteleira e investimentos ampliados para os diversos atores que constroem a festa. Os 23 dias de programação e 457 desfiles de blocos de rua atraíram 6,6 milhões de foliões, dos quais 349 mil turistas. A movimentação financeira foi estimada em R$ 1,4 bilhão.

A atuação integrada dos órgãos municipais gerou indicadores positivos na segurança, saúde e limpeza urbana. O balanço com os dados do Carnaval foi divulgado nesta quarta-feira durante solenidade, na sede da PBH, que reuniu o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, secretários municipais e diversas personalidades envolvidas na folia.

“A gente bateu praticamente todos os recordes da história do Carnaval. E eles têm muita importância para nós. Não só aquele número de foliões que a gente ultrapassou os 6 milhões no ano passado. A gente não registrou ocorrências de feminicídio ou de importunação sexual. O nosso Carnaval é o mais seguro e é o mais bem preparado e estruturado Carnaval de rua do Brasil. E é um Carnaval de graça. É um Carnaval onde a pessoa vem para brincar e ela não precisa se preocupar em pagar o camarote A ou B para ela poder curtir o Carnaval”, enfatizou o prefeito.

O presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel destacou que “o Carnaval reafirma Belo Horizonte como um destino que combina cultura, hospitalidade e experiências autênticas. O aumento da presença de turistas nacionais e internacionais, aliado aos índices de satisfação e recomendação, mostra a força da festa na atração de visitantes. Mais do que uma celebração, estamos falando de uma estratégia de desenvolvimento turístico que gera emprego, renda, fortalece a cadeia produtiva e projeta Belo Horizonte para o Brasil e para o mundo”.

 

Atuação Integrada

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte não registrou casos de assédio durante o período oficial, e as ocorrências atendidas foram, em sua maioria, de baixa gravidade. Na área da limpeza urbana, foram recolhidas 1.260 toneladas de resíduos, com a destinação de cerca de 52 toneladas de material reciclável pelo programa Recicla Belô.

Na saúde, os Postos Médicos Avançados (PMAs) realizaram 288 atendimentos, sem registros de casos de maior complexidade. A fiscalização ocorreu de forma intensiva ao longo de todo o Carnaval, com foco na orientação, no ordenamento urbano e na regulação das atividades festivas, somando mais de 12 mil ações.

A avaliação média geral do evento foi de 8,6, índice que se mantém em relação ao ano anterior, evidenciando a consolidação da festa como uma experiência positiva para o público. Ao todo, 74,9% dos foliões tiveram suas expectativas plenamente atendidas ou superadas, sendo que, para 31,1%, elas foram superadas, reforçando o alto nível de satisfação com a festa da capital mineira.

Planejamento para 2027

O Carnaval de Belo Horizonte já tem seu período oficial definido para 2027. Entre os dias 23 de janeiro e 14 de fevereiro, a cidade volta a se transformar em palco de uma programação diversa, descentralizada e voltada para diferentes públicos, recebendo centenas de cortejos, apresentações culturais e diversas outras ações que marcam o período.

Após a finalização dos relatórios e consolidação dos dados da edição de 2026, serão realizadas reuniões com os blocos de rua, escolas de samba e blocos caricatos para o aperfeiçoamento dos editais, incluindo a antecipação do cronograma, maior previsibilidade na liberação de recursos e o aprimoramento dos critérios de habilitação. 

Pesquisa com o folião do Carnaval de BH 

Com o objetivo de identificar e monitorar as características dos foliões que participaram da edição de 2026 do Carnaval de Belo Horizonte, a Belotur aplicou a tradicional Pesquisa do Folião. Entre moradores e visitantes que já haviam participado de edições anteriores, 59,2% afirmaram que o evento apresentou melhorias. Os principais avanços citados foram organização (41,4%), segurança (29,5%) e infraestrutura geral (15,7%).

