5 December 2025 -
O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres é celebrado neste sábado (6), com início da Campanha Laço Branco, uma mobilização mundial. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP) promoveu uma roda de conversa dedicada ao engajamento dos homens no enfrentamento ao problema, atividade que integrou os “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. A SMSP atua de forma permanente no enfrentamento à violência contra a mulher com iniciativas para proteção, prevenção e atendimento humanizado em Belo Horizonte. Dentre as ações da Guarda Civil Municipal destacam-se o Grupamento Especializado de Proteção à Mulher e o Programa Proteja Mulher.
A SMSP desenvolve programas, protocolos e iniciativas educativas que promovem a conscientização da população, qualificam o atendimento às mulheres e meninas em situação de violência e ampliam a rede de apoio e responsabilização. Há mais de dois anos, instituiu o Grupamento Especializado de Proteção à Mulher, que atua de forma integrada com o Tribunal de Justiça, Ministério Público e a Polícia Civil.
A Guarda Municipal promove campanhas educativas, ações de prevenção, apoio humanizado às vítimas em situação de violência, bem como o monitoramento do cumprimento de medidas protetivas de urgência. Há atividades de combate à importunação sexual, disseminação de informações sobre direitos das mulheres e divulgação dos canais de denúncia.
O Grupamento também realiza rodas de conversa em unidades de saúde, escolas e organizações da sociedade civil, além de ações educativas em vias públicas, parques, praças, estações de ônibus, bares e restaurantes. Essas atividades fortalecem o conhecimento da população sobre a rede de proteção e contribuem para romper ciclos de violência.
Proteja Mulher
O Programa Proteja Mulher é voltado às situações de violação de direitos de mulheres e meninas, destinado especialmente às mulheres com medidas protetivas de urgência deferidas e que foram encaminhadas pelos órgãos e serviços da rede de proteção. O objetivo é garantir acolhimento humanizado, orientação e acesso aos serviços disponíveis no município. São duas frentes de atuação: pós-ocorrência, com contato telefônico para verificar procedimentos essenciais e orientar sobre a rede de apoio; e acompanhamento e fiscalização de medidas protetivas, realizado por meio de visitas presenciais e ligações periódicas para prevenção de novos episódios e monitoramento da pessoa agressora.
As mulheres acompanhadas recebem acesso ao aplicativo E-bodyGuard, que permite acionamento imediato da Guarda Civil em situações de emergência. O programa pode ser encerrado a qualquer momento, conforme a vontade da mulher atendida.
Cabine Lilás
Outra importante ação é a Cabine Lilás, localizada na Sala de Controle Integrado do Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH). Funcionando 24 horas, o espaço é ocupado por agentes femininas da Guarda capacitadas para oferecer atendimento acolhedor para mulheres em situação de violência.
Prevenção à violência de gênero
A Diretoria de Prevenção Social à Criminalidade executa uma série de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero, fortalecendo vínculos, ampliando proteção e criando espaços seguros de diálogo e acolhimento. Entre essas iniciativas está o Coletivo de Meninas, na região do Barreiro, criado em 2024 e que oferece a adolescentes um ambiente protegido para discutirem vivências atravessadas pela violência de gênero e pelo racismo, promovendo conscientização, autonomia e reconhecimento de direitos.
No mesmo ano foi criado o Grupo de Mulheres, também no Barreiro, que utiliza o artesanato como ferramenta terapêutica para a expressão simbólica de experiências de violência, estimulando autoestima, redes de apoio e capacidades de mediação de conflitos.
Há, ainda, o projeto Kilamba Mulheres, voltado para mulheres adultas em situação de vulnerabilidade psicossocial e de violência doméstica na região da Pedreira Prado Lopes (Noroeste). A iniciativa oferece rodas de conversa e oficinas de artesanato e costura que fortalecem a convivência, estimulam o empoderamento, promovem a redução de danos e ampliam os vínculos sociais e comunitários.
Outro destaque é o projeto Entre Vozes e Caminhos, que desde maio de 2025 realiza rodas de conversa com adolescentes meninas em escolas públicas situadas nos territórios prioritários do programa Territórios de Prevenção, como Alto Vera Cruz, Granja de Freitas e Taquaril (região Leste). Os encontros promovem diálogo, escuta qualificada, troca e fortalecimento de pares, além de difundir informações sobre Direitos da Criança e do Adolescente, Direitos Humanos, Direitos das Mulheres e Direitos da Juventude.
O objetivo central é garantir um ambiente protegido onde as adolescentes possam refletir sobre suas vivências, elaborar sentidos para suas experiências e construir novas formas de compreender a si mesmas e o mundo ao redor.
Engajamento dos homens
Nesta semana, a Diretoria de Prevenção Social à Criminalidade e do Grupamento especializado de Proteção à Mulher, promoveu uma roda de conversa dedicada ao engajamento dos homens no enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade integrou os “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” e a Campanha do Laço Branco, realizada no auditório da Guarda Municipal, com um público predominantemente masculino, formado por agentes da corporação.
A iniciativa reforçou o compromisso da Prefeitura com a prevenção, a proteção e o acolhimento de mulheres e meninas em situação de violência. Com o tema “Agentes de transformação: como levar o compromisso do Laço Branco para o seu dia a dia.”, o encontro buscou estimular a reflexão sobre o comportamento masculino e a construção de práticas que contribuam para ambientes mais seguros, respeitosos e igualitários.
A proposta foi mobilizar os participantes a assumirem um papel ativo na prevenção das diversas formas de violência de gênero. A condução da roda de conversa foi de Alfredo Rabelo, cofundador do Instituto Casa da Palavra e facilitador de grupos de responsabilização de homens autores de violência doméstica, e do investigador Douglas Santiago, integrante do Programa Dialogar, da Polícia Civil. Os facilitadores apresentaram reflexões sobre cultura de paz, mudança de atitudes, impactos sociais da violência e a importância da responsabilização do agressor.
