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Agente da BHTrans e da Guarda Municipal orientam servidoras sobre assédio em prédio da Prefeitura
Foto: Divulgação/PBH

Movimenta PBH e Guarda Municipal orientam servidoras sobre assédio em coletivos

03/01/2019 | 17:02 | atualizado em 03/01/2019 | 18:53

O projeto Movimenta PBH e a Guarda Municipal, com o apoio da BHTrans, promoveram, em dezembro, uma ação para orientar servidoras municipais sobre os procedimentos a serem adotados em caso de assédio no transporte coletivo. A abordagem do Grupo Contra a importunação sexual no Transporte Público aconteceu no Edifício Del Rey, local onde funcionam as secretarias municipais de Planejamento, Orçamento e Gestão; de Cultura, e de Desenvolvimento Econômico; além da Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul.


Aline Oliveira, guarda municipal e integrante do grupo, explicou que essas ações de conscientização sobre o assédio tiveram início no último mês de outubro. “Já visitamos as estações do BHBUS e do MOVE para falar sobre este crime e de como é importante que as pessoas denunciem. É nossa primeira visita a um prédio da Prefeitura e constatamos que a maior parte do efetivo de servidores é composto de mulheres, daí a importância em conversar sobre este assunto. O assédio foi reconhecido como crime em setembro de 2018 e a pena pode ser de cinco anos de reclusão”, destacou.


Durante a abordagem foram entregues uma cartilha às servidoras, com dicas sobre como se configura o assédio e as medidas para se proteger de importunação sexual. Além do material impresso, também foram distribuídos apitos, que podem ser usados dentro dos coletivos para alertar sobre a tentativa de assédio. “Ao ouvir o apito, o motorista aciona o botão de assédio. Esse aparelho se comunica com a Central de Operações da Guarda Municipal, que imediatamente entra em contato com uma viatura mais próxima para que sejam tomadas as devidas providências”, completa a guarda.


Magali Neves, que trabalha na assessoria de Tecnologia da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, aprovou a iniciativa. “É importante esse tipo de atividade, pois precisamos de mais informações sobre esse crime. Tem gente que passa por estas situações e não faz nada, talvez por medo de se expor. Eu não sabia da existência do botão do assédio. Espero que essas ações continuem em todos os órgãos da Prefeitura”, afirmou.


Claudinéa Jacinto, servidora da Diretoria Central de Planejamento da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, também apoiou a abordagem. “A cartilha contém dicas interessantes. A violência contra as mulheres é algo banalizado em nossa sociedade. Essa campanha desperta a atenção das mulheres sobre este assunto. Devemos reagir a esta conduta inaceitável”.


Desde o início da campanha, a Guarda Municipal já efetuou a prisão em flagrante de quatro acusados de importunação sexual. O botão de assédio, que passou a funcionar na primeira semana de novembro em todos os ônibus que circulam em BH, contribuiu com duas das quatro prisões.





 

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