A nota de recomendação do Carnaval de Belo Horizonte alcançou 9,3, demonstrando forte intenção de retorno e indicação da festa para outras pessoas. A pesquisa também aponta crescimento da participação turística. Do total de foliões, 76,3% são moradores e 23,7% visitantes, percentual superior ao registrado em 2025, quando os turistas representavam 18% do público.

A maioria dos visitantes veio do interior de Minas Gerais (51,1%), seguida por São Paulo (17,4%), Distrito Federal (9,6%), Rio de Janeiro (3,1%), Espírito Santo (3,1%) e Rio Grande do Sul (2,5%). Entre as cidades de origem mais frequentes estão Brasília, São Paulo, Divinópolis, Juiz de Fora e Uberlândia. A estimativa é que cerca de 349 mil turistas tenham participado da festa, sendo que 93% deles indicaram o Carnaval como principal motivo da viagem.

A pesquisa também registrou a presença de turistas internacionais, com destaque para visitantes da Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Os visitantes permaneceram, em média, 3,8 dias na cidade durante o período festivo, com gasto médio individual diário de R$ 575,38, crescimento em relação a 2025, quando o valor foi de R$ 483,38. Já entre os moradores, o gasto médio total per capita ao longo do evento foi de R$ 154,85, patamar semelhante ao do ano anterior. Em relação à hospedagem, a maior parte dos visitantes ficou em casas de parentes e amigos (46,7%), seguida por hotéis e pousadas (28,3%) e plataformas de aluguel por temporada, como Airbnb (16,4%).

O perfil do público visitante indica predominância masculina (55,6%), enquanto entre moradores a maioria se identifica com o gênero feminino (53,2%). A idade média dos visitantes foi de 32 anos e a faixa de renda familiar mais recorrente está entre 3 e 5 salários mínimos (23,3%). Entre os entrevistados, 69,7% são solteiros e 58,3% possuem ensino superior ou pós-graduação.

A pesquisa também evidencia o alinhamento do público com pautas de diversidade e sustentabilidade. Questionados sobre a importância de promover o respeito à diversidade sexual e de gênero em eventos públicos, os foliões atribuíram nota média de 9,7. Entre os participantes, 33% declararam fazer parte da comunidade LGBTQIAPN+. Já em relação ao comprometimento com a responsabilidade ambiental, a média foi de 8,7, e 81,7% dos entrevistados afirmaram atuar como promotores dessa temática, reforçando o papel do Carnaval como espaço de convivência, inclusão e conscientização social.

Hotelaria

O Carnaval de Belo Horizonte 2026 movimentou o setor hoteleiro neste mês de fevereiro, em especial entre os dias 13 a 17. A taxa de ocupação de toda a cidade atingiu 83,5%, superando a porcentagem de 76,73% do último ano. Já a região Centro-Sul alcançou a média de quase 100%, acima da média de 2025 quando chegou a 82,10%. Todos os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIHMG).

Movimentação do Aeroporto e da Rodoviária

De acordo com o Terminais BH, a Rodoviária de Belo Horizonte registrou a circulação de aproximadamente 200 mil passageiros entre os dias 12 e 19 de fevereiro, período que concentrou o fluxo de embarques e desembarques durante o Carnaval. Já o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, conforme apurado com o BH Airport, recebeu 260.245 passageiros no período de 12 a 19 de fevereiro de 2026. Em relação ao ano de 2025, houve um aumento de 3.311 passageiros, considerando o mesmo período.

Bares e Restaurantes

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), a avaliação dos bares e restaurantes localizados nas regiões que receberam blocos de rua durante o Carnaval de Belo Horizonte foi positiva. De acordo com o órgão, a cada ano, mais empresários compreendem a dinâmica do evento e ajustam suas estratégias para aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento do fluxo de pessoas na cidade.

Infraestrutura e geração de emprego e renda

Estima-se que o Carnaval tenha gerado aproximadamente 25 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Entre os destaques, estão os ambulantes: 11.528 profissionais foram cadastrados para atuar na comercialização de bebidas e adereços durante o período oficial da festa.

