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Mão feminina borda em aro circular flor de um livro ilustrado.
Foto: Divulgação PBH

Museu Casa Kubitschek expõe bordados do projeto “Bordando Memórias”

criado em - atualizado em

A Fundação Municipal de Cultura abre, no museu Casa Kubitschek, a exposição “Bordando Memórias”, no sábado, dia 18 de maio, às 10h. Serão apresentados trabalhos manuais desenvolvidos pelas alunas das oficinas de bordado oferecidas pelo museu, que tiveram como tema o acervo mobiliário e botânico da instituição, além de suas próprias memórias. A exposição segue até julho, aberta de terça a domingo, das 9h às 18h, com entrada gratuita.

 

Desde 2017, o projeto “Bordando Memórias” oferece atividades de bordado com temáticas relacionadas ao acervo do museu Casa Kubitschek e ao Patrimônio Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha. A cada ano, uma temática é escolhida e as participantes são convidadas a conversar, investigar e bordar aquele tema. As oficinas promovem a troca de experiências, afetos e histórias entre as participantes, ao mesmo tempo em que valorizam e ampliam a visibilidade do bordado como linguagem e expressão criativa. A exposição apresenta o resultado artístico desses encontros, como por exemplo, as colchas coletivas produzidas com inspiração no mobiliário modernista e nas espécies botânicas dos jardins de Burle Marx, entre outras peças.

 

Segundo a Diretora de Museus, Letícia Dias, a ideia de desenvolver ações que valorizem os trabalhos manuais surgiu como uma forma de divulgar o acervo museal e homenagear Dona Juracy Guerra, proprietária da casa que hoje abriga a instituição. “Dona Juracy era uma artista doméstica e deixou seu talento e criatividade impressos nas intervenções artísticas que fez em seus móveis. Quatro peças do mobiliário do museu foram trabalhadas por ela: o tampo de três mesas e o encosto de uma poltrona”, ressalta.

 

 

Museu Casa Kubitschek

O imóvel onde hoje é a sede do museu Casa Kubitschek foi construído em 1943 para servir como casa de fim de semana de Juscelino Kubitschek. Projetado por Oscar Niemeyer e com jardins assinados pelo paisagista Roberto Burle Marx, o espaço foi aberto ao público em 10 de setembro de 2013. Integra o Conjunto Moderno da Pampulha e é tombado pelas instâncias do patrimônio municipal, estadual e federal. Constitui-se como lugar para se pensar o modernismo, modos de morar, arte integrada e paisagismo, além de fazer parte da história da Pampulha, destacando-a como território da multiplicidade, marcado pelo encontro entre a tradição e a modernidade.