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Lateral do Museu de Arte da Pampulha, com árvores e lagoa ao fundo.
Foto: Breno Pataro/PBH

Museu de Arte da Pampulha exibe obras inéditas de Paulo Nazareth

05/12/2018 | 18:04 | atualizado em 05/12/2018 | 18:58

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, inaugura no próximo sábado, dia 8 de dezembro, no Museu de Arte da Pampulha a exposição “Faca Cega”, do artista brasileiro Paulo Nazareth. Serão expostas obras “site-specific” e outros trabalhos do artista que dialogam com o território da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com a história do Museu.

 

Trata-se de uma exposição inédita, constituída com obras provocativas, criadas ou reunidas especialmente para o contexto do Museu da Pampulha.  A mostra fica em cartaz até o dia 31 de março de 2019, podendo ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h, com entrada gratuita.

 

A exposição Faca Cega ocupará diversos espaços do Museu de Arte da Pampulha: seus jardins, o próprio espaço expositivo e a biblioteca. São mais de 40 obras em vários formatos, como desenhos, vídeos, coleções de objetos encontrados, fotografias e instalações.

 

“Alegra-nos ocupar o Museu de Arte Pampulha, este importante equipamento cultural da cidade de Belo Horizonte, em especial, com a produção artística de Paulo Nazareth que nos faz refletir sobre o papel dos museus no mundo contemporâneo, sobretudo quanto à aproximação do público com a arte, a dessacralização do espaço museal e dos objetos de arte”, comenta o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira.

 

Na programação, constam diversas ações artísticas, a apresentação de obras inéditas realizadas ao longo do período expositivo, tais como performances, situações e experiências em que o público é convidado a fruir e a interagir.  Do programa educativo, também constam atividades de mediação relacionadas à exposição.

 

Um dos exemplos de intervenção no espaço externo do Museu é “Brasília - Jogos de Azar”. Paulo Nazareth adapta, no jardim projetado por Burle Marx, um modelo amarelo ouro de um automóvel que foi um dos carros-chefes do “milagre econômico”; duas máquinas de jogos eletrônicos e uma de música que podem ser usadas pelos visitantes.

 

Importante viés da obra do artista são as imbricações entre o animal e seu uso econômico. O que poderá ser vivenciado na obra “Escuta”, uma instalação que entrelaça nas colunas de inox do prédio um emaranhado de fios com dezenas de orelhas de porco defumadas e penduradas, e também no vídeo “Capando Porcos”, que poderá ser visto pelo público no auditório.

 

Símbolos do desenvolvimento da própria cidade, a Pampulha e o projeto moderno são confrontados por meio da obra “Pagando o Preço” que propõe um passeio de ônibus percorrendo os diferentes ideais de cidade presentes em Belo Horizonte e adjacências, conectando e revelando contradições entre Palmital, Cidade Administrativa, Pampulha e Praça da Liberdade.

 

A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin, destaca que esta exposição integra o Projeto Arte Contemporânea, realizado pelo Museu da Pampulha. “Paulo Nazareth, artista de destaque na cena contemporânea internacional, já participou do Bolsa Pampulha. Realizar sua exposição hoje, doze anos depois, como parte do projeto Arte Contemporânea no Museu de Arte da Pampulha, reafirma as políticas da Prefeitura de Belo Horizonte de promoção e fomento da produção cultural e artística da cidade e do país”, completa Fabíola.

 

 

O artista

Paulo Nazareth é natural de Governador Valadares e possui sólida careira nacional e internacional. Sua biografia se entrelaça com revisionismos históricos, identitários e culturais. Em 2005, o artista integrou o Programa Bolsa Pampulha, o projeto de formação e residência do próprio Museu de Arte da Pampulha, destinado a jovens artistas. Desde então, o museu tornou-se uma referência em suas percepções. O retorno de Nazareth ao Museu, 12 anos depois dessa primeira experiência, ganha, portanto, um sentido especial na sua trajetória, perfazendo um ciclo.

 

A exposição “Faca Cega” rememora questões fundantes de sua produção, com a criação de novos trabalhos especificamente realizados para esta exposição, conectando complexos e ácidos estratos que movem sua trajetória poética.

 

O trabalho de Paulo Nazareth tem presença regular em exposições, bienais e feiras de arte em todos os continentes. Segunda a curadora Janaína Melo, o artista fala pouco e escreve muito. “Sua escritura carregada de desenhos, fotografias e documentos históricos nos envereda na tessitura de nossas contradições, daquilo que nos faz, ao mesmo tempo, violentos e afáveis”.

 

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