Segundo a Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte, o lucro da categoria superou o registrado no último ano, evidenciando o crescimento do evento. A expectativa inicial dos ambulantes era alcançar lucro médio de R$5 mil no período; no entanto, já há relatos de vendedores que, apenas nos quatro dias de feriado, atingiram faturamento médio de R$ 3 mil por dia.

No que diz respeito à infraestrutura, a Prefeitura contratou 15.438 diárias de banheiros químicos, somando as estruturas fixas instaladas durante o feriado e as cabines volantes posicionadas nos percursos dos blocos que desfilaram pela cidade. Desse total, 442 unidades foram adaptadas para pessoas com deficiência, reforçando o compromisso com a acessibilidade. O número de banheiros foi superior ao de 2025, quando 13.610 diárias foram disponibilizadas.

Além disso, foram instaladas 33.609 estruturas de proteção em diferentes pontos da cidade, incluindo grades baixas móveis e fixas, grades altas e placas de fechamento. A medida teve como objetivo garantir a preservação de jardins, equipamentos urbanos, espaços públicos e monumentos tombados, assegurando a realização da festa com cuidado ao patrimônio e ao ambiente urbano.

Belo Horizonte em evidência 

Levantamentos baseados em dados de buscas na plataforma Google, divulgados pelo instituto especializado Conversion News, apontam Belo Horizonte entre os destinos mais pesquisados pelos brasileiros para o Carnaval de 2026, ao lado de cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Nos resultados de pesquisa no Google, o Portal Belo Horizonte, plataforma oficial da folia da capital, alcançou mais de 11 milhões de impressões a partir de pesquisas de diversas palavras-chave, como “blocos de carnaval bh”, “programação carnaval bh 2026”, “carnaval bh 2026”, “carnaval bh” e “blocos bh”. Somente com a busca pelo termo “carnaval 2026”, o site foi exibido mais de 225 mil vezes. O hotsite do Carnaval de Belo Horizonte obteve, no período, mais de 1,7 milhão de acessos.

A capital mineira se manteve entre os cinco destinos mais procurados para o período nas plataformas de hospedagem e experiências como Booking.com, Decolar e Civitatis, além de figurar como o segundo destino mais buscado nas operadoras rodoviárias Buser e ClickBus. Já a companhia aérea Azul Linhas Aéreas indicou que Belo Horizonte esteve entre os três destinos mais procurados em suas rotas para o período carnavalesco.

A Skyscanner, plataforma internacional de viagens, registrou ainda um aumento de 24% nas buscas por passagens para a capital durante a época do Carnaval, em comparação com o mês anterior.

Valorização aos atores da festa

Grandes protagonistas do Carnaval de Belo Horizonte, os blocos de rua, escolas de samba, blocos caricatos e blocos afros novamente marcaram presença com cortejos que reafirmaram a diversidade cultural, a criatividade e a força da festa nas ruas da capital.

Ao todo, 457 blocos de rua desfilaram por todas as regionais da cidade, movimentando desde pequenas comunidades até verdadeiras multidões. A Prefeitura de Belo Horizonte investiu R$ 3,21 milhões nos cortejos, além de disponibilizar uma ampla estrutura de apoio que incluiu banheiros químicos, grades de proteção, serviços de limpeza, intervenções viárias e ações de ordenamento urbano.

As escolas de samba e os blocos caricatos também se destacaram nos desfiles de passarela. Nos dias 16 e 17 de fevereiro, a Avenida dos Andradas se transformou em um grande palco a céu aberto e, com arquibancadas lotadas, a Escola de Samba Estrela do Vale e o Bloco Caricato Estivadores do Havaí se sagraram campeões. Ao todo, foram investidos R$ 3,77 milhões nas apresentações.

Segurança

A Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, com a Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH) e o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), desempenhou papel estratégico na proteção e cuidado com foliões e não-foliões. A atuação integrada garantiu ruas mais seguras, coibiu violências, preveniu danos ao patrimônio público, combateu a importunação sexual e assegurou o bom funcionamento da cidade ao longo da festividade.

O COP-BH atuou de forma articulada com mais de 20 instituições públicas e privadas, responsáveis pela gestão de todos os eventos programados para o Carnaval 2026.  O videomonitoramento contou com mais de 5 mil câmeras distribuídas pela cidade, sendo 1,6 mil nos trajetos dos blocos.  O COP-BH contou, ainda, com as imagens dos sobrevoos de drones de diversas instituições de segurança.

Foram registradas 293 ocorrências integradas, dentre elas desobstrução de vias por estruturas móveis ou fixas instaladas de modo irregular, autuação de veículos estacionados em local proibido, autuação de eventos não licenciados, apoio a pessoas com intoxicação alcoólica e remanejamento de banheiros químicos.

Agentes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher estiveram presentes nos trios elétricos e entre os foliões, distribuindo quase 7 mil tatuagens temporárias da campanha "NÃO É NÃO", reforçando a importância do respeito às mulheres. Não houve registro de assédio.

O  Grupamento Especializado de Apoio e Proteção ao Turista, que prestou quase 300 assistências a visitantes estrangeiros, com agentes bilíngues capacitados em diferentes idiomas, como inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês, além da comunicação em Libras. 

Baixa quantidade de registros

Entre as 17 ocorrências registradas pela Guarda Municipal nas ruas, houve quatro casos de tráfico de drogas (queda de 33%), três de lesão corporal (queda de 25%) e dois de furto (queda de 60%). Mais de de 9 mil foliões receberam orientações preventivas com dicas de segurança durante a folia, o que representa um crescimento de 55,3% em comparação ao ano anterior. Ao todo, quase 15 mil informações foram repassadas pelos agentes ao público da festa.

Ao longo dos 23 dias de folia, 4.963 pessoas foram abordadas, um aumento de 33% em relação a 2025. Foram registradas 20 prisões e conduções em 2026, frente às 18 do Carnaval anterior, demonstrando que a ampliação da presença operacional resultou em controle efetivo e baixa incidência de crimes graves durante o período festivo. 

Limpeza Urbana

Os garis da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) recolheram 1.260 toneladas de resíduos nas áreas por onde passaram os blocos de Carnaval durante os 23 dias de folia. Apenas no período do feriado, de 14 a 18 de fevereiro, foram retiradas 848 toneladas de lixo.  Cerca de 1,5 mil garis trabalharam exclusivamente na operação de limpeza do Carnaval.

Ao longo dos trajetos dos blocos, a SLU instalou contêineres de 240 litros para o descarte adequado de resíduos. Também foram disponibilizados 23 contêineres específicos para a coleta de garrafas de vidro, resultando no recolhimento de 12,4 toneladas do material, que será destinado às cooperativas de catadores.

ReciclaBelô

A coleta seletiva contou com a participação de aproximadamente 440 catadores autônomos credenciados pelo projeto ReciclaBelô, que recolheram cerca de 51,7 toneladas de materiais recicláveis entre os dias 14 e 17 de fevereiro. O ReciclaBelô recebeu da SLU o valor de R$ 499,3 mil, garantindo o pagamento de diárias mínimas de R$ 150 a cada catador.

Além desse repasse, o ReciclaBelô teve à disposição uma estrutura fornecida pela Belotur, no valor de R$ 114,2 mil. O investimento contemplou a instalação de quatro centrais de triagem equipadas com tendas, mesas, cadeiras, fornecimento de energia elétrica, caixas térmicas, gelo, água e segurança privada 24 horas.

Mobilidade Urbana

A operação de mobilidade para o Carnaval de Belo Horizonte 2026 contou com o trabalho de cerca de 430 profissionais, atuando diretamente nas ruas ou no COP-BH. Durante os desfiles de blocos, foram feitas aproximadamente 4 mil interdições nas ruas. Foram reservadas oito áreas para os desfiles dos blocos, sendo cinco na Área Central, uma em Santa Tereza, uma na Pampulha e uma na Avenida dos Andradas.

A estrutura fixa de interdições de vias e desvios no trânsito garantiu a segurança durante os desfiles, preservando a mobilidade e minimizando os impactos para quem precisou se deslocar para trabalhar. A Rota Hospitalar foi uma das prioridades durante a folia, garantindo o acesso da população e dos veículos de urgência à região dos hospitais.

A parceria entre a Prefeitura e o Google viabilizou, mais uma vez, que as intervenções de trânsito fossem disponibilizadas no Waze e no Google Maps, orientando os motoristas sobre os locais interditados e o melhor caminho para chegar ao destino.

Foram realizadas mais de 13 mil viagens diárias de transporte coletivo, transportando mais de 3,1 milhões de passageiros durante todos os dias de folia. Foram implantados 19 pontos de táxi no entorno das áreas reservadas para desfiles dos blocos. No domingo de Carnaval, o programa Catraca Livre transportou mais de 320 mil passageiros gratuitamente. O programa Madrugão funcionou durante todos os dias do período do Carnaval, permitindo atendimento noturno em toda a cidade.

O “Posso Ajudar?” realizou mais de 11 mil atendimentos com informações sobre trânsito e transporte. A operação Cata Perdido transportou 169 usuários do transporte coletivo que tinham dificuldades para acessar os novos pontos de ônibus, prioritariamente, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas em tratamento em clínicas de nefrologia.

Saúde

Durante o feriado de Carnaval foram prestados 288 atendimentos nos dois Postos Médicos Avançados (PMAs) instalados no Centro de Referência das Juventudes (CRJ) e na UPA Centro-Sul. A maior parte dos casos foi por intoxicação alcoólica e traumas leves. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 226 chamados envolvendo foliões.

A Vigilância Sanitária (Visa) atuou na fiscalização da comercialização de alimentos e bebidas, além das condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos. Foram registradas 21 denúncias durante o Carnaval, resultando em cinco autuações, sendo quatro advertências e uma interdição na área de manipulação de alimentos de uma casa de shows.

Entre os estabelecimentos denunciados também estão supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes e hortifrútis. As irregularidades mais frequentes foram de presença de pragas urbanas (roedores, moscas e baratas), produtos vencidos, alimentos deteriorados ou mal acondicionados.

Desde janeiro foram vistoriados 604 estabelecimentos, com registro de 82 termos de intimação e 101 advertências, principalmente por armazenamento inadequado de alimentos e ausência de proteção. Também foram emitidos nove autos de apreensão, com o recolhimento de 152 quilos de produtos impróprios para o consumo, além da aplicação de sete multas por falhas nas condições de limpeza e higienização dos estabelecimentos.

Fiscalização

A PBH atuou de forma intensiva durante o período oficial do Carnaval, com foco na orientação e na organização das atividades festivas. A Fiscalização Urbanística e Ambiental atuou com um efetivo de mais de 660 profissionais, entre fiscais e agentes, e realizou mais de 12 mil ações entre 31 de janeiro e 22 de fevereiro.

Entre as iniciativas desenvolvidas, 60 vistorias relacionadas à poluição sonora e 5.801 abordagens a ambulantes, com verificação de credenciais. Foram licenciados 235 eventos privados, 54,6% a mais em relação a 2025. 

Direitos Humanos

Antes mesmo do início da festa, foram promovidas ações formativas com blocos de rua, organizadores e trabalhadores envolvidos no evento, abordando temas como prevenção à violência, enfrentamento ao assédio, proteção de crianças e adolescentes e respeito à diversidade. Também foram desenvolvidas campanhas informativas direcionadas a cidadãos e turistas, com orientações claras sobre direitos, canais de denúncia e serviços disponíveis na cidade, fortalecendo a cultura do cuidado e da corresponsabilidade.