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Criança em situação de vulnerabilidade social escolhe brinquedo em prateleira.
Foto: Divulgação PBH

Jovens em vulnerabilidade social são amparados por Unidade de Acolhimento da PBH

09/01/2019 | 17:09 | atualizado em 09/01/2019 | 17:12
“A fase mais vulnerável da minha vida foi na rua. E é assim, uma hora ou outra a gente cai na rua por causa do nosso gênero, da nossa orientação sexual. Você vai pra um lado, dizem ‘não’ pra você. Vai pro outro lado, também é ‘não’. Não tem saída”, conta Úrsula de Paula da Costa, que aos 18 é uma das atuais moradoras da Unidade de Acolhimento Transitório Infantojuvenil e, com a ajuda do espaço, vem reconstruindo sua vida.

“Esse lugar para mim é tudo. É o close certo. É a nossa vida, e o que nos dá oportunidades para ir além”. Com o apoio da unidade, Úrsula acaba de ganhar uma bolsa para fazer um curso de moda no SENAI Modatec. Úrsula vai tirar uma nova identidade com o nome social. 

Em funcionamento há um ano, a Unidade de Acolhimento Transitório Infantojuvenil atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, uso abusivo de drogas, com laços familiares frágeis e/ou em situação de rua. O principal objetivo é ofertar um espaço de moradia transitória e protetiva às crianças e adolescentes referenciados nos Centros de Referência em Saúde Mental Infantil (Nordeste e Noroeste) e Centro Psíquico da Adolescência e Infância.

A unidade funciona 24 horas/dia, conta com equipe qualificada e oferece cuidados contínuos de saúde. É uma casa, onde crianças e adolescentes, de 10 a 18 anos, são acolhidos e abrigados, convivendo em um ambiente que promove diversas atividades, incentiva a capacidade de autonomia, reintegração familiar e a construção de uma referência de vida fora das ruas. O tratamento e projeto de vida de cada um acontece concomitantemente em outros pontos da Rede de Saúde Mental. 

A equipe atua no sentido de fortalecer as articulações em rede, buscando garantir aos usuários o acesso ao lazer, escola, trabalho e fortalecimento dos laços comunitários em diferentes espaços antes não frequentados por eles. “Por meio deste olhar integral, promovemos o cuidado em liberdade na perspectiva da reforma psiquiátrica. Costumo dizer que abrimos não somente a porta da Unidade de Acolhimento para esses adolescentes, mas várias outras portas no projeto de vida de cada um deles”, explica a coordenadora da unidade, Júlia Miranda. 

Os usuários abrigados na unidade seguem o projeto terapêutico estabelecido nos Centros de Referência em Saúde Mental Infantil e o tempo de tratamento para cada usuário varia de acordo com cada quadro. Entretanto, a unidade tem um caráter transitório, que prevê a permanência no local por um período máximo de seis meses. 
 
 

09/01/19. Unidade de Acolhimento Transitório Infanto-juvenil. Foto: Divulgação/PBH

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