21 October 2026 -
A Prefeitura de Belo Horizonte promoveu, nesta terça-feira (20), o 1º Fórum de Governança para Ambientes Saudáveis no Serviço Público. Organizado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG), por meio da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugesp), o encontro reuniu lideranças municipais e especialistas para discutir saúde mental, segurança psicológica, prevenção ao assédio e o papel da gestão na construção de relações profissionais mais saudáveis.
A subsecretária de Gestão de Pessoas, Hélen Delfim, destacou que, mesmo com os avanços da inteligência artificial, as pessoas continuam sendo o principal diferencial das organizações. “A tecnologia é uma ferramenta importante, mas são as pessoas que dão sentido e propósito ao trabalho. E a liderança tem um papel essencial nisso, porque é quem conecta as equipes, orienta, dá clareza aos objetivos e ajuda cada servidor a entender como sua contribuição faz a diferença. Na gestão de pessoas, sabemos que um ambiente saudável não se constrói apenas com ações pontuais, mas com relações de confiança, diálogo, respeito e valorização no dia a dia. Cuidar das pessoas é também cuidar das equipes e da qualidade do serviço que entregamos à população”, afirmou.
O procurador-geral do Município de Belo Horizonte, Flávio Freire de Oliveira, também ressaltou a responsabilidade das instituições e de suas lideranças na promoção de ambientes de trabalho seguros e respeitosos. “Ambientes saudáveis não são somente iniciativas de promoção da saúde, mas a forma como o poder público exerce autoridade, estabelece relações e cumpre suas responsabilidades perante aqueles que dedicam sua vida profissional ao serviço público”, afirmou.
Para o procurador-geral, a dignidade da pessoa humana, a valorização do trabalho e a proteção à saúde devem orientar as políticas institucionais e as práticas cotidianas de gestão.
Liderança e saúde mental
Com o tema “O futuro da saúde mental no serviço público começa pela liderança consciente”, a palestra de abertura foi ministrada por Janice Coutinho, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e líder do Núcleo de Governança de Dados da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro.
Pela manhã, dois painéis discutiram os fatores de risco à saúde mental no trabalho, o dever de cuidado das instituições e a importância da segurança psicológica nas organizações. Os debates abordaram a responsabilidade das lideranças na prevenção de situações que comprometem o bem-estar dos servidores e na construção de equipes pautadas pelo respeito e pela confiança.
Experiências e prevenção ao assédio
À tarde, foram apresentadas iniciativas desenvolvidas por órgãos municipais, como o Projeto Viver e Prosperar, da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU); o SaudavelMente, da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugesp); e o serviço de Atendimento Psicológico, da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). A proposta foi compartilhar experiências que possam inspirar outras áreas da administração municipal.
A programação também incluiu um painel sobre assédio moral e sexual no serviço público, com discussões sobre ética, diversidade e relações profissionais. O encerramento ficou a cargo da procuradora do Município de Belo Horizonte e professora convidada da Fundação Dom Cabral, Daniela Salomão, que apresentou a palestra “O risco psicossocial que ninguém nomeia”.
O fórum destacou a importância de reconhecer os fatores que afetam a saúde mental no trabalho e de preparar as lideranças para lidar com esses desafios. A iniciativa também abriu espaço para a troca de experiências sobre prevenção ao assédio, fortalecimento das relações profissionais e construção de ambientes mais seguros e saudáveis no serviço público